Questão de Matemática — Funções — CESPE / CEBRASPE 2026
Matemática›Funções
Código
ce227047
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: Matemática
A respeito da função f :ℝ → ℝ dada por f(x −x 3 + 4x, é correto afirmar que a f(x) é
Apar e não bijetiva.
Bpar e não injetiva
Címpar e não injetiva.
Dímpar e bijetiva.
Epar e sobrejetiva.
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GabaritoC — ímpar e não injetiva.
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Função cúbica: paridade e injetividade
Gabarito: letra C. A função é ímpar, pois para todo real, e não é injetiva, pois existem valores distintos de com a mesma imagem (por exemplo, ). A alternativa C é a única que combina corretamente essas duas propriedades.
A questão cobra dois conceitos fundamentais sobre funções: paridade (par/ímpar) e injetividade. Vamos analisar cada um com profundidade.
Paridade: Uma função é par se para todo do domínio — seu gráfico é simétrico em relação ao eixo . Uma função é ímpar se — seu gráfico é simétrico em relação à origem. Para funções polinomiais, há um atalho prático: se todos os expoentes de são pares, a função é par; se todos são ímpares, a função é ímpar. Na função dada, os expoentes são 3 e 1, ambos ímpares, logo a função é ímpar.
Injetividade: Uma função é injetiva se elementos distintos do domínio têm imagens distintas, ou seja, . Graficamente, isso significa que qualquer reta horizontal corta o gráfico em no máximo um ponto. A função cúbica não é injetiva, pois, por exemplo, , e . Assim, três valores distintos de produzem a mesma imagem, violando a definição de injetividade.
A banca explora a confusão entre os conceitos de paridade e injetividade, além de testar se o candidato sabe que uma função ímpar não é necessariamente bijetiva. A função é ímpar, mas não é injetiva (e, portanto, não é bijetiva).
f(x) = -x³ + 4x
1Paridade
Par (f(-x) = f(x)) — expoentes pares
Ímpar (f(-x) = -f(x)) — expoentes ímpares
Aqui: expoentes 3 e 1 → ímpar
2Injetividade
Injetiva (x₁ ≠ x₂ → f(x₁) ≠ f(x₂))
Não injetiva (raízes distintas → mesma imagem)
Aqui: f(0) = f(2) = f(-2) = 0
3Conclusão
Não é bijetiva (não é injetiva)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a função é par e não bijetiva. O erro está na paridade: a função é ímpar, não par. Para ser par, todos os expoentes de deveriam ser pares, mas aqui temos expoentes 3 e 1, ambos ímpares.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a função é par e não injetiva. Novamente, o erro está na paridade: a função é ímpar. A parte "não injetiva" está correta, mas a classificação de paridade está errada.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que a função é ímpar e não injetiva. Isso está correto: , confirmando a ímparidade. E não é injetiva, pois , com .
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a função é ímpar e bijetiva. A primeira parte está correta, mas a segunda não: a função não é injetiva (como mostrado), logo não pode ser bijetiva, pois bijetiva exige injetiva e sobrejetiva simultaneamente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a função é par e sobrejetiva. O erro está na paridade (é ímpar). Quanto à sobrejetividade, a função dada por é, de fato, sobrejetiva, pois é um polinômio de grau ímpar com domínio e contradomínio reais, o que garante que sua imagem é todo . Mas a alternativa falha na paridade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao misturar as classificações de paridade e injetividade. Muitos alunos, ao verem uma função cúbica, assumem automaticamente que ela é bijetiva (por ser ímpar), mas isso não é verdade: a presença de raízes múltiplas (como , e ) quebra a injetividade. Fique atento: função ímpar não implica bijetiva.
PEGA ESSA DICA!
Para verificar a injetividade de uma função polinomial, um método rápido é tentar encontrar dois valores distintos de com a mesma imagem. Se a função tiver raízes reais distintas, ela não é injetiva (pois com ). Na função dada, as raízes são , e , o que já denuncia a não injetividade.