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Questão de Economia — Macroeconomia — CESPE / CEBRASPE 2026

EconomiaMacroeconomia
Código
ce227759
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-PR
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente Fazendário Estadual - Função: Economista
Com base na teoria macroeconômica e considerando a prática da política monetária sob o regime de metas de inflação, assinale a opção que descreve corretamente os efeitos esperados de uma deterioração fiscal persistente sobre as taxas de juros de curto e longo prazos em determinada economia.
  1. AA elevação do risco fiscal tem impacto apenas sobre os juros de curto prazo, que são definidos diretamente pelo banco central, não afetando a estrutura a termo das taxas de juros.
  2. BA piora fiscal reduz o custo de rolagem da dívida pública e tende a gerar queda generalizada das taxas de juros, favorecendo a estabilidade de preços.
  3. CUma deterioração fiscal persistente, ao aumentar o gasto público, eleva a poupança nacional e reduz a necessidade de uma política monetária restritiva.
  4. DO aumento do risco fiscal eleva os juros de longo prazo, e o banco central, buscando manter as expectativas de inflação ancoradas, tende a adotar postura mais restritiva, elevando a taxa de juros de curto prazo.
  5. EA piora nos resultados das contas fiscais reduz a credibilidade do governo e tende a elevar o prêmio de risco, pressionando a curva de juros para baixo e levando o banco central a reduzir os juros de curto prazo para conter o aperto financeiro.
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GabaritoD — O aumento do risco fiscal eleva os juros de longo prazo, e o banco central, buscando manter as expectativas de inflação ancoradas, tende a adotar postura mais restritiva, elevando a taxa de juros de curto prazo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeitos da Deterioração Fiscal sobre as Taxas de Juros sob Metas de Inflação

Gabarito: letra D. Uma deterioração fiscal persistente eleva o risco de calote (risco fiscal), o que pressiona os juros de longo prazo para cima (prêmio de risco maior). O banco central, para evitar que esse choque contamine as expectativas de inflação, reage elevando a taxa de juros de curto prazo (Selic), adotando postura restritiva. É o mecanismo clássico de transmissão sob o regime de metas de inflação.

  1. 1Risco fiscal sobe
  2. 2Juros longos sobem (prêmio de risco)
  3. 3Expectativas de inflação pressionadas
  4. 4BC reage: juros curtos sobem (restritivo)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a elevação do risco fiscal impacta apenas os juros de curto prazo. Na verdade, o risco fiscal afeta diretamente os juros de longo prazo, pois estes incorporam o prêmio de risco soberano. O banco central define a taxa de curto prazo, mas ela é influenciada pelo cenário fiscal, não imune a ele. A alternativa inverte o canal de transmissão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que a piora fiscal reduz o custo de rolagem da dívida e gera queda das taxas. O oposto é verdadeiro: maior risco fiscal eleva o custo de rolagem (juros mais altos) e pressiona as taxas para cima, não para baixo. A queda generalizada dos juros só ocorreria em cenário de melhora fiscal, não de deterioração.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o aumento do gasto público eleva a poupança nacional e reduz a necessidade de política restritiva. Na realidade, maior gasto público (sem contrapartida de receita) reduz a poupança nacional (déficit público é poupança negativa) e aumenta a demanda agregada, exigindo política monetária mais restritiva para conter a inflação. A poupança nacional é composta por poupança privada + poupança pública; o aumento do déficit reduz a poupança pública.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O aumento do risco fiscal eleva os juros de longo prazo via prêmio de risco. O banco central, comprometido com a meta de inflação, reage com elevação da taxa de curto prazo para ancorar as expectativas e evitar que a alta dos juros longos se propague para a inflação corrente. A descrição está em linha com a teoria macroeconômica e a prática do regime de metas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o prêmio de risco pressiona a curva de juros para baixo e que o banco central reduz os juros de curto prazo para conter o aperto financeiro. O prêmio de risco maior eleva a curva (juros para cima), não para baixo. Se o BC reduzisse os juros de curto prazo, estaria afrouxando a política monetária, o que contrariaria a necessidade de conter a inflação gerada pelo choque fiscal. A reação correta é elevar os juros, como aponta a alternativa D.

Gabarito: letra D.

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