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Questão de História — História do Brasil — CESPE / CEBRASPE 2026

HistóriaHistória do Brasil
Código
ce226922
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: História
“A resistência indígena não é um movimento de revolta contra o sistema, mas uma afirmação contínua de outras formas de existência. (…) Resistir é persistir nesse diálogo — mesmo quando eles chamam nossa terra de ‘recurso’ e nossa existência de ‘obstáculo’.”Fonte: KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 28-29.Considerando as práticas escravistas e a resistência dos povos indígenas no período colonial brasileiro, assinale a opção correta.
  1. APromulgado por Pombal em 1757, o Diretório substituiu a administração jesuítica das aldeias indígenas por diretores da Coroa, fomentou a miscigenação e a assimilação cultural e proibiu formalmente a escravização indígena.
  2. BA conquista dos sertões da América portuguesa foi facilitada pela incapacidade dos povos indígenas de estabelecer alianças entre si e impor derrotas sistemáticas aos avanços dos colonizadores.
  3. CA escravidão indígena no Piauí colonial foi a base tanto da economia pastoril quanto do povoamento da capitania e incluiu, entre os povos escravizados, os Acroá, Gueguê e Timbira.
  4. DA escravidão indígena foi uma prática marginal e de pequena escala, sendo rapidamente substituída pela mão de obra africana, ainda no século XVII.
  5. EA categoria de guerra justa foi ignorada pela Igreja nos primeiros contatos com os indígenas, o que tornou ambígua a situação do trabalho compulsório desses povos ao longo de todo o período colonial.
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GabaritoA — Promulgado por Pombal em 1757, o Diretório substituiu a administração jesuítica das aldeias indígenas por diretores da Coroa, fomentou a miscigenação e a assimilação cultural e proibiu formalmente a escravização indígena.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Escravidão e resistência indígena no Brasil colonial

Gabarito: letra A — Correta. O Diretório dos Índios, instituído pelo Marquês de Pombal em 1757, substituiu a administração jesuítica das aldeias por diretores leigos, promoveu a miscigenação e a assimilação cultural, e proibiu formalmente a escravização dos indígenas. Essa política faz parte do conjunto de reformas pombalinas que visavam integrar os povos nativos à sociedade colonial, rompendo com o monopólio jesuítico. As demais alternativas apresentam incorreções históricas.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A descrição está de acordo com a legislação indigenista do período pombalino. O Diretório dos Índios (1757) determinou a laicização da administração das aldeias, estimulou casamentos interétnicos e proibiu a escravidão indígena, ainda que na prática a escravidão clandestina tenha continuado. É o ponto central da política indigenista colonial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A afirmação de que os povos indígenas eram incapazes de alianças e derrotas sistemáticas é falsa. Houve diversas confederações indígenas, como a Confederação dos Tamoios (1554-1567), que resistiram fortemente ao avanço português. A conquista dos sertões foi marcada por alianças e conflitos, não por uma suposta incapacidade nativa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora a escravidão indígena tenha sido significativa no Piauí colonial, com a captura de grupos como Acroá, Gueguê e Timbira, a afirmação de que ela foi a "base" da economia pastoril e do povoamento é uma generalização que não reflete a complexidade histórica. A historiografia destaca também o papel do trabalho livre e da pecuária extensiva. A alternativa correta sobre a política indigenista é a A.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A escravidão indígena não foi marginal nem de pequena escala. Durante todo o período colonial, especialmente nos séculos XVI e XVII, foi amplamente praticada, principalmente em São Paulo e na região amazônica. A substituição pela mão de obra africana foi gradual e nunca completa; em muitas áreas, a escravidão indígena persistiu até o século XVIII.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A Igreja não ignorou a categoria de "guerra justa". Pelo contrário, houve intenso debate teológico e jurídico sobre a legitimidade da escravização de indígenas, e o conceito de guerra justa foi usado para justificar a escravização de prisioneiros de guerra. A ambiguidade existia, mas não por ignorância da Igreja.

Gabarito: letra A.

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