Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
ce224188
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-SE
Ano
2025
Nível
Superior
No texto CG1A1, o vocábulo “economês”
Aevidencia a intenção crítica do autor de denunciar o estilo complicado e obscuro da linguagem dos economistas.
Bé empregado com sentido pejorativo, para evidenciar a intenção dos economistas de não serem compreendidos pelo público em geral.
Cé um termo da linguagem formal empregado para se referir às regras de uso da linguagem dos economistas.
Dcaracteriza-se como um termo técnico utilizado por economistas.
Eé um termo da linguagem informal utilizado em referência ao jargão dos economistas.
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GabaritoE — é um termo da linguagem informal utilizado em referência ao jargão dos economistas.
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O vocábulo "economês" no texto
Gabarito: letra E. O termo "economês" é um exemplo típico de palavra formada com o sufixo -ês, que na língua portuguesa confere tom informal e coloquial, designando jargões de áreas específicas (ex.: "juridiquês", "mediquês"). No texto, ele é usado justamente para nomear a linguagem técnica dos economistas — o jargão da profissão —, e o autor não lhe atribui tom pejorativo nem o classifica como termo técnico em si.
"O 'economês' é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos..."
A passagem mostra que "economês" é o rótulo informal para o conjunto de expressões técnicas, e não um termo técnico propriamente dito.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o autor emprega "economês" com intenção crítica, denunciando um estilo complicado. O texto, porém, não tem tom crítico; ao contrário, ele explica que o economês é útil e foi criado para sintetizar, não para excluir:
"O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar."
Erro: extrapolação — insere uma opinião (crítica) que o autor não manifesta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o termo tem sentido pejorativo e sugere intenção de não ser compreendido. O texto desmente isso expressamente:
"O economês não é uma linguagem criada para excluir"
Erro: contradiz o texto — a afirmação é oposta ao que está escrito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Classifica "economês" como termo da linguagem formal. O próprio formato da palavra (sufixo -ês) e o modo como é apresentada (entre aspas, como referência a uma variedade linguística) indicam informalidade. O texto não a trata como formal. Erro: troca de conceito — confunde o registro informal do termo com formalidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que "economês" é um termo técnico. O texto, porém, só diz que o economês contém termos técnicos; a palavra "economês" em si é o nome do jargão, e não um dos seus vocábulos técnicos. Erro: troca de conceito — toma o continente pelo conteúdo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa capta exatamente a natureza do vocábulo: "termo da linguagem informal utilizado em referência ao jargão dos economistas". O sufixo -ês é marca de informalidade, e o texto usa "economês" para se referir ao conjunto de linguagem especializada dos economistas.
"O 'economês' é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos..."
Acerto: paráfrase fiel — não acrescenta nem extrapola; apenas descreve o que o texto apresenta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tendência de o candidato associar o sufixo -ês a uma conotação negativa (como em "politiquês") e projetar crítica onde o texto é neutro. A alternativa E é a única que se limita a descrever o registro informal e o referente (jargão), sem juízo de valor.