Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce225297
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Câmara dos Deputados
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico Legislativo - Especialidade: Policial Legislativo Federal
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. O item está plenamente sustentado pelo texto de Steven Pinker: o medo de cobras é inato (independe de experiência prévia), constante ao longo da evolução, presente em diferentes culturas (inclusive nas que as veneram) e tem base biológica evolutiva. Diferentemente, o medo de armas de fogo é algo que a sociedade tenta incutir, sem a mesma raiz inata. Abaixo, a comprovação ponto a ponto.
Independe de experiência prévia: o texto cita o experimento de Donald Hebb:
"Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez."
Isso mostra que o medo aparece sem contato anterior.
É constante:
"Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva."
Ocorre em diferentes culturas:
"Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela."
Tem base biológica: O autor argumenta que os medos comuns são adaptações, e a perda de medo em animais de ilhas sem predadores é evidência:
"A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo..."
Quanto ao medo de armas de fogo, o texto aponta que deveríamos ter medo, mas não o temos naturalmente; os órgãos de segurança tentam incuti-lo, geralmente em vão:
"Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão."
Portanto, a diferença é nítida e o item está correto.
Gabarito: C (Certo)
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