Pular para o conteúdo principal

Questão de Química — Técnicas de Laboratório — CESPE / CEBRASPE 2026

QuímicaTécnicas de Laboratório
Código
ce225616
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental – Especialidade: Biologia
Ensaios ecotoxicológicos crônicos distinguem-se dos agudos porque aqueles quantificam
  1. Atoxicidade química intrínseca.
  2. Bletalidade aguda (mortalidade > 50%).
  3. Cefeitos subletais reprodutivos e de desenvolvimento ao longo do ciclo ontogenético.
  4. Dexposição curta (< 96 h).
  5. Erespostas comportamentais imediatas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — efeitos subletais reprodutivos e de desenvolvimento ao longo do ciclo ontogenético.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ensaios ecotoxicológicos: crônicos × agudos

Gabarito: letra C. O ensaio ecotoxicológico crônico se distingue do agudo porque avalia efeitos subletais — como alterações reprodutivas e de desenvolvimento — que se manifestam ao longo de todo o ciclo de vida do organismo-teste, e não apenas a mortalidade imediata. Essa é a essência da distinção: enquanto o ensaio agudo mede a letalidade em exposição curta (tipicamente 24–96 h), o crônico expõe o organismo por período prolongado (dias, semanas ou gerações) e quantifica respostas que comprometem a sobrevivência da população a longo prazo.

A ecotoxicologia é o ramo da toxicologia que estuda os efeitos adversos de agentes químicos e físicos sobre os ecossistemas. Para avaliar esses efeitos, utilizam-se ensaios padronizados com organismos-teste (algas, microcrustáceos, peixes, minhocas etc.), que podem ser classificados quanto à duração da exposição e ao tipo de efeito medido.

O ensaio agudo caracteriza-se por:

  • Exposição curta (geralmente 24 a 96 horas);

  • Efeito avaliado: mortalidade ou imobilidade dos organismos;

  • Resultado expresso como CL50 (concentração letal mediana) ou CE50 (concentração efetiva mediana);

  • Detecta a toxicidade intrínseca da substância, ou seja, seu potencial de causar dano em alta concentração e curto período.

Já o ensaio crônico caracteriza-se por:

  • Exposição prolongada (dias, semanas ou até gerações);

  • Efeitos avaliados: subletais, como redução da taxa de reprodução, alterações no desenvolvimento, crescimento, comportamento e sobrevivência da prole;

  • Resultado expresso como NOEC (concentração sem efeito observado) ou LOEC (menor concentração com efeito observado);

  • Detecta efeitos que comprometem a viabilidade populacional a longo prazo, mesmo em concentrações que não causam morte imediata.

A pegadinha da banca está em confundir os objetivos de cada ensaio: o agudo mede letalidade (morte), o crônico mede efeitos subletais (reprodução, desenvolvimento). A alternativa C captura exatamente essa distinção ao mencionar "efeitos subletais reprodutivos e de desenvolvimento ao longo do ciclo ontogenético".

Agudo
Crônico
Duração
Letalidade (mortalidade)
Subletal (reprodução, desenvolvimento)
Efeito medido
Curta (24–96 h)
Prolongada (dias a gerações)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A toxicidade química intrínseca é uma propriedade da substância, não um parâmetro que distingue ensaios crônicos de agudos. Ambos os tipos de ensaio avaliam a toxicidade intrínseca — a diferença está na duração da exposição e no tipo de efeito medido. O ensaio agudo também quantifica toxicidade intrínseca, apenas em exposição curta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A letalidade aguda (mortalidade > 50%) é o parâmetro típico do ensaio agudo, não do crônico. O ensaio crônico, por definição, avalia efeitos subletais — se houvesse mortalidade > 50%, o ensaio seria classificado como agudo. A banca inverteu a característica: mortalidade é indicador de toxicidade aguda.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição correta. O ensaio crônico expõe os organismos por período prolongado e quantifica efeitos subletais, como alterações na reprodução e no desenvolvimento, que se manifestam ao longo do ciclo ontogenético (do ovo à fase adulta). Esses efeitos são mais sensíveis que a mortalidade e indicam o potencial de impacto populacional a longo prazo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Exposição curta (< 96 h) é característica do ensaio agudo, não do crônico. O ensaio crônico, por definição, envolve exposição prolongada — dias, semanas ou até gerações do organismo-teste. A banca trocou a duração típica de cada ensaio.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Respostas comportamentais imediatas são um tipo de efeito que pode ser observado em ensaios agudos ou crônicos, mas não é o que distingue o ensaio crônico. A distinção fundamental está na avaliação de efeitos subletais de longo prazo (reprodução, desenvolvimento), não em respostas comportamentais imediatas, que são transitórias e não refletem o caráter crônico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os objetivos dos ensaios. O candidato que memoriza apenas "agudo = morte, crônico = longo prazo" pode marcar a letra D (exposição curta) ou B (letalidade), que são características do ensaio agudo. A chave é lembrar que o crônico mede efeitos subletais — reprodução e desenvolvimento — que comprometem a população a longo prazo, não a morte imediata. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas que descrevem o ensaio agudo e acerta a C.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um quadro mental comparativo:

Critério

Ensaio Agudo

Ensaio Crônico

Duração

Curta (24–96 h)

Prolongada (dias a gerações)

Efeito medido

Letalidade (mortalidade)

Subletal (reprodução, desenvolvimento)

Resultado

CL50, CE50

NOEC, LOEC

Objetivo

Toxicidade intrínseca

Impacto populacional

Na prova, ao ver "crônico", associe imediatamente a "efeitos subletais" e "ciclo de vida". Ao ver "agudo", associe a "mortalidade" e "exposição curta". Essa associação resolve a questão em segundos.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/ce225616