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Questão de Administração Geral — Atribuições das Áreas de Gestão — CESPE / CEBRASPE 2026

Administração GeralAtribuições das Áreas de Gestão
Código
ce227653
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Fazendário Estadual - Função: Analista Fazendário
Uma empresa pública de infraestrutura criou um mapa de riscos financeiros, identificando, entre outros, risco de insuficiência de liquidez para honrar dívidas no curto prazo; risco de variação de taxas de juros em contratos indexados; e risco de inadimplência de contraparte em contratos de concessão. Para integrar o monitoramento financeiro com a gestão de riscos, a área de controladoria propôs as seguintes ações:• definir indicadores-chave de risco (KRI), como “projeção de caixa negativa em janelas de 90 dias” e “percentual de contratos com taxa pós-fixada acima de determinado limite”;• estabelecer limites de tolerância (apetite a risco) para cada indicador;• vincular alertas do sistema financeiro à agenda de um comitê de riscos e finanças, que deliberará ajustes (hedge, renegociação, revisão de mix de funding).Considerando a situação hipotética apresentada, bem como aspectos relativos a monitoramento, controle financeiro e gestão de risco financeiro, assinale a opção correta.
  1. AA área de controladoria equivocou-se em propor a definição de apetite a risco, pois ela é inadequada para empresas públicas.
  2. BAs medidas propostas pela área de controladoria caracterizam gestão de riscos, mas não se relacionam ao monitoramento financeiro.
  3. CDas medidas propostas pela área de controladoria, apenas a criação de KRIs tem natureza de controle; limites de tolerância e comitês são elementos de governança, sem reflexo financeiro.
  4. DAs medidas propostas pela área de controladoria exemplificam a integração entre monitoramento financeiro e gestão de riscos, sendo os riscos mapeados transformados em indicadores acompanháveis e decisões de ajuste.
  5. EA última medida proposta pela área de controladoria está inadequada, pois monitoramento financeiro não deve envolver comitês, para não politizar a gestão.
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GabaritoD — As medidas propostas pela área de controladoria exemplificam a integração entre monitoramento financeiro e gestão de riscos, sendo os riscos mapeados transformados em indicadores acompanháveis e decisões de ajuste.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão de Riscos Financeiros e Monitoramento

Gabarito: letra D. As medidas propostas integram monitoramento financeiro e gestão de riscos ao transformar riscos mapeados em indicadores (KRIs), estabelecer limites de tolerância e criar comitê para decisões de ajuste. Essa integração é essencial para uma gestão de riscos eficaz, conforme princípios de governança.

A questão testa o entendimento de como a controladoria pode conectar riscos financeiros ao cotidiano da gestão, usando ferramentas como KRIs, apetite a risco e comitês. Não há vedação legal para empresas públicas adotarem apetite a risco; pelo contrário, a definição de limites é parte do processo de governança. O contexto de apoio (ISO 31000) reforça que a gestão de riscos deve ser integrada às atividades e funções da organização, com apoio da alta direção e definição de apetite a risco.

Medida Proposta

Natureza da Ação

Relação com Monitoramento Financeiro

Relação com Gestão de Riscos

Definir indicadores-chave de risco (KRI)

Controle e Monitoramento

Transforma riscos financeiros (ex.: liquidez, juros) em métricas quantitativas acompanháveis (ex.: projeção de caixa, percentual de contratos).

Converte riscos identificados em indicadores objetivos para acompanhamento contínuo.

Estabelecer limites de tolerância (apetite a risco)

Governança e Controle Preventivo

Define o nível aceitável de exposição financeira, orientando decisões de alocação de recursos e funding.

Materializa o apetite a risco da organização, delimitando a fronteira entre risco aceitável e não aceitável.

Vincular alertas do sistema financeiro a comitê de riscos e finanças

Governança e Tomada de Decisão

Integra o monitoramento financeiro em tempo real (alertas) à agenda decisória, permitindo ajustes financeiros (hedge, renegociação).

Cria um ciclo de resposta aos riscos, com deliberação colegiada para ações corretivas ou mitigadoras.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o apetite a risco é inadequado para empresas públicas. Não há fundamento legal ou técnico para essa restrição. Empresas públicas, assim como privadas, devem definir seu apetite a risco para orientar decisões e alocar recursos. A ISO 31000, princípio 8, trata da melhoria contínua, e a estrutura de gestão de riscos prevê que o órgão diretivo defina o apetite geral por risco, sem excluir empresas públicas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que as medidas caracterizam gestão de riscos, mas não se relacionam ao monitoramento financeiro. Na verdade, os KRIs (como "projeção de caixa negativa") e os alertas ligados a comitê são instrumentos típicos de monitoramento financeiro. A integração é justamente o cerne da proposta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que apenas a criação de KRIs tem natureza de controle, e que limites de tolerância e comitês são elementos de governança sem reflexo financeiro. Limites de tolerância são controles preventivos, e o comitê delibera ajustes financeiros (hedge, renegociação), tendo impacto direto no resultado financeiro. Governança e controle não são excludentes.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente o que a situação descreve: os riscos mapeados (liquidez, juros, inadimplência) são convertidos em KRIs, limites são estabelecidos e um comitê toma decisões de ajuste. Isso exemplifica a integração entre monitoramento financeiro e gestão de riscos, conforme boas práticas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que monitoramento financeiro não deve envolver comitês para evitar politização. Não há tal vedação. Comitês de riscos e finanças são comuns e necessários para deliberar ações corretivas de forma colegiada, reduzindo riscos de decisões unilaterais. A politização depende da governança, não da existência do comitê.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, lembre-se de que a gestão de riscos financeiros deve estar integrada ao monitoramento. KRIs, limites de tolerância e comitês são ferramentas complementares, não excludentes. Empresas públicas também adotam apetite a risco, pois isso faz parte da governança.

PEGA ESSA DICA!

BSC

BSC = Balanced Scorecard (ferramenta de gestão estratégica com indicadores de desempenho de fatores críticos)

— Ferramenta de gestão estratégica

Gabarito: letra D.

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