Conciliação Bancária na Administração Financeira
Gabarito: letra A. A conciliação bancária tem por finalidade principal assegurar que os registros contábeis da entidade correspondam exatamente aos saldos e movimentações apresentados pelos extratos bancários. Esse procedimento de controle interno aumenta a confiabilidade das informações financeiras, permitindo a detecção de erros, fraudes ou divergências.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição está correta: a conciliação bancária busca exatamente garantir a aderência entre os registros contábeis e a movimentação bancária, aumentando a confiabilidade das informações financeiras. É um instrumento essencial de controle interno, previsto nas boas práticas de gestão fiscal e financeira.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A conciliação bancária não elimina a necessidade de auditorias internas periódicas. As auditorias têm escopo mais amplo e são independentes; a conciliação é um controle rotineiro que fornece insumos para a auditoria, mas não a substitui.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A conciliação bancária não autoriza automaticamente pagamentos. Ela é um procedimento de verificação posterior (ou concomitante) que confere a correção dos lançamentos, mas a autorização de pagamentos é ato de execução orçamentária e financeira, regulado por normas próprias.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A reclassificação de despesas de capital como correntes (ou vice-versa) é vedada pela legislação orçamentária (Lei nº 4.320/1964 e Lei de Responsabilidade Fiscal). A conciliação bancária não permite tal reclassificação; eventuais ajustes contábeis dependem de fundamentação legal e registro adequado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O controle orçamentário e o controle de caixa são instrumentos distintos e complementares. A conciliação bancária não substitui o controle orçamentário, que abrange a execução de receitas e despesas conforme a lei orçamentária. Ambos coexistem na gestão pública.
A conciliação bancária é, portanto, um mecanismo de verificação que fortalece a transparência e a regularidade dos atos financeiros, sem as finalidades incorretas apontadas nas demais alternativas.