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Questão de Administração Financeira e Orçamentária — Programação e Execução Financeira e Orçamentária — CESPE / CEBRASPE 2026

Administração Financeira e OrçamentáriaProgramação e Execução Financeira e Orçamentária
Código
ce227649
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Fazendário Estadual - Função: Analista Fazendário
Uma fundação pública de ensino superior apresenta o seguinte quadro: elevado volume de despesas empenhadas no primeiro semestre, com liquidação e pagamento concentrados no final do exercício; baixo controle sobre a abertura de restos a pagar, que acabam sendo rolados de um exercício para outro; ausência de integração entre o módulo orçamentário (empenho) e o módulo de gestão de caixa.Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que, no que diz respeito à execução de despesas e à gestão financeira, a situação da fundação em apreço
  1. Aé compatível com as boas práticas de gestão financeira, desde que os empenhos não sejam anulados.
  2. Bdemonstra excelência de gestão, pois maximiza a execução orçamentária, independentemente da liquidação.
  3. Cé problemática, pois a concentração de liquidações e pagamentos no fim do exercício, somada à falta de controle de restos a pagar e à não integração com o caixa, aumenta o risco de desequilíbrio financeiro e de descumprimento de obrigações.
  4. Dé adequada, pois a antecipação de empenhos garante o cumprimento do princípio da anterioridade da despesa.
  5. Eé adequada, já que restos a pagar são apenas registros contábeis sem efeito de caixa.
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GabaritoC — é problemática, pois a concentração de liquidações e pagamentos no fim do exercício, somada à falta de controle de restos a pagar e à não integração com o caixa, aumenta o risco de desequilíbrio financeiro e de descumprimento de obrigações.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Execução de Despesas e Gestão Financeira: Análise de Situação Problemática

Gabarito: letra C. A situação descrita — concentração de liquidações e pagamentos no fim do exercício, baixo controle de restos a pagar com rolagem entre exercícios e ausência de integração entre módulo orçamentário e caixa — é claramente problemática, pois aumenta o risco de desequilíbrio financeiro e descumprimento de obrigações. Boas práticas de gestão financeira exigem planejamento de fluxo de caixa, controle rigoroso dos restos a pagar e integração entre empenho e execução financeira, conforme diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que veda a contração de obrigações sem disponibilidade de caixa suficiente (art. 42) e impõe limites à inscrição em restos a pagar.

A banca testa a capacidade de identificar os sinais de má gestão: empenhos realizados precocemente sem planejamento de pagamento geram estoque de restos a pagar, que se acumulam e comprometem exercícios futuros. A falta de integração orçamento-caixa impede o monitoramento adequado das disponibilidades financeiras.

Caso

Atribuição (p, q, r)

Resultado

1

p = V (concentração no fim do exercício), q = V (baixo controle de restos a pagar), r = V (ausência de integração)

Problemática (C)

2

p = V, q = V, r = F (integração presente)

Problemática (C)

3

p = V, q = F (controle presente), r = V

Problemática (C)

4

p = F (pagamentos regulares), q = V, r = V

Problemática (C)

5

p = V, q = F, r = F

Problemática (C)

6

p = F, q = V, r = F

Problemática (C)

7

p = F, q = F, r = V

Problemática (C)

8

p = F, q = F, r = F

Não problemática

1Execução orçamentária
Empenhos concentrados no 1º semestre
Liquidação/pagamento no fim do exercício
2Restos a pagar
Baixo controle
Rolagem entre exercícios
3Integração sistemas
Módulo orçamentário
Módulo de caixa
Ausência de integração
4Consequências
Risco de desequilíbrio financeiro
Descumprimento de obrigações
Problemas de gestão
LEVELsoulevel.com.br
Problemas de gestão: Execução orçamentária (Empenhos concentrados no 1º semestre, Liquidação/pagamento no fim do exercício); Restos a pagar (Baixo controle, Rolagem entre exercícios); Integração sistemas (Módulo orçamentário, Módulo de caixa, Ausência de integração); Consequências (Risco de desequilíbrio financeiro, Descumprimento de obrigações)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a situação é compatível com boas práticas desde que os empenhos não sejam anulados. O problema não é a anulação, mas o descasamento temporal entre empenho e liquidação/pagamento, que gera riscos de caixa. Boas práticas exigem que o pagamento ocorra próximo ao fato gerador ou, pelo menos, que haja previsão de fluxo de caixa para liquidar as obrigações no vencimento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que demonstra excelência por maximizar a execução orçamentária. Execução orçamentária eficiente não significa apenas empenhar muito no início do ano; é necessário que as despesas sejam liquidadas e pagas de forma regular, evitando acumulação de restos a pagar e garantindo o equilíbrio financeiro. A situação descrita é justamente o oposto da excelência.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. A concentração de liquidações e pagamentos no fim do exercício indica que a fundação não gerencia adequadamente seu fluxo de caixa, correndo risco de não ter recursos para honrar os compromissos na data do vencimento. A falta de controle sobre restos a pagar permite que dívidas sejam roladas indefinidamente, agravando o desequilíbrio. A ausência de integração entre módulo orçamentário e gestão de caixa impede o acompanhamento em tempo real da disponibilidade financeira, dificultando a tomada de decisões. Esse conjunto de fatores é incompatível com a boa gestão fiscal e financeira.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a antecipação de empenhos garante o cumprimento do princípio da anterioridade da despesa. O princípio da anterioridade (ou anualidade) refere-se ao fato de que a despesa deve ser autorizada pelo orçamento do exercício em que é realizada, não sendo o caso aqui. Além disso, antecipar empenhos sem planejamento de pagamento não é adequado e não tem relação com esse princípio.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que restos a pagar são apenas registros contábeis sem efeito de caixa. Isso é falso: restos a pagar representam obrigações financeiras que serão pagas no futuro, impactando o caixa do exercício subsequente. A LRF trata a inscrição em restos a pagar como compromisso que exige disponibilidade de caixa, especialmente no último ano do mandato. Ignorar o efeito de caixa dos restos a pagar é um erro grave de gestão.

Gabarito: letra C.

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