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Questão de Português — Crase — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsCrase
Código
ce223503
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FUB
Ano
2025
Nível
Médio

Texto CB2A1


        Existem muitas formas de fazer ciência — na sala de aula, na universidade, em grupos de pesquisa, institutos públicos, em centros privados. Também é possível partir da própria ciência para incentivar outras pessoas na trajetória científica, difundir o conhecimento de pesquisadores, revelar seus achados e descobertas. E pode-se fazer tudo isso junto. Mônica Santos Dahmouche é um bom exemplo disso, como física, professora, divulgadora científica, coordenadora da implantação do Museu Ciência e Vida, incentivadora de feiras, olimpíadas e hackathons de ciência e várias outras frentes, com um olhar especial para a visibilidade feminina nas ciências.


         “Eu imaginava que faria concurso para uma universidade, teria meu grupo de pesquisa, orientaria alunos. Faço isso hoje, mas de diferentes formas. Jamais tinha pensado em trabalhar em um museu de ciências. Tem sido uma jornada maravilhosa”, conta a professora.


         Nos últimos anos, Mônica mergulhou em projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área. “Desde 2018 me emociona e mobiliza poder mostrar a elas a beleza de fazer ciência, especialmente ciências exatas, mais desiguais em termos de equidade de gênero”, afirma.


         A iniciativa já se transformou em exposições temáticas no próprio Museu Ciência e Vida e na criação, com amigas também cientistas, de uma rede de mulheres das áreas de ciências, tecnologias, engenharias e matemática (STEM). O grupo já gestou até um livro, Exatas é com elas: tecendo redes no estado do Rio de Janeiro.


         Seu motivo de orgulho mais recente é o podcast Mulheres da Hora, idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ. A produção abrange histórias de mulheres que se destacam em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.


         “O objetivo é mostrar o que se pode fazer em uma carreira de ciência e tecnologia, para além da docência na universidade ou da pesquisa”, afirma. Seja qual for o caminho escolhido, ressalta Mônica, uma formação de excelência é a base para voar. 


Elisa Martins. De museu a podcast, a arte de divulgar ciência.

In: Ciência Hoje, n.º 418, mar./2025 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, referente a aspectos linguísticos do texto CB2A1.No segmento “projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa de mulheres na área” (primeiro período do terceiro parágrafo), o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a futuras” não acarretaria prejuízo à correção gramatical do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase antes de plural feminino sem artigo

❌ ERRADO. A afirmação é incorreta: colocar crase em "a futuras" (transformando em "à futuras") prejudica a correção gramatical, pois a palavra "futuras meninas" é plural e não está acompanhada do artigo definido "as", o que impede a ocorrência de crase. A regra: crase exige a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" (singular) ou "as" (plural). Como não há artigo antes de "futuras meninas", o acento grave seria inadequado. Trecho: "projetos voltados a futuras meninas cientistas e à atuação diversa" — o "a" em "a futuras" é apenas preposição; já em "à atuação" há crase porque "atuação" é singular e admite artigo.

No texto, "voltados a" exige preposição "a". Diante de "futuras meninas cientistas" (plural feminino), não se usa o artigo "as" (seria "as futuras meninas cientistas"), mas o enunciado original não o traz. Se inseríssemos crase, teríamos "à futuras meninas", que é agramatical por duas razões: primeiro, "à" é contração singular, mas o substantivo é plural; segundo, mesmo que fosse "às", ainda seria inadequado porque o adjetivo "futuras" atua como modificador indeterminado (sem artigo), o que impede a crase. Portanto, a inserção acarretaria prejuízo.

1Regra
Exige artigo definido "as"
Preposição "a" + artigo "as" = "às"
2Caso concreto: "a futuras meninas"
"futuras meninas" = plural sem artigo
"a" = só preposição
Crase inadequada
3Contraste: "à atuação"
"atuação" = singular com artigo
Crase correta
Crase antes de plural feminino
LEVELsoulevel.com.br
Crase antes de plural feminino: Regra (Exige artigo definido "as", Preposição "a" + artigo "as" = "às"); Caso concreto: "a futuras meninas" ("futuras meninas" = plural sem artigo, "a" = só preposição, Crase inadequada); Contraste: "à atuação" ("atuação" = singular com artigo, Crase correta)
NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa ideia de que crase é facultativa antes de feminino plural. Na verdade, ela é proibida quando não há artigo definido. O candidato pode ser tentado a achar que qualquer "a" antes de palavra feminina pode receber crase, ignorando a exigência do artigo.

PEGA ESSA DICA!

Cara a cara não tem crase, isto é fácil de guardar; com palavra repetida não se deve 'crasear'

Em expressões com palavra feminina repetida (cara a cara, gota a gota, frente a frente, dia a dia) NÃO se usa crase.

— Crase — palavras repetidas

Gabarito: E

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