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Questão de Geografia — História da Geografia — CESPE / CEBRASPE 2026

GeografiaHistória da Geografia
Código
ce226911
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: Geografia
A categoria lugar tem sido mobilizada no ensino de geografia como mediadora entre experiência cotidiana, produção social do espaço e construção do conhecimento. Considerando essa articulação teórica e suas implicações pedagógicas, é correto afirmar que lugar
  1. Arepresenta uma categoria conceitual associada sobretudo a uma postura analítica objetivista, orientada pela descrição dos fenômenos espaciais.
  2. Bcorresponde prioritariamente à escala local da análise geográfica, sendo uma categoria limitada pela observação direta e pela descrição das paisagens mais próximas do ambiente dos estudantes.
  3. Cconstitui categoria central no ensino de geografia, sendo suficiente para a compreensão do espaço, independentemente do uso das categorias território e região.
  4. Dconstitui categoria introdutória de natureza empírica, cuja função pedagógica se restringe à contextualização inicial dos conteúdos geográficos.
  5. Eexpressa a dimensão vivida do espaço e, no ensino de geografia, possibilita a articulação entre práticas sociais, identidade e leitura crítica da realidade espacial.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — expressa a dimensão vivida do espaço e, no ensino de geografia, possibilita a articulação entre práticas sociais, identidade e leitura crítica da realidade espacial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A categoria lugar no ensino de geografia

Gabarito: letra E. A alternativa E sintetiza corretamente a concepção do lugar como "dimensão vivida do espaço", articulando práticas sociais, identidade e leitura crítica da realidade espacial. Essa visão é fundamentada na geografia humanista (Yi-Fu Tuan) e na geografia crítica (Milton Santos), que entendem o lugar como espaço apropriado, carregado de significados e central para a mediação entre o cotidiano do aluno e a produção social do espaço.

A banca testa a compreensão do lugar como categoria subjetiva e relacional, em oposição a interpretações reducionistas ou objetivistas. As alternativas incorretas distorcem o conceito ao limitá-lo a uma abordagem descritiva, escalar ou meramente introdutória.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o lugar está associado a uma "postura analítica objetivista", orientada pela descrição dos fenômenos espaciais. Na verdade, o lugar é uma categoria marcada pela subjetividade, experiência e significado atribuído pelos sujeitos. A descrição objetivista é mais própria das abordagens quantitativas ou neopositivistas da geografia, não do lugar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Reduz o lugar à "escala local" e o define como limitado pela observação direta e pela descrição das paisagens próximas. Essa visão ignora que o lugar transcende a escala local e envolve relações sociais, identitárias e simbólicas que não se esgotam na observação empírica. O lugar é construído socialmente, não dado apenas pela proximidade física.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o lugar é "suficiente para a compreensão do espaço, independentemente do uso das categorias território e região". Embora o lugar seja central, as categorias território e região são complementares e necessárias para uma análise geográfica completa. Cada categoria ilumina diferentes aspectos da realidade espacial, e o ensino de geografia deve articulá-las.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Trata o lugar como "categoria introdutória de natureza empírica" e restringe sua função pedagógica à "contextualização inicial". Na prática, o lugar perpassa todo o ensino de geografia, desde a motivação inicial até a análise crítica e a construção de conceitos mais abstratos. Não é uma etapa descartável, mas um eixo articulador.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Apresenta o lugar como "dimensão vivida do espaço" e destaca sua capacidade de articular práticas sociais, identidade e leitura crítica da realidade espacial. Essa visão está alinhada com a geografia humanista e crítica, que valoriza a experiência cotidiana e a subjetividade na construção do conhecimento geográfico. No ensino, o lugar funciona como ponte entre o concreto e o abstrato, permitindo ao aluno partir de sua realidade para compreender processos socioespaciais mais amplos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora visões reducionistas do lugar para testar se o candidato identifica o conceito em sua plenitude. A pegadinha está em confundir lugar com abordagem descritiva (A), escala local (B), suficiência isolada (C) ou função meramente introdutória (D). O aluno deve lembrar que o lugar é vivido, identitário e crítico, como expresso em E. A geografia humanista e a crítica são as bases teóricas que sustentam essa visão.

Gabarito: letra E — a única alternativa que capta a essência do lugar como experiência vivida e mediação pedagógica crítica.

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