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Questão de Administração Pública — Qualidade no setor público — CESPE / CEBRASPE 2026

Administração PúblicaQualidade no setor público
Código
ce227607
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Fazendário Estadual - Função: Administrador
A utilização de ferramentas de gestão da qualidade no setor público tem sido discutida como forma de apoio à análise de processos, à priorização de problemas e à melhoria contínua dos serviços prestados.Considerando a gestão da qualidade, ferramentas de melhoria e controle de processos e modelos de excelência gerencial aplicáveis ao setor público, assinale a opção correta.
  1. AA utilização do modelo de excelência gerencial e do ciclo PDCA em processos operacionais tende a gerar custos administrativos superiores aos benefícios obtidos.
  2. BO diagrama de Pareto, ao hierarquizar causas com base na frequência de ocorrência, permite definir prioridades de melhoria de forma objetiva e suficiente, sendo desnecessária sua complementação por análises qualitativas, sobretudo no contexto do setor público.
  3. CA utilização de cartas de controle em organizações públicas prestadoras de serviços é metodologicamente adequada quando o processo apresenta variabilidade mensurável ao longo do tempo; contudo, a interpretação dessas cartas exige a distinção entre causas comuns de variação e causas especiais, sob pena de se promoverem ajustes que aumentem a instabilidade do processo.
  4. DO diagrama de causa e efeito, também denominado diagrama de Ishikawa, ao estruturar de forma sistemática as possíveis causas de um problema em categorias analíticas, permite orientar decisões de melhoria mesmo na ausência de evidências empíricas consolidadas, sendo especialmente útil em contextos organizacionais nos quais a coleta de dados é limitada ou onerosa.
  5. EA aplicação da análise dos modos e efeitos de falha (FMEA) em organizações públicas é inadequada, pois essa ferramenta pressupõe processos altamente padronizados e orientados à produção industrial, sendo incompatível com a variabilidade típica dos serviços públicos.
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GabaritoC — A utilização de cartas de controle em organizações públicas prestadoras de serviços é metodologicamente adequada quando o processo apresenta variabilidade mensurável ao longo do tempo; contudo, a interpretação dessas cartas exige a distinção entre causas comuns de variação e causas especiais, sob pena de se promoverem ajustes que aumentem a instabilidade do processo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão da qualidade no setor público

Gabarito: letra C. A alternativa C descreve corretamente o uso de cartas de controle (gráficos de controle) no setor público, destacando a necessidade de distinguir causas comuns de causas especiais para evitar ajustes que aumentem a instabilidade — princípio fundamental do Controle Estatístico de Processo (CEP). As demais alternativas contêm afirmações incorretas ou exageradas sobre as ferramentas de qualidade.

Ferramenta / Modelo

Característica / Uso

Afirmação na Alternativa

Correção / Análise

Modelo de Excelência Gerencial + PDCA

Aplicado para melhoria contínua; custos tendem a ser inferiores aos benefícios.

Gera custos superiores aos benefícios.

❌ Incorreta. Benefícios superam custos.

Diagrama de Pareto

Hierarquiza causas por frequência; é quantitativo e deve ser complementado por análises qualitativas.

É suficiente e dispensa análises qualitativas.

❌ Incorreta. Necessita complementação qualitativa.

Cartas de Controle (Gráficos de Controle)

Adequadas para processos com variabilidade mensurável; exigem distinguir causas comuns de causas especiais para evitar ajustes que aumentem instabilidade.

Descrição correta do uso e da interpretação.

✅ Correta.

Diagrama de Causa e Efeito (Ishikawa)

Estrutura hipóteses de causas; útil para brainstorming, mas decisões devem basear-se em dados.

Permite orientar decisões mesmo sem evidências empíricas.

❌ Incorreta. Decisões exigem dados empíricos.

FMEA (Análise dos Modos e Efeitos de Falha)

Aplicável a serviços públicos, mesmo com variabilidade; não é restrita à produção industrial.

É inadequada para serviços públicos.

❌ Incorreta. É aplicável ao setor público.

Ferramentas da qualidade
  • 1Cartas de controle (CEP)
  • 2Causas comuns (inerentes)
  • 3Causas especiais (anomalias)
  • 4Tampering (ajuste indevido)
  • 5Diagrama de Pareto
  • 6Hierarquiza por frequência
  • 7Dispensa análise qualitativa
  • 8Diagrama de Ishikawa
  • 9Estrutura causas em categorias
  • 10Decisão sem evidência empírica
  • 11PDCA / Excelência gerencial
  • 12Benefícios superam custos
  • 13FMEA
  • 14Inadequado para serviços públicos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmação de que o uso do modelo de excelência gerencial e do ciclo PDCA gera custos administrativos superiores aos benefícios é falsa. A literatura e a prática indicam que essas ferramentas, quando bem aplicadas, trazem melhorias significativas com custos reduzidos, especialmente no setor público. O contexto destaca que as ferramentas da qualidade são utilizadas para obter excelência e que os benefícios superam os custos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O diagrama de Pareto hierarquiza causas por frequência, mas a afirmação de que é “suficiente” e dispensa análises qualitativas é incorreta. O Pareto é uma ferramenta quantitativa que indica prioridades, mas deve ser complementado por análises qualitativas (ex.: Ishikawa, entrevistas) para entender as causas raízes. A banca explora a ideia de que a gestão da qualidade exige múltiplas fontes de evidência.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta. As cartas de controle são adequadas para processos com variabilidade mensurável ao longo do tempo, como muitos serviços públicos. A interpretação correta exige distinguir causas comuns (inerentes ao processo) de causas especiais (anomalias). Se o gestor tratar uma causa comum como especial e fizer ajustes, pode aumentar a instabilidade — erro conhecido como “tampering”. Esse conceito é fundamental no controle estatístico de processos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O diagrama de Ishikawa (causa e efeito) organiza hipóteses de causas, mas a afirmação de que permite “orientar decisões de melhoria mesmo na ausência de evidências empíricas” é exagerada. A ferramenta é útil para estruturar brainstorming, mas as decisões devem ser baseadas em dados e fatos. Sem evidências, corre-se o risco de agir sobre causas irrelevantes. O contexto enfatiza a importância de dados e avaliação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A FMEA (Análise de Modos e Efeitos de Falha) pode ser aplicada a serviços públicos, com adaptações. Ela não é exclusiva de processos industriais padronizados; é amplamente utilizada em serviços, incluindo saúde, transporte e administração pública. A afirmação de que é “inadequada” para o setor público é falsa.

NÃO CAIA NESSA!

As alternativas B e D cometem o erro de generalização indevida — afirmam que uma ferramenta é suficiente por si só (B) ou que dispensa dados empíricos (D). Na gestão da qualidade, ferramentas são complementares e decisões devem ser baseadas em evidências. Fique atento a termos como “suficiente”, “desnecessária”, “mesmo na ausência de evidências” — são pistas de exagero.

Gabarito: letra C.

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