Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2026
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
ce225624
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental – Especialidade: Biologia
No contexto do manejo restaurativo de ecossistemas aquáticos lênticos eutrofizados, a técnica que prioriza a precipitação química de fosfato biodisponível (PO₄³⁻ solúvel) é a técnica de
Arevegetação ripária com macrófitas helófitas.
Baeração hipolimnética para oxidação.
Cbiomanipulação via introdução de herbívoros planctônicos seletivos.
Ddesassoreamento mecânico de sedimentos hipolímnicos.
Eaplicação de sulfato de alumínio (alunagem) para formação de hidróxido de alumínio adsorvente.
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GabaritoE — aplicação de sulfato de alumínio (alunagem) para formação de hidróxido de alumínio adsorvente.
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Manejo restaurativo de ecossistemas lênticos eutrofizados
Gabarito: letra E. A técnica que prioriza a precipitação química do fosfato biodisponível (PO₄³⁻ solúvel) é a aplicação de sulfato de alumínio (alunagem), que forma hidróxido de alumínio adsorvente, removendo o fósforo da coluna d'água e reduzindo a disponibilidade para o fitoplâncton. As demais alternativas envolvem processos biológicos, físicos ou de oxidação, mas não a precipitação química direta do fosfato.
A eutrofização é o enriquecimento de um ecossistema aquático com nutrientes, principalmente fósforo e nitrogênio, levando ao crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas, à depleção de oxigênio e à degradação da qualidade da água. Em ecossistemas lênticos (lagos e reservatórios), o fósforo é geralmente o nutriente limitante, e sua remoção é crucial para o controle da eutrofização.
A alunagem (aplicação de sulfato de alumínio, Al₂(SO₄)₃) é uma técnica de precipitação química que atua diretamente sobre o fosfato solúvel. Ao ser adicionado à água, o sulfato de alumínio reage formando hidróxido de alumínio, Al(OH)₃, um floco gelatinoso que adsorve o fosfato e o precipita para o sedimento, tornando-o menos biodisponível. Essa é uma técnica clássica de gerenciamento de lagos (lake management) para redução da carga interna de fósforo.
As demais técnicas citadas são abordagens diferentes de manejo restaurativo:
Revegetação ripária (A): plantio de macrófitas nas margens, que atua na interceptação de nutrientes vindos da bacia de drenagem, mas não precipita o fosfato já presente na coluna d'água.
Aeração hipolimnética (B): oxigenação do hipolímnio para oxidar compostos reduzidos, como o ferro ferroso, que pode precipitar fosfato indiretamente, mas não é uma precipitação química direta e intencional do fosfato.
Biomanipulação (C): alteração da cadeia alimentar, como a introdução de herbívoros planctônicos (zooplâncton) para controlar o fitoplâncton, mas não remove o fósforo dissolvido.
Desassoreamento (D): remoção mecânica de sedimentos ricos em nutrientes, que reduz a carga interna, mas não age sobre o fosfato solúvel na água.
A pegadinha da questão está em reconhecer que a precipitação química é o mecanismo central da alunagem, enquanto as outras técnicas atuam por vias biológicas, físicas ou de oxidação. O candidato pode confundir a aeração (que oxida, mas não precipita diretamente o fosfato) ou a biomanipulação (que controla o fitoplâncton, mas não remove o nutriente).
Técnicas de manejo de eutrofização
1Químicas
Alunagem (sulfato de alumínio)
Precipita fosfato solúvel
2Físicas
Desassoreamento
Remove sedimento rico em nutrientes
Aeração hipolimnética
Oxida compostos reduzidos
3Biológicas
Biomanipulação
Controle do fitoplâncton por predação
4Preventivas
Revegetação ripária
Intercepta nutrientes da bacia
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A revegetação ripária com macrófitas helófitas é uma técnica de controle de fontes externas de nutrientes, interceptando o escoamento superficial e reduzindo a entrada de fósforo no lago. No entanto, não realiza a precipitação química do fosfato já biodisponível na coluna d'água. O erro está em associar uma medida preventiva de bacia hidrográfica à remoção química do nutriente no corpo d'água.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A aeração hipolimnética promove a oxidação de compostos reduzidos, como o ferro ferroso (Fe²⁺), que pode se ligar ao fosfato e precipitar. Porém, esse é um efeito indireto e não é a técnica que prioriza a precipitação química do fosfato. A aeração visa principalmente aumentar o oxigênio dissolvido no hipolímnio, reduzindo a liberação de fósforo do sedimento, mas não é uma precipitação química direta e intencional.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A biomanipulação via introdução de herbívoros planctônicos seletivos (como cladóceros) é uma técnica biológica que controla o fitoplâncton por predação, reduzindo a biomassa algal e, consequentemente, a demanda de oxigênio. No entanto, não remove o fosfato dissolvido da água; apenas reduz o consumo pelo fitoplâncton. O erro está em confundir controle biológico de produtores com remoção química do nutriente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O desassoreamento mecânico de sedimentos hipolímnicos é uma técnica física que remove o sedimento rico em nutrientes, reduzindo a carga interna de fósforo. Porém, não age sobre o fosfato solúvel presente na coluna d'água, e sim sobre o reservatório de nutrientes no sedimento. O erro está em confundir remoção de sedimento com precipitação química do fosfato dissolvido.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A aplicação de sulfato de alumínio (alunagem) é a técnica que prioriza a precipitação química do fosfato biodisponível. O sulfato de alumínio reage com a água formando hidróxido de alumínio, que adsorve o fosfato e o precipita para o sedimento, reduzindo sua concentração na coluna d'água e limitando o crescimento do fitoplâncton. Essa é uma técnica amplamente utilizada no manejo de lagos eutrofizados para controle da carga interna de fósforo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre precipitação química (alunagem) e outras técnicas de manejo. A aeração oxida, mas não precipita diretamente o fosfato; a biomanipulação controla o fitoplâncton, mas não remove o nutriente; o desassoreamento remove sedimento, mas não o fosfato dissolvido. Fique atento ao mecanismo central: a alunagem é a única que age por precipitação química do fosfato solúvel.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de manejo de eutrofização, identifique o mecanismo de cada técnica: químico (precipitação), físico (remoção de sedimento, aeração), biológico (biomanipulação) e preventivo (revegetação). A palavra-chave do enunciado é "precipitação química" — associe diretamente à alunagem.