Questão de Economia — Macroeconomia — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce227761
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEFAZ-PR
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Fazendário Estadual - Função: Economista
- AI.
- BII.
- CIII.
- DIV.
- EV.
GabaritoD — IV.
Gabarito: D. A operação IV (compra de moeda estrangeira pelo banco central, pagando com crédito às reservas bancárias) produz aumento da base monetária, pois o banco central emite moeda ao adquirir ativos externos, expandindo as reservas bancárias. As demais operações não alteram a base monetária — são transferências entre agentes ou esterilizadas.
A base monetária (M0) é composta pelo papel-moeda em poder do público mais as reservas bancárias. Ela aumenta quando o banco central cria moeda diretamente, geralmente comprando ativos (títulos, moeda estrangeira) ou concedendo empréstimos aos bancos. Operações que envolvem apenas transferências entre bancos ou entre clientes e bancos não alteram o total da base, apenas sua composição.
O empréstimo concedido pelo banco comercial aumenta os meios de pagamento (M1), pois cria moeda escritural (depósitos à vista). Contudo, a base monetária não é afetada, pois não houve criação de moeda pelo banco central. A confusão comum é tratar M1 como base.
A venda de títulos públicos entre bancos no mercado interbancário, com liquidação via transferência de reservas, apenas redistribui as reservas existentes entre os bancos. O total de reservas (componente da base) permanece inalterado, portanto a base monetária não se modifica.
Os clientes transferem depósitos à vista para adquirir títulos do Tesouro. Isso reduz os depósitos e os recursos vão para a conta única do Tesouro no banco central, o que, isoladamente, contrai a base monetária (o banco central retira moeda de circulação). Logo, não há aumento da base.
O banco central compra moeda estrangeira e paga em moeda nacional creditando as reservas bancárias das instituições vendedoras. Essa é uma operação clássica de expansão da base monetária: o banco central emite moeda (ou cria reservas) para adquirir um ativo externo, aumentando diretamente as reservas bancárias e, consequentemente, a base monetária.
O Tesouro quita dívida mobiliária usando recursos da conta única no banco central. Esse pagamento, isoladamente, injetaria moeda na economia (aumentando as reservas bancárias). Porém, a operação descrita inclui a esterilização posterior pelo banco central, que vende títulos públicos para retirar o excesso de reservas. O efeito líquido sobre a base monetária é nulo.
A banca testa a diferença entre base monetária (M0) e meios de pagamento (M1). A alternativa I é o distrator clássico: o empréstimo bancário cria moeda escritural (M1), mas não a base. Lembre-se: a base só se expande com atuação direta do banco central.
Gabarito: D.
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