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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2026

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
ce225603
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental – Especialidade: Biologia
Uma medida compensatória para usinas termoelétricas que emitem particulados que afetam a biota aérea é
  1. Aa recuperação de áreas equivalentes com diversidade funcional.
  2. Ba instalação de filtros em chaminés.
  3. Ca redução temporária de produção sem offsets.
  4. Do plantio monoespecífico em áreas distantes.
  5. Ea expansão de pastagens compensatórias.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a recuperação de áreas equivalentes com diversidade funcional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Medidas compensatórias e mitigadoras em empreendimentos poluidores

Gabarito: letra A. A alternativa correta é a que propõe a recuperação de áreas equivalentes com diversidade funcional, pois a compensação ambiental busca repor, em outro local, a perda de serviços ecossistêmicos causada pelo empreendimento, priorizando a restauração da funcionalidade ecológica (conceito de "ganho líquido" de biodiversidade). As demais alternativas ou são medidas mitigadoras (reduzem o dano na fonte) ou não geram compensação efetiva.

A questão distingue dois conceitos centrais da gestão ambiental: mitigação e compensação. A mitigação atua na fonte do impacto, reduzindo ou eliminando o dano antes que ele ocorra — é o caso de filtros em chaminés, que retêm particulados antes da emissão. A compensação, por sua vez, atua quando o impacto é inevitável ou já ocorreu: busca-se repor, em outro local, os serviços ecossistêmicos perdidos, de modo que o saldo ambiental seja, no mínimo, neutro. A compensação deve ser equivalente — ou seja, a área recuperada deve ter capacidade de prover funções ecológicas semelhantes às que foram perdidas, o que exige diversidade funcional (espécies que desempenham papéis ecológicos distintos, garantindo resiliência e estabilidade ao ecossistema).

A pegadinha da banca está em confundir mitigação com compensação: instalar filtro em chaminé é medida mitigadora (reduz a emissão na fonte), não compensatória. Além disso, alternativas como plantio monoespecífico ou expansão de pastagens não geram equivalência ecológica — pelo contrário, podem até agravar a perda de biodiversidade.

Medidas ambientais
  • 1Mitigação (atua na fonte)
    • Filtros em chaminés
    • Controle de emissão
  • 2Compensação (repõe em outro local)
    • Equivalência ecológica
    • Diversidade funcional
    • Restauração / offsets
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A recuperação de áreas equivalentes com diversidade funcional é a essência da compensação ambiental: repõe, em outro local, os serviços ecossistêmicos perdidos, garantindo que a área recuperada tenha funções ecológicas comparáveis às que foram danificadas. A diversidade funcional é o termo-chave — ela assegura que o ecossistema recuperado seja resiliente e desempenhe papéis ecológicos múltiplos (polinização, ciclagem de nutrientes, regulação hídrica), não apenas a presença de vegetação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Instalar filtros em chaminés é medida mitigadora, não compensatória. Ela atua na fonte, reduzindo a emissão de particulados antes que atinjam a atmosfera. A mitigação é complementar à compensação, mas não a substitui: enquanto a mitigação evita ou reduz o dano, a compensação repara o dano que não pôde ser evitado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A redução temporária de produção sem offsets (sem compensações) não é medida compensatória. Reduzir a produção apenas diminui temporariamente a emissão, mas não repõe os serviços ecossistêmicos já perdidos. A expressão "sem offsets" deixa explícito que não há qualquer ação de compensação — logo, a alternativa se afasta do conceito pedido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O plantio monoespecífico em áreas distantes não atende ao requisito de equivalência ecológica. Uma monocultura (uma única espécie) tem baixa diversidade funcional, não restabelece a complexidade do ecossistema original e pode até gerar impactos negativos (como redução da biodiversidade local). A compensação exige diversidade de espécies e de funções ecológicas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A expansão de pastagens compensatórias não é medida compensatória — é, na verdade, uma atividade que degrada o ambiente, substituindo ecossistemas nativos por áreas de pastagem. Isso reduz a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, contrariando o objetivo da compensação ambiental.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre mitigação e compensação. A letra B (filtros em chaminés) é o distrator clássico: parece resolver o problema, mas é medida mitigadora, que atua na fonte. Já as letras D e E parecem "ações ambientais", mas não geram equivalência ecológica — plantio monoespecífico e pastagem não restauram a funcionalidade do ecossistema. Fique atento: compensação exige equivalência e diversidade funcional.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, identifique o tipo de medida pela pergunta: "o que reduz o dano na fonte?" → mitigação; "o que repõe o que foi perdido em outro local?" → compensação. Se a alternativa trouxer "equivalente", "diversidade funcional", "restauração", "offsets", é compensação. Se trouxer "filtro", "tratamento", "controle de emissão", é mitigação.

Gabarito: letra A

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