Questão de Geografia — Agropecuária — CESPE / CEBRASPE 2026
Geografia›Agropecuária
Código
ce226266
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental – Especialidade: Sociologia
Acerca da expansão da fronteira agrícola no Brasil, da moderna agricultura, dos conflitos territoriais e dos processos históricos de ocupação do espaço, assinale a opção correta.
AA modernização do setor agropecuário, a expansão da fronteira agrícola e a mecanização têm provocado o emprego cada vez menor de trabalhadores rurais, havendo relações de trabalho pautadas pela especialização de poucos e exclusão de muitos.
BA expansão da fronteira agrícola no Brasil tem-se pautado por relações capitalistas de trabalho, caracterizadas, sobretudo, pela geração de empregos formais em empresas rurais.
CA delimitação da fronteira agrícola e o aumento da produção agropecuária no Brasil caracterizam-se pela ampliação do mercado de trabalho formal no campo, garantindo aos trabalhadores rurais direitos trabalhistas iguais aos de trabalhadores urbanos.
DNa Amazônia, a expansão da fronteira agrícola ocorre a partir do transporte fluvial, que se serve dos rios amazônicos como principais vias de integração regional.
EO recente processo de expansão da fronteira agrícola na Amazônia é ocasionado pela necessidade de ocupação racional das terras devolutas em razão das mudanças climáticas.
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GabaritoA — A modernização do setor agropecuário, a expansão da fronteira agrícola e a mecanização têm provocado o emprego cada vez menor de trabalhadores rurais, havendo relações de trabalho pautadas pela especialização de poucos e exclusão de muitos.
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Modernização Agrícola e Expansão da Fronteira no Brasil
Gabarito: letra A. A modernização do setor agropecuário, aliada à mecanização e à expansão da fronteira agrícola, reduz a necessidade de mão de obra rural, gerando desemprego estrutural e concentrando a especialização em poucos trabalhadores, enquanto exclui a maioria. Esse processo é coerente com a estrutura fundiária concentrada e as relações de trabalho precárias historicamente observadas no campo brasileiro, conforme retratado no contexto fornecido.
A banca testa a compreensão das contradições da modernização agrícola: aumento da produtividade versus precarização do trabalho e exclusão social. As alternativas incorretas idealizam as condições de trabalho ou invertem causas e consequências.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmação descreve com precisão o efeito social da modernização: a mecanização reduz postos de trabalho, e o mercado exige cada vez mais especialização, excluindo os trabalhadores menos qualificados. Essa é uma consequência conhecida da "revolução verde" e do agronegócio brasileiro, conforme indicado pelo contexto sobre concentração fundiária e êxodo rural.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a expansão da fronteira agrícola gera empregos formais em empresas rurais. A realidade brasileira mostra o oposto: o trabalho rural é marcado pela informalidade, sazonalidade e, em muitos casos, condições análogas à escravidão. Não há predomínio de relações capitalistas formais, mas sim precarização.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Generaliza a existência de ampliação do mercado formal e igualdade de direitos trabalhistas no campo. A informalidade e a falta de fiscalização são graves no Brasil rural; os direitos trabalhistas frequentemente não são garantidos, especialmente para trabalhadores temporários e volantes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Superestima o transporte fluvial como principal via de integração para a expansão agrícola na Amazônia. Na prática, as rodovias (como BR-163, Transamazônica) são os principais vetores de ocupação e escoamento da produção. O transporte fluvial é relevante, mas não é o elemento central da expansão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui a expansão da fronteira agrícola na Amazônia à "necessidade de ocupação racional" devido às mudanças climáticas. Na verdade, a expansão é impulsionada pelo agronegócio, grilagem de terras, especulação fundiária e políticas de desenvolvimento. As mudanças climáticas são consequência do desmatamento, não a causa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca idealiza o campo em B e C (geração de empregos formais, direitos iguais) e inverte a causalidade em E (coloca mudança climática como causa quando é efeito). O contraste com a realidade de exclusão e informalidade derruba essas opções.