Escravidão e resistência indígena no Brasil colonial
Gabarito: letra A — Correta. O Diretório dos Índios, instituído pelo Marquês de Pombal em 1757, substituiu a administração jesuítica das aldeias por diretores leigos, promoveu a miscigenação e a assimilação cultural, e proibiu formalmente a escravização dos indígenas. Essa política faz parte do conjunto de reformas pombalinas que visavam integrar os povos nativos à sociedade colonial, rompendo com o monopólio jesuítico. As demais alternativas apresentam incorreções históricas.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição está de acordo com a legislação indigenista do período pombalino. O Diretório dos Índios (1757) determinou a laicização da administração das aldeias, estimulou casamentos interétnicos e proibiu a escravidão indígena, ainda que na prática a escravidão clandestina tenha continuado. É o ponto central da política indigenista colonial.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmação de que os povos indígenas eram incapazes de alianças e derrotas sistemáticas é falsa. Houve diversas confederações indígenas, como a Confederação dos Tamoios (1554-1567), que resistiram fortemente ao avanço português. A conquista dos sertões foi marcada por alianças e conflitos, não por uma suposta incapacidade nativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a escravidão indígena tenha sido significativa no Piauí colonial, com a captura de grupos como Acroá, Gueguê e Timbira, a afirmação de que ela foi a "base" da economia pastoril e do povoamento é uma generalização que não reflete a complexidade histórica. A historiografia destaca também o papel do trabalho livre e da pecuária extensiva. A alternativa correta sobre a política indigenista é a A.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A escravidão indígena não foi marginal nem de pequena escala. Durante todo o período colonial, especialmente nos séculos XVI e XVII, foi amplamente praticada, principalmente em São Paulo e na região amazônica. A substituição pela mão de obra africana foi gradual e nunca completa; em muitas áreas, a escravidão indígena persistiu até o século XVIII.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A Igreja não ignorou a categoria de "guerra justa". Pelo contrário, houve intenso debate teológico e jurídico sobre a legitimidade da escravização de indígenas, e o conceito de guerra justa foi usado para justificar a escravização de prisioneiros de guerra. A ambiguidade existia, mas não por ignorância da Igreja.
Gabarito: letra A.