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Questão de Economia — Macroeconomia — CESPE / CEBRASPE 2026

EconomiaMacroeconomia
Código
ce227750
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Fazendário Estadual - Função: Economista
A evolução do gasto público constitui o principal indicador quantitativo da expansão da presença estatal na economia. A trajetória dos gastos qualifica a influência do Estado na demanda agregada e na dinâmica produtiva nacional, consolidando-se como o mecanismo material por meio do qual o setor público exerce suas funções e molda o cenário macroeconômico.Considerando a evolução do gasto público no Brasil a partir de 2000 até os dias de hoje, assinale a opção correta.
  1. ACom as novas contratações de servidores públicos federais realizadas a partir de 2003, a despesa anual com pessoal passou a superar a despesa anual com previdência, o que se conservou até 2015.
  2. BAs despesas anuais com previdência se mantiveram constantes entre 2008 e 2018, ainda que o salário mínimo tenha aumentado nesse período.
  3. CDe 2013 a 2018, as despesas anuais com juros e encargos da dívida foram maiores que as despesas com pessoal.
  4. DA redução, de 2006 a 2008, na despesa anual com juros e encargos da dívida pode ser explicada, em parte, pela queda na taxa básica de juros entre 2005 e 2007.
  5. EEntre 2003 e 2008, observou-se uma queda na despesa anual com pessoal decorrente das aposentadorias e dos programas de demissão voluntária.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — A redução, de 2006 a 2008, na despesa anual com juros e encargos da dívida pode ser explicada, em parte, pela queda na taxa básica de juros entre 2005 e 2007.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Evolução do Gasto Público no Brasil

Gabarito: letra D. A redução da despesa anual com juros e encargos da dívida entre 2006 e 2008 está diretamente relacionada à queda da taxa básica de juros (Selic) entre 2005 e 2007 – quando a Selic passou de cerca de 19,75% a.a. para 11,25% a.a., diminuindo o custo de rolagem da dívida pública. Esse raciocínio é consistente com a evolução fiscal brasileira no período.

A questão testa o conhecimento empírico da trajetória dos principais componentes do gasto público federal no Brasil pós-2000. Vamos analisar cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, a partir de 2003, a despesa com pessoal superou a despesa com previdência até 2015. Isso é falso: no Brasil, a despesa previdenciária (RGPS + RPPS) sempre foi significativamente superior à despesa com pessoal ativo e inativo. Mesmo com o crescimento do funcionalismo, a previdência continuou sendo o maior item de gasto primário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que as despesas com previdência se mantiveram constantes entre 2008 e 2018, apesar do aumento do salário mínimo. Na realidade, as despesas previdenciárias cresceram consideravelmente nesse período, impulsionadas pelo envelhecimento populacional, pelo aumento real do salário mínimo (que indexa a maioria dos benefícios) e pela indexação ao salário mínimo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que, de 2013 a 2018, os gastos com juros e encargos da dívida foram maiores que os gastos com pessoal. Embora os juros sejam elevados, as despesas com pessoal (incluindo ativos e inativos) historicamente superam os juros. Por exemplo, em 2015, as despesas com pessoal representaram cerca de 4,5% do PIB, enquanto os juros foram cerca de 3,5% do PIB (dados indicativos).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A redução dos juros entre 2006 e 2008 é explicada, em parte, pela queda da taxa básica de juros (Selic) no biênio 2005-2007. A Selic caiu de 19,75% em 2005 para 11,25% em 2007, o que reduziu o custo de financiamento da dívida pública, diminuindo os gastos com juros. Esse movimento é um exemplo clássico de política monetária afetando o orçamento fiscal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que houve queda na despesa com pessoal entre 2003 e 2008 devido a aposentadorias e programas de demissão voluntária. Na prática, houve aumento real das despesas com pessoal nesse período, com reajustes salariais, novas contratações (concursos) e crescimento do quadro de pessoal – sobretudo após 2003. Programas de demissão voluntária tiveram impacto marginal.

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente um fato estilizado da economia brasileira é a letra D. As demais contradizem a trajetória observada dos gastos públicos.

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