Questão de Contabilidade Geral — Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC — CESPE / CEBRASPE 2026
Contabilidade Geral›Demonstração dos Fluxos de Caixa -DFC
Código
ce228049
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RN
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Receitas Estaduais - conhecimentos gerais
Na elaboração da demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto, o lucro líquido do exercício deve ser ajustado, entre outros itens, por
Adespesas reconhecidas no resultado que não tenham representado saída de caixa.
Brecebimentos de clientes ocorridos no período.
Cpagamentos de fornecedores registrados no ativo.
Dvariações no saldo de caixa e equivalentes de caixa.
Ereceitas que não tenham afetado o resultado do exercício.
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GabaritoA — despesas reconhecidas no resultado que não tenham representado saída de caixa.
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Demonstração dos Fluxos de Caixa – Método Indireto
Gabarito: letra A. No método indireto, parte-se do lucro líquido do exercício e ajusta-se por itens que não afetam o caixa, como depreciação, provisões e tributos diferidos. A alternativa A descreve exatamente esses ajustes: despesas reconhecidas no resultado sem saída de caixa. A base normativa é o NBC TG 03, item 20(b).
A banca testa o conhecimento dos ajustes necessários ao converter o lucro por competência em fluxo de caixa operacional. O método indireto deduz ou adiciona itens que não representaram movimentação de caixa, mas que estão no resultado.
NBC-TG-03-20
De acordo com o método indireto, o fluxo de caixa líquido advindo das atividades operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou prejuízo quanto aos efeitos de: ... (b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados e resultado de equivalência patrimonial quando aplicável.
1Lucro líquido (competência)
2Ajustes: itens sem caixa
3Fluxo operacional
4± Fluxo invest./financ.
5Variação líquida de caixa
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Despesas reconhecidas no resultado que não representaram saída de caixa (ex.: depreciação, amortização, provisões) devem ser adicionadas de volta ao lucro líquido, pois reduziram o resultado sem consumir caixa. É exatamente o que determina o NBC TG 03, item 20(b).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Recebimentos de clientes são entradas de caixa efetivas, não ajustes. No método indireto, o ajuste incide sobre itens sem efeito caixa; os recebimentos já representam caixa e não compõem a conciliação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Pagamentos a fornecedores são saídas de caixa reais, portanto não são itens de ajuste. Eles integram o fluxo de caixa operacional diretamente, não a conciliação do lucro.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As variações no saldo de caixa e equivalentes são o resultado da DFC, não um ajuste. A demonstração explica essas variações; os ajustes no lucro líquido são para chegar ao fluxo operacional, e não o contrário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Ajustam-se itens que afetaram o resultado mas não o caixa (ou vice‑versa). Receitas que não afetaram o resultado simplesmente não estão no lucro líquido, portanto não há o que ajustar. A banca inverteu a lógica: o ajuste é sobre itens que impactaram o lucro, mas não o caixa.