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Questão de Contabilidade Pública — Escrituração Contábil — CESPE / CEBRASPE 2026

Contabilidade PúblicaEscrituração Contábil
Código
ce227925
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RN
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Receitas Estaduais - conhecimentos complementares
Considerando-se que, em auditoria no ativo imobilizado, o auditor tenha identificado a existência de ativos ocultos, é correto afirmar que esses bens, não sendo comprovada documentalmente a origem dos recursos para sua aquisição, devem ser regularizados contabilmente por meio
  1. Ada baixa de passivos correlatos para manutenção do equilíbrio patrimonial.
  2. Bda mensuração ao valor justo e do registro no ativo imobilizado com o crédito em outros resultados abrangentes.
  3. Cdo registro do bem no ativo imobilizado e a crédito de receita de omissão, sujeita a tributação integral.
  4. Dde lançamento a débito no ativo imobilizado e a crédito em reservas de capital no patrimônio líquido.
  5. Edo reconhecimento do bem no ativo imobilizado e a crédito em ajustes de exercícios anteriores.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — do registro do bem no ativo imobilizado e a crédito de receita de omissão, sujeita a tributação integral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regularização de Ativos Ocultos em Auditoria

Gabarito: Letra C. Quando o auditor identifica ativos ocultos (bens que existem mas não estão registrados) e não há comprovação documental da origem dos recursos, a regularização contábil deve ser feita com o registro do bem no ativo imobilizado e a crédito de receita de omissão, sujeita a tributação integral. Esse tratamento decorre da presunção de que tais ativos foram adquiridos com recursos de receitas não declaradas, conforme a doutrina de auditoria fiscal.

O conteúdo de apoio apresentado aborda a presunção de omissão de receitas, destacando que ativos ocultos e passivos fictícios são indícios de omissão. Quando um ativo oculto é descoberto e sua origem não pode ser comprovada, presume-se que os recursos usados na aquisição provêm de receitas omitidas, devendo o valor ser reconhecido como receita no resultado.

Alternativa

Descrição do Lançamento Contábil

Natureza do Crédito

Tributação

Correta?

A

Baixa de passivos correlatos

Passivo

Não se aplica

B

Mensuração a valor justo; crédito em ORA

Patrimônio Líquido (Outros Resultados Abrangentes)

Não se aplica

C

Registro no ativo imobilizado; crédito de receita de omissão

Resultado (Receita)

Integral

D

Débito no ativo imobilizado; crédito em reservas de capital

Patrimônio Líquido (Reservas de Capital)

Não se aplica

E

Reconhecimento no ativo imobilizado; crédito em ajustes de exercícios anteriores

Patrimônio Líquido (Ajustes de Exercícios Anteriores)

Não se aplica

Alternativa A — ❌ Incorreta

Propõe a baixa de passivos correlatos para manutenção do equilíbrio patrimonial. Não há relação com ativos ocultos: o problema é a ausência de registro do ativo, não um desequilíbrio causado por passivos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere mensuração ao valor justo e crédito em outros resultados abrangentes (ORA). Esse procedimento é típico de reavaliação de ativos já registrados, não se aplica à descoberta de um ativo não contabilizado. Além disso, o crédito em ORA não reflete a natureza de omissão de receitas.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Determina o registro do bem no ativo imobilizado e a crédito de receita de omissão, sujeita a tributação integral. Essa é a regularização adequada, pois reconhece o ativo e, simultaneamente, contabiliza a receita presumivelmente omitida, gerando tributação. O material de apoio confirma que a existência de ativos ocultos é hipótese de presunção de omissão de receitas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Indica débito no ativo imobilizado e crédito em reservas de capital no PL. Reservas de capital são usadas para registrar ágio na emissão de ações ou doações, não para regularizar bens de origem desconhecida. Essa alternativa confunde o tratamento com um aporte de capital.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aponta crédito em ajustes de exercícios anteriores (AEA). Os AEA são utilizados para correção de erros de períodos passados, mas a omissão de receitas não é mero erro contábil; é uma irregularidade fiscal que deve ser reconhecida como receita do período em que for descoberta, não como ajuste retroativo.

NÃO CAIA NESSA!

Em auditoria, cuidado para não confundir a regularização de ativos ocultos com reavaliação (que usa ORA), correção de erros (AEA) ou aporte de capital (reservas). A essência econômica é que, sem comprovação de origem, presume-se omissão de receitas — o crédito vai para o resultado. Memorize: ativo oculto → receita de omissão.

Gabarito: Letra C.

PEGA ESSA DICA!

Opera Ali Amor Trans Ou

Origens das Receitas de Capital:.

Opera = Operações de Crédito; Ali = Alienação de Bens; Amor = Amortização de Empréstimos; Trans = Transferências de Capital; Ou = Outras Receitas de Capital

— Origens das Receitas de Capital (Classificação da Receita – Contabilidade Pública)

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