Questão de História — História Geral — CESPE / CEBRASPE 2026
História›História Geral
Código
ce226942
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: História
Ainda que a Guerra Fria tenha sido travada a partir de dois polos hegemônicos, a União Soviética e os Estados Unidos, houve também tensões e conflitos entre os países integrantes de cada bloco hegemonizado. Tais conflitos, às vezes, remontavam a questões mais antigas do que a própria hegemonia a que estavam submetidos. A respeito das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a América Latina ao longo dos séculos XIX e XX, é correto afirmar que
Aa Aliança para o Progresso, proposta em 1961 pelo presidente John Kennedy, declarou desejar fazer reformas sociais e econômicas na América Latina para o combate à pobreza, no que se incluía também a reforma agrária.
Btais relações apresentaram diferentes fases e características, mas a promoção da democracia e o respeito pela autodeterminação dos povos latino-americanos, princípios derivados da Declaração de Independência e da história dos EUA, foram constantes no período.
Ca Doutrina Monroe, de 1824, foi a primeira manifestação do imperialismo norte-americano, que declarou as Américas como área de hegemonia dos Estados Unidos.
Da oposição do governo dos Estados Unidos ao regime liderado por Fidel Castro deveu-se ao fato de que o líder deposto, Fulgêncio Batista, era popular e havia sido eleito democraticamente.
Ea ascensão da China como principal parceira comercial da maioria dos países latino-americanos, nas últimas décadas, tem paradoxalmente sustentado a hegemonia econômica dos Estados Unidos na região.
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GabaritoA — a Aliança para o Progresso, proposta em 1961 pelo presidente John Kennedy, declarou desejar fazer reformas sociais e econômicas na América Latina para o combate à pobreza, no que se incluía também a reforma agrária.
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Relações EUA-América Latina (séculos XIX e XX)
Gabarito: letra A. A Aliança para o Progresso, lançada pelo presidente John Kennedy em 1961, propunha reformas sociais e econômicas na América Latina, incluindo a reforma agrária, como parte de uma estratégia de desenvolvimento e combate à pobreza. As demais alternativas contêm erros históricos ou simplificações.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Aliança para o Progresso foi um programa de cooperação econômica dos EUA com a América Latina, anunciado em 13 de março de 1961. Seu objetivo declarado era promover o desenvolvimento econômico e social, com ênfase em reformas estruturais como a reforma agrária, tributária e educacional, para evitar a influência do comunismo na região.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a promoção da democracia e o respeito pela autodeterminação foram constantes. Isso é falso: durante a Guerra Fria, os EUA apoiaram e financiaram ditaduras militares em diversos países latino-americanos (Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, entre outros), em nome da contenção do comunismo, contrariando os princípios democráticos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Doutrina Monroe foi anunciada em 1823 (não 1824) e estabelecia o princípio de não intervenção das potências europeias nas Américas, mas não declarava hegemonia dos EUA sobre o continente. Interpretações posteriores (como o Corolário Roosevelt) buscaram justificar intervenções, mas a doutrina original era defensiva.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Fulgêncio Batista, deposto pela Revolução Cubana em 1959, era um ditador impopular, instalado após um golpe em 1952. Seu regime era corrupto e repressivo. Os EUA, que inicialmente o apoiaram, opuseram-se a Fidel Castro não por nostalgia de Batista, mas pelo caráter socialista e antiamericano do novo governo cubano.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A ascensão da China como parceira comercial de muitos países latino-americanos desafia, em vez de sustentar, a hegemonia econômica dos EUA na região. O comércio sino-latino-americano cresceu enormemente, reduzindo a dependência histórica dos Estados Unidos.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa B é a mais tentadora: ela apela para uma visão idealizada da política externa dos EUA, como se a defesa da democracia fosse um princípio imutável. Na prática, a lógica da Guerra Fria levou Washington a tolerar e apoiar ditaduras anticomunistas. Desconfie sempre de afirmações que generalizam "constantes" ou "princípios seguidos sempre" em relações internacionais.