Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
ce227066
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: Português
Da leitura do texto 12A3-II infere-se que o autor
Aconsidera como ética e moralmente superiores os indivíduos que optam por se abster das inovações tecnológicas de sua época, como se percebe pela menção a grandes escritores no penúltimo parágrafo.
Bcompara a qualidade da sua produção escrita àquela do peruano Mario Vargas Llosa e de alguns dos maiores escritores do século 20, que criaram obras-primas usando tecnologia do século 19.
Creflete sobre a produção de conteúdo significativo e sobre a influência cultural, independentemente das modas tecnológicas digitais, utilizando, para esse fim, humor e exemplos históricos.
Dadota um estilo jornalístico-informativo para noticiar ao leitor que, embora seja um comunicador do século 20, não utiliza o Twitter em suas práticas profissionais cotidianas.
Edefende a ideia de que o Twitter é uma ferramenta de comunicação de grande alcance na contemporaneidade e, por isso, todos os escritores devem utilizá-lo para interagir com os leitores de forma mais eficiente.
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GabaritoC — reflete sobre a produção de conteúdo significativo e sobre a influência cultural, independentemente das modas tecnológicas digitais, utilizando, para esse fim, humor e exemplos históricos.
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Inferência sobre a postura do autor frente às redes sociais
Gabarito: C. O texto de Rui Castro, com tom humorístico e exemplos históricos, reflete sobre a produção de conteúdo significativo e a influência cultural independentemente das modas tecnológicas digitais — ideia que a alternativa C sintetiza corretamente.
NÃO CAIA NESSA!
As alternativas A e B usam palavras do texto (“grandes escritores”, “Vargas Llosa”) para sugerir comparações que não existem — trocam o objeto da comparação (tecnologia vs. qualidade literária).
O autor inicia citando Mario Vargas Llosa, que “nunca tuitou” e cujas palavras “tiveram tanto alcance sem essa ‘ferramenta’”. Em seguida, afirma que também nunca tuitou e ironiza: “como isso não lhes altera a cotação do dólar, deduzo que ninguém tem saído perdendo”. No último parágrafo, recorre a grandes escritores que usaram tecnologia do século XIX (pena e tinteiro) e “também nunca tuitaram”. Com humor, o texto defende que a qualidade e o alcance do conteúdo não dependem do uso das redes sociais da moda.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Extrapola: o texto não atribui superioridade ética ou moral a quem se abstém das inovações tecnológicas. A menção a grandes escritores ilustra que é possível produzir obras-primas sem a tecnologia mais moderna, não para estabelecer hierarquia moral. Portanto, a alternativa acrescenta uma opinião que o texto não sustenta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Confunde: o autor não compara a qualidade de sua produção escrita à de Vargas Llosa ou de Proust, Joyce e Fitzgerald. Ele se coloca ao lado deles apenas no fato de não tuitar (“E também nunca tuitaram”). A comparação é restrita ao uso (ou não) da tecnologia, não ao valor literário. A alternativa troca o referente da comparação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A tese central do texto é que é possível produzir conteúdo significativo e ter influência cultural sem aderir às modas tecnológicas digitais. O autor usa humor (ex.: “modestamente”, “como isso não lhes altera a cotação do dólar”) e exemplos históricos (Vargas Llosa, Proust, Joyce, Fitzgerald) para embasar sua reflexão.
Passagem que confirma:
“Vargas Llosa produziu verdades e sandices. O espantoso é que suas palavras tenham tido tanto alcance sem essa ‘ferramenta’” “Marcel Proust, James Joyce e F. Scott Fitzgerald não escreveram … à máquina. Usaram a velha pena embebida no tinteiro. E também nunca tuitaram.”
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não adota estilo jornalístico-informativo; é um artigo de opinião pessoal, com tom irônico e reflexivo. Além disso, ele afirma que nunca usou Twitter, não apenas em práticas profissionais. A alternativa restringe o alcance da afirmação e classifica erroneamente o gênero.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Contradiz o texto: o autor não defende que todos os escritores devem usar Twitter. Pelo contrário, mostra que Vargas Llosa não precisou e ele próprio não usa. Dizer que o Twitter é “essencial” para milhões é uma constatação, mas a conclusão de que “todos devem utilizar” é oposta à atitude do autor.