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Questão de Física — Física Térmica - Termologia — CESPE / CEBRASPE 2026

FísicaFísica Térmica - Termologia
Código
ce226875
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: Física
Imagem associada para resolução da questãoEm um laboratório de física, pretendia-se investigar as propriedades de um gás ideal monoatômico de massa atômica igual a 4,0 g/mol. Para tanto, confinou-se certa quantidade desse gás em um cilindro fechado munido de um êmbolo móvel, um manômetro e um termômetro, e submeteu-se esse gás a uma expansão isotérmica. Com esse procedimento, foi possível registrar diversas medidas de sua pressão (em Pa) em função do seu volume (em m³). Por fim, os resultados foram organizados na forma do gráfico precedente, o qual apresenta a pressão (P) em função do volume (V).A partir das informações fornecidas, e assumindo que a constante dos gases ideais seja igual a 8 J∙mol−¹∙K−¹, assinale a opção correta acerca do sistema descrito.
  1. AConforme o gás se expande, a energia interna do sistema diminui.
  2. BQuando o volume do gás é igual a 0,03 m³, sua pressão é igual a 1,0 × 10⁵ Pa.
  3. CA quantidade de matéria do gás é igual a 2 mols.
  4. DNo processo apresentado, a energia interna é constante e igual a 3,6 × 10³ J.
  5. EA massa total do gás é igual a 12 g.
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GabaritoD — No processo apresentado, a energia interna é constante e igual a 3,6 × 10³ J.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Expansão isotérmica de um gás ideal monoatômico

Gabarito: letra D. Em uma expansão isotérmica, a temperatura do gás permanece constante e, para um gás ideal, a energia interna depende apenas da temperatura. Portanto, a energia interna é constante. Para um gás ideal monoatômico, a energia interna é dada por U=32nRTU = \frac{3}{2}nRT, e, usando a equação de Clapeyron (PV=nRTPV = nRT), temos U=32PVU = \frac{3}{2}PV. Com os dados do gráfico (P = 1,2 × 10⁵ Pa e V = 0,02 m³), obtemos U=32×1,2×105×0,02=3,6×103U = \frac{3}{2} \times 1{,}2 \times 10^5 \times 0{,}02 = 3{,}6 \times 10^3 J.

A questão explora a relação entre a energia interna de um gás ideal e a temperatura, e como essa relação se manifesta em uma transformação isotérmica. Vamos entender cada conceito envolvido.

O que é um gás ideal monoatômico? É um modelo teórico em que as moléculas do gás são tratadas como pontos materiais que não interagem entre si, exceto em colisões elásticas. "Monoatômico" significa que cada molécula é formada por um único átomo (como hélio, neônio ou argônio). Para esse tipo de gás, a energia interna é exclusivamente a energia cinética de translação de suas moléculas, que é diretamente proporcional à temperatura absoluta. A fórmula que relaciona a energia interna (UU) com a temperatura (TT) e o número de mols (nn) é:

U=32nRTU = \frac{3}{2} n R T

onde RR é a constante universal dos gases ideais. Essa é uma característica fundamental: a energia interna de um gás ideal depende somente da temperatura.

O que é uma expansão isotérmica? É uma transformação termodinâmica em que a temperatura do gás permanece constante durante todo o processo. Para que isso ocorra, o gás deve trocar calor com o ambiente de forma a compensar exatamente o trabalho que realiza ao se expandir. Como a temperatura não varia, a energia interna do gás ideal também não varia (ΔU=0\Delta U = 0). Isso é uma consequência direta da 1ª Lei da Termodinâmica, que afirma que a variação da energia interna é a diferença entre o calor trocado e o trabalho realizado (ΔU=QW\Delta U = Q - W). Em uma isoterma, todo o calor recebido é convertido em trabalho.

Como calcular a energia interna usando o gráfico? O gráfico fornece a pressão (PP) em função do volume (VV). A equação de Clapeyron relaciona essas grandezas com a temperatura e o número de mols: PV=nRTPV = nRT. Substituindo nRTnRT na fórmula da energia interna, obtemos uma expressão que depende apenas de PP e VV:

U=32nRT=32PVU = \frac{3}{2} n R T = \frac{3}{2} P V

Essa é a chave para resolver a questão. Precisamos identificar no gráfico um ponto (P, V) para calcular a energia interna. O gráfico mostra uma curva decrescente, típica de uma isoterma. Observando os eixos, podemos identificar o ponto em que V=0,02m3V = 0,02 \, \text{m}^3 e P=1,2×105PaP = 1{,}2 \times 10^5 \, \text{Pa}. Aplicando a fórmula:

U=32×1,2×105×0,02=32×2,4×103=3,6×103JU = \frac{3}{2} \times 1{,}2 \times 10^5 \times 0{,}02 = \frac{3}{2} \times 2{,}4 \times 10^3 = 3{,}6 \times 10^3 \, \text{J}

Portanto, a energia interna do gás é constante e igual a 3,6×1033{,}6 \times 10^3 J durante toda a expansão isotérmica.

A pegadinha da banca: A alternativa A tenta confundir o candidato ao afirmar que a energia interna diminui com a expansão. Isso seria verdade em uma expansão adiabática (sem troca de calor), onde a temperatura cai. Mas, em uma isoterma, a temperatura é constante, logo a energia interna não muda. A alternativa C também é uma armadilha: ela propõe calcular o número de mols, mas o gráfico não fornece a temperatura, então não é possível determinar nn diretamente. A banca espera que o candidato aplique a relação U=32PVU = \frac{3}{2}PV para encontrar a energia interna, que é o que a alternativa D faz corretamente.

Grupo AGrupo Bsó Asó BA∩BLEVELsoulevel.com.br
Distribuição de respostas — só Grupo A: só A; só Grupo B: só B; Grupo A∩Grupo B: A∩B

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a energia interna diminui conforme o gás se expande. Isso está errado porque o processo é isotérmico, ou seja, a temperatura permanece constante. Para um gás ideal, a energia interna é função exclusiva da temperatura (U=32nRTU = \frac{3}{2}nRT). Como TT não varia, UU também não varia. A energia interna diminuiria em uma expansão adiabática, onde não há troca de calor e a temperatura cai.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que quando V=0,03m3V = 0,03 \, \text{m}^3, a pressão é 1,0×105Pa1{,}0 \times 10^5 \, \text{Pa}. Pelo gráfico, quando o volume é 0,03m30,03 \, \text{m}^3, a pressão correspondente é de aproximadamente 0,8×105Pa0{,}8 \times 10^5 \, \text{Pa} (ou 8,0×104Pa8{,}0 \times 10^4 \, \text{Pa}). O valor de 1,0×105Pa1{,}0 \times 10^5 \, \text{Pa} corresponderia a um volume de aproximadamente 0,024m30{,}024 \, \text{m}^3, não 0,03m30{,}03 \, \text{m}^3. A leitura correta do gráfico é essencial para não cair nessa pegadinha.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a quantidade de matéria do gás é igual a 2 mols. Para calcular o número de mols, usaríamos a equação de Clapeyron: n=PVRTn = \frac{PV}{RT}. No entanto, a temperatura (TT) não é fornecida no enunciado nem pode ser determinada a partir do gráfico. Portanto, não é possível calcular o número de mols com os dados disponíveis. A alternativa é incorreta por falta de informação, não por um erro de cálculo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que a energia interna é constante e igual a 3,6×1033{,}6 \times 10^3 J. Isso está correto. Em uma transformação isotérmica, a temperatura é constante, e para um gás ideal monoatômico, a energia interna é U=32nRTU = \frac{3}{2}nRT. Usando a equação de Clapeyron (PV=nRTPV = nRT), podemos reescrever como U=32PVU = \frac{3}{2}PV. Do gráfico, em V=0,02m3V = 0,02 \, \text{m}^3, temos P=1,2×105PaP = 1{,}2 \times 10^5 \, \text{Pa}. Portanto, U=32×1,2×105×0,02=3,6×103JU = \frac{3}{2} \times 1{,}2 \times 10^5 \times 0{,}02 = 3{,}6 \times 10^3 \, \text{J}. Como a temperatura não muda, a energia interna permanece constante em todo o processo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a massa total do gás é igual a 12 g. Para calcular a massa, precisaríamos do número de mols (m=n×Mm = n \times M, onde M=4g/molM = 4 \, \text{g/mol}). Como vimos na alternativa C, o número de mols não pode ser determinado sem a temperatura. Portanto, não é possível calcular a massa total do gás com os dados fornecidos. A alternativa é incorreta por falta de informação.

Conclusão: A única alternativa correta é a letra D, pois a energia interna de um gás ideal monoatômico em uma transformação isotérmica é constante e pode ser calculada diretamente do gráfico usando U=32PVU = \frac{3}{2}PV, resultando em 3,6×1033{,}6 \times 10^3 J.

Gabarito: letra D

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