Figura BNo dilatômetro, dispositivo utilizado para medir a dilatação térmica linear de certas substâncias metálicas, uma barra metálica oca é anexada de modo que água aquecida (ou vapor aquecido) a uma temperatura conhecida circula em seu interior. Uma das extremidades da barra é fixada de modo que toda a expansão da barra ocorra apenas na outra extremidade livre. Nesta, há uma ponta móvel, que é encostada à barra e, com a dilatação da barra, se move, fazendo girar um eixo acoplado a um ponteiro, que indica a dilação da barra por meio de um mostrador graduado, conforme representado na figura A.A figura B esquematiza a parte interna do mecanismo composto pela ponta móvel, pelo eixo giratório (cujo raio é r = 5,0 mm) e pelo ponteiro. Ao dilatar-se, a barra move a ponta para a direita, que faz girar o eixo juntamente com o ponteiro, por meio de um acoplamento entre a ponta e o eixo por intermédio de pequenos dentes de engrenagem.Na situação descrita, supondo-se que não haja deslizamento entre a ponta móvel e o eixo rotativo do dilatômetro, e desprezando-se quaisquer atritos existentes em todo o sistema, é correto afirmar que a calibração da escala do mostrador será obtida quando a razão , em que é a variação angular do ponteiro e , a dilatação sofrida pela barra, for igual a
A(12/π) °/mm.
B(0,2)°/mm.
C(36/π)°/mm.
D(5,0)°/mm.
E(900/π) °/mm.
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GabaritoC — (36/π)°/mm.
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Dilatômetro: transformando dilatação linear em rotação
Gabarito: letra C. A razão entre a variação angular do ponteiro e a dilatação da barra é dada pela relação entre o deslocamento linear da ponta móvel e o raio do eixo giratório: . Com , obtém-se .
O dilatômetro é um instrumento clássico para medir a dilatação térmica linear de sólidos. O princípio é simples: uma barra metálica, aquecida por vapor ou água quente, dilata-se; essa dilatação, embora pequena, é amplificada mecanicamente para ser lida em um mostrador. A amplificação ocorre porque o deslocamento linear da ponta da barra é convertido em rotação de um ponteiro através de um eixo de pequeno raio.
A física por trás do mecanismo é a relação entre arco e ângulo em um círculo. Quando a barra dilata de , ela empurra a ponta móvel, que, por engrenagem, faz o eixo girar de um ângulo . Como não há deslizamento, o deslocamento linear da ponta é exatamente igual ao comprimento do arco percorrido no eixo de raio . A relação fundamental é:
onde está em radianos. Essa equação é a chave de todo o problema: ela conecta a grandeza que queremos medir (a dilatação ) com a grandeza que observamos (o ângulo ).
Para calibrar a escala, precisamos saber quantos graus o ponteiro gira para cada milímetro de dilatação. Isso é exatamente a razão . Isolando da equação fundamental:
Substituindo :
Agora, precisamos converter radianos para graus. Sabemos que , logo . Portanto:
A pegadinha central desta questão é a conversão de unidades. O raio é dado em milímetros, e a resposta deve ser em graus por milímetro. O candidato que calcula e encontra a alternativa B esquece de converter radianos para graus. A alternativa C é a única que apresenta o valor correto com a unidade adequada.
Guarde a relação e a conversão : são exatamente esses dois pontos que separam as alternativas.
1ΔL = r · Δθ
2Δθ/ΔL = 1/r = 0,2 rad/mm
3Converter rad → graus
40,2 × 180/π = 36/π °/mm
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Critério
Alternativa B (0,2°/mm)
Alternativa C (36/π °/mm) — Gabarito
Cálculo realizado
1/r = 1/5,0 = 0,2
1/r = 0,2 rad/mm, depois converte para graus
Unidade do resultado
°/mm (errada, pois o valor 0,2 está em rad/mm)
°/mm (correta, após conversão rad → grau)
Conversão aplicada
Nenhuma (esquece que 1 rad = 180°/π)
0,2 × (180°/π) = 36/π
Erro conceitual
Confunde radiano com grau
Nenhum — aplica corretamente ΔL = r·Δθ e a conversão
Resultado numérico
0,2
≈ 11,46
Alternativa A — ❌ Incorreta
O valor não corresponde a nenhum cálculo direto com os dados fornecidos. Se o raio fosse , teríamos , o que não é o caso. Este distrator provavelmente surge de uma confusão entre o raio e o diâmetro, ou de um erro na conversão de unidades.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O valor é a armadilha clássica. Ele corresponde ao cálculo , mas sem converter radianos para graus. O resultado é correto, mas a unidade pedida é graus por milímetro. A conversão transforma em .
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O valor é exatamente o que se obtém ao aplicar a relação e converter radianos para graus. Com :
Alternativa D — ❌ Incorreta
O valor corresponde simplesmente ao raio do eixo, sem nenhuma operação adicional. O candidato que marca esta alternativa provavelmente confunde o raio com a razão pedida, ou esquece de inverter a relação .
Alternativa E — ❌ Incorreta
O valor é um distrator que surge de uma inversão incorreta. Se alguém calculasse em vez de , ou se confundisse o raio com o diâmetro e depois convertesse de forma errada, poderia chegar a esse número. Não há nenhuma operação com os dados fornecidos que resulte nesse valor.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a conversão de unidades. O cálculo está certo, mas em radianos por milímetro. Quem esquece de converter para graus cai na alternativa B. A conversão é o passo que separa a resposta certa da errada. Com treino, você enxerga essa pegadinha de longe 💪