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Questão de Química — Técnicas de Laboratório — CESPE / CEBRASPE 2026

QuímicaTécnicas de Laboratório
Código
ce225629
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental – Especialidade: Biologia
Nos ensaios microbiológicos, após a lavagem dos frascos com detergente alcalino 0,1% e enxágues sucessivos, é necessário
  1. Arealizar adição de preservantes e esterilizar os frascos, testando a eficiência da autoclavação com bioindicadores.
  2. Bimergir os frascos em ácido clorídrico 10% por 48 horas.
  3. Csecar os frascos em estufa a 150 °C por 1 hora.
  4. Dsubmeter os frascos à mufla a 300 °C por 8 horas.
  5. Earmazenar os frascos em local livre de poeira, apenas.
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GabaritoA — realizar adição de preservantes e esterilizar os frascos, testando a eficiência da autoclavação com bioindicadores.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Preparo de frascos para ensaios microbiológicos

Gabarito: letra A. Após a lavagem com detergente alcalino 0,1% e enxágues sucessivos, o procedimento correto é adicionar preservantes (quando aplicável), esterilizar os frascos — normalmente por autoclavação — e testar a eficiência da esterilização com bioindicadores, que são preparações padronizadas de microrganismos altamente resistentes, usadas para validar o ciclo. Essa é a sequência que garante a esterilidade e a rastreabilidade do processo, conforme as boas práticas de laboratório microbiológico.

A questão trata do preparo e acondicionamento de material em laboratório de análises clínicas, especificamente da etapa de esterilização após a limpeza. A lavagem com detergente alcalino remove resíduos orgânicos e inorgânicos; os enxágues sucessivos eliminam o detergente. A partir daí, o material precisa ser esterilizado para uso em ensaios microbiológicos, e a validação da esterilização é parte essencial do processo — não basta apenas submeter o material ao calor; é preciso comprovar que o ciclo foi eficaz. Os bioindicadores (por exemplo, esporos de Bacillus atrophaeus ou Geobacillus stearothermophilus) são o padrão-ouro para essa validação, pois são mais resistentes que os microrganismos comuns e, se forem destruídos, o ciclo é considerado eficaz.

A alternativa A é a única que contempla a sequência completa: adição de preservantes (quando o material exige, como em meios de cultura ou soluções que podem sofrer contaminação), esterilização (geralmente por autoclavação a 121 °C por 15–20 minutos) e teste com bioindicadores para confirmar que a esterilização foi eficaz. As demais alternativas apresentam procedimentos incompletos, inadequados ou perigosos.

  1. 1Lavagem com detergente alcalino 0,1%
  2. 2Enxágues sucessivos
  3. 3Adição de preservantes
  4. 4Esterilização (autoclavação)
  5. 5Validação com bioindicadores
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a única que descreve o fluxo completo e correto: após a limpeza, adicionar preservantes (quando necessário), esterilizar (autoclavação é o método padrão para materiais que suportam calor úmido) e validar com bioindicadores. Os bioindicadores são essenciais porque a esterilização só é confiável se houver evidência de que os microrganismos mais resistentes foram destruídos — isso é o que garante a segurança do ensaio microbiológico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Imergir os frascos em ácido clorídrico 10% por 48 horas é um procedimento inadequado e perigoso. O HCl concentrado é corrosivo e pode danificar vidrarias (especialmente as graduadas) e não é um método de esterilização — no máximo faria uma descontaminação química parcial, sem garantia de eliminação de esporos. Além disso, o tempo de 48 horas é impraticável e o resíduo ácido exigiria neutralização e enxágue exaustivo, o que não é mencionado. A banca troca o método de esterilização por um tratamento químico agressivo, que não é recomendado para frascos de ensaio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Secar os frascos em estufa a 150 °C por 1 hora não é suficiente para esterilizar. A esterilização por calor seco exige temperaturas mais altas (geralmente 160–170 °C por 1–2 horas) para garantir a destruição de esporos. A 150 °C por 1 hora, o processo é apenas de secagem ou desinfecção parcial, não de esterilização. Além disso, a estufa de calor seco é indicada para materiais que não podem ser autoclavados (como vidraria seca e óleos), mas o tempo e a temperatura citados estão abaixo do necessário.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Submeter os frascos à mufla a 300 °C por 8 horas é inadequado e perigoso. A mufla é um equipamento para altas temperaturas (usado em análises gravimétricas, por exemplo), não para esterilização de vidraria de uso microbiológico. A 300 °C, o vidro comum pode sofrer deformação ou trincamento, e o tempo de 8 horas é excessivo e desnecessário. A esterilização por calor seco em estufa (160–170 °C) ou por autoclavação (121 °C) são os métodos adequados; a mufla não é utilizada para esse fim.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Armazenar os frascos em local livre de poeira, apenas, não garante a esterilidade. Após a lavagem, os frascos podem estar limpos, mas não estéreis — a poeira é apenas um dos possíveis contaminantes; microrganismos podem estar presentes na superfície. A esterilização é indispensável para ensaios microbiológicos, e o armazenamento em local limpo é apenas uma medida complementar, não substituta. A alternativa ignora a etapa crítica de esterilização e validação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre limpeza e esterilização. Lavar com detergente remove sujeira, mas não elimina microrganismos — é preciso um método de esterilização (autoclavação, calor seco, etc.) e, idealmente, validar com bioindicadores. As alternativas B, C e D apresentam métodos inadequados ou parâmetros errados (temperatura, tempo, substância), e a E omite a esterilização. Fique atento: em ensaios microbiológicos, a palavra-chave é esterilidade comprovada.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de preparo de material em laboratório, lembre-se da sequência: limpeza → enxágue → secagem (se necessário) → esterilização → validação (bioindicadores) → armazenamento adequado. Compare os métodos:

Método

Temperatura

Tempo

Uso típico

Autoclavação (calor úmido)

121 °C

15–20 min

Vidraria, meios de cultura, soluções

Calor seco (estufa)

160–170 °C

1–2 h

Vidraria seca, óleos, pós

Mufla

300 °C+

Não é para esterilização de vidraria comum

Ácido clorídrico 10%

Não é método de esterilização

Gabarito: letra A — a única que contempla a sequência completa com validação por bioindicadores.

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