Questão de Economia — Microeconomia — CESPE / CEBRASPE 2026
Economia›Microeconomia
Código
ce227755
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Fazendário Estadual - Função: Economista
A iluminação pública é fornecida pela concessionária de energia elétrica atuante em cada cidade. Uma vez que é impossível atribuir a cada consumidor uma quantidade consumida desse bem público, ele é financiado por meio de um tributo, a taxa de iluminação pública, que vem incluída na conta de energia de cada consumidor residente em determinada cidade. A taxa de iluminação pública é uma solução para um elemento típico no fornecimento de bens públicos. Esse elemento é
Ao denominado problema do “carona” (free rider).
Ba assimetria de informações.
Co risco moral.
Da sonegação fiscal.
Eo custo social não coberto pelo benefício privado.
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GabaritoA — o denominado problema do “carona” (free rider).
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Bens públicos e o problema do carona (free rider)
Gabarito: letra A. A impossibilidade de excluir consumidores do uso da iluminação pública — bem público puro, não rival e não excludente — gera o problema do carona (free rider): indivíduos que se beneficiam do bem sem pagar por ele, contando que outros pagarão. A taxa de iluminação pública é a solução estatal para financiar compulsoriamente esse bem, superando a subprovisão que o mercado produziria. Esse é exatamente o elemento típico descrito no enunciado.
O conceito central aqui é o de bem público puro, definido por duas características: não rivalidade (o consumo de um indivíduo não reduz a disponibilidade para outro) e não exclusividade (é inviável técnica ou economicamente impedir alguém de consumir). A iluminação pública é o exemplo clássico: todos se beneficiam dela, e não há como cobrar individualmente pelo uso. Essa não exclusividade cria a falha de mercado conhecida como problema do carona — o indivíduo que desfruta do benefício sem arcar com o custo, esperando que os demais paguem. Como ninguém tem incentivo para revelar sua verdadeira disposição a pagar (já que não pode ser excluído), o mercado privado não oferta o bem em quantidade eficiente, gerando subprovisão. A solução é a intervenção estatal pela função alocativa, financiando o bem por meio de tributos compulsórios — no caso, a taxa de iluminação pública.
A banca explora a confusão entre o problema do carona e outras falhas de mercado, como assimetria de informações e risco moral. A distinção é essencial: o carona decorre da não exclusividade do bem público; a assimetria de informações e o risco moral decorrem de informação imperfeita entre as partes de uma transação. A sonegação fiscal é um comportamento ilegal de não pagamento de tributos, não uma falha de mercado. E o custo social não coberto pelo benefício privado remete às externalidades negativas, não à provisão de bens públicos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa identifica corretamente o problema do carona (free rider) como o elemento típico no fornecimento de bens públicos. Como a iluminação pública é não excludente, cada consumidor tem incentivo a não pagar voluntariamente, contando que outros pagarão — e o financiamento compulsório via taxa resolve essa falha. É exatamente o que o enunciado descreve.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Assimetria de informações é uma falha de mercado em que uma das partes de uma transação possui mais informação que a outra (ex.: vendedor sabe mais sobre a qualidade do produto). Não tem relação com a impossibilidade de excluir consumidores de um bem público. A banca troca o conceito de falha de mercado por outro, igualmente importante, mas que não se aplica ao caso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Risco moral (moral hazard) ocorre quando uma das partes, protegida por um contrato ou seguro, altera seu comportamento de forma a aumentar o risco para a outra parte. É um problema de informação assimétrica ex post, típico de seguros e contratos financeiros. Não se relaciona com a provisão de bens públicos nem com a não exclusividade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sonegação fiscal é o ato ilegal de não pagar tributos devidos, ocultando informações do fisco. Embora a taxa de iluminação pública seja um tributo, o problema descrito no enunciado não é a sonegação, mas a impossibilidade de atribuir consumo individual — o que gera o carona. A sonegação é uma conduta ilícita, não uma falha de mercado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Custo social não coberto pelo benefício privado descreve uma externalidade negativa (ex.: poluição), em que o custo social excede o custo privado. No caso de bens públicos, o problema é o oposto: o benefício social é maior que o benefício privado capturável, e a não exclusividade impede a cobrança individual. A alternativa inverte o sentido da falha.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura falhas de mercado distintas para confundir. O carona (free rider) é a falha típica de bens públicos não excludentes; assimetria de informações e risco moral são falhas de informação imperfeita; e custo social não coberto pelo benefício privado é externalidade negativa. Na prova, identifique a característica do bem: se é não rival e não excludente, o problema é o carona. 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte a tabela mental das falhas de mercado: