Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsSintaxe
Código
ce223847
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1.No segundo período do quarto parágrafo, o termo ‘que’, em ‘que diferem profundamente’, funciona como sujeito sintático da oração por ele introduzida, sendo o seu referente semântico a expressão ‘esses programas’.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática do 'que' no texto

Gabarito: ❌ ERRADO. O termo 'que' em "que diferem profundamente" é uma conjunção subordinativa integrante, não um pronome relativo. Portanto, não exerce função de sujeito na oração. O sujeito de "diferem" é implícito (eles = 'esses programas'), e o 'que' apenas introduz a oração subordinada substantiva objetiva direta.

Passagem do texto

"...sabemos, pela ciência da língua e pela filosofia do conhecimento, que diferem profundamente do modo como os seres humanos raciocinam e utilizam a linguagem"

O 'que' liga o verbo 'sabemos' ao seu complemento, funcionando como conjunção integrante, e não retoma um termo anterior como faria um pronome relativo.

Por que a afirmação está errada?

  • O 'que' não é pronome relativo; se fosse, teria um antecedente claro e exerceria função sintática dentro da oração adjetiva. No texto, o 'que' não retoma 'programas' nem qualquer outro termo — ele apenas conecta a oração principal à subordinada.

  • A função sintática de sujeito, na oração "que diferem profundamente", é elíptica (eles, referindo-se a 'esses programas'). O termo 'que' não ocupa o lugar do sujeito; quem difere são os programas, não o 'que'.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir a conjunção subordinativa integrante (que não tem função sintática) com o pronome relativo (que pode ser sujeito). A troca é sutil, mas decisiva: o 'que' após 'sabemos' é clássico exemplo de conjunção integrante.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar se 'que' é pronome relativo, substitua por 'o qual', 'a qual', 'os quais', 'as quais'. Se couber, é relativo; se não couber, provavelmente é conjunção integrante. No trecho, "sabemos os quais diferem profundamente" não faz sentido — logo, é conjunção.

Conclusão: O item está ERRADO, pois o 'que' em análise é conjunção subordinativa integrante e não exerce função de sujeito.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Link permanente: /questoes/ce223847