Questão de Contabilidade de Custos — Contabilidade de Custos - Noções Introdutórias — CESPE / CEBRASPE 2026
Contabilidade de Custos›Contabilidade de Custos - Noções Introdutórias
Código
ce228843
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista de Controle Externo - Especialidade: Ciências Contábeis
A secretaria estadual de logística de um ente federado está aprimorando seu modelo de gerenciamento de custos para medir o desempenho de sua frota de veículos. A equipe de contabilidade está revisando a classificação dos seguintes eventos no período de referência.I gastos com combustível e manutenção, não sendo possível medir com precisão o quanto foi consumido por cada rota de veículo (objeto de custo)II pneus roubados em um depósito, o que não contribuiu para a geração do serviço de transporteIII gastos com lubrificantes, sendo que é possível identificar a quantidade exata aplicada em cada veículo em cada ordem de serviço de manutençãoIV aquisição de dois novos caminhões para a frotaTendo como base a terminologia de custos no setor público, assinale a opção correta.
AO evento I é custo indireto; o evento II é custo variável; o evento III é custo direto; e o evento IV é investimento.
BO evento I é custo indireto; o evento II é perda; o evento III é custo direto; e o evento IV é investimento.
CO evento I é custo direto; o evento II é perda; o evento III é custo indireto; e o evento IV é gasto.
DO evento I é custo fixo; o evento II é desembolso; o evento III é custo variável; e o evento IV é custo finalístico.
EO evento I é custo de suporte; o evento II é perda; o evento III é custo fixo; e o evento IV é custo direto.
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GabaritoB — O evento I é custo indireto; o evento II é perda; o evento III é custo direto; e o evento IV é investimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Classificação de gastos no setor público (terminologia)
Gabarito: letra B. O evento I é custo indireto (não pode ser medido precisamente por rota); o evento II é perda (roubo anormal e involuntário); o evento III é custo direto (possível identificar exatamente); o evento IV é investimento (aquisição de ativo permanente). A alternativa B é a única que classifica corretamente todos os quatro eventos conforme a terminologia de custos.
Evento
Classificação Correta
Motivo
I – Gastos com combustível e manutenção sem medição precisa por rota
Custo indireto
Não é possível rastrear com exatidão o consumo por objeto de custo (rota)
II – Pneus roubados em depósito
Perda
Roubo é consumo anormal, involuntário e não programado, não contribuindo para a geração do serviço
III – Gastos com lubrificantes com identificação exata por veículo/ordem de serviço
Custo direto
É possível identificar a quantidade exata aplicada em cada objeto de custo (veículo)
IV – Aquisição de dois novos caminhões
Investimento
Aquisição de ativo permanente (imobilizado) para uso na atividade
Classificação de gastos: Custo direto (Rastreável ao objeto, Ex.: lubrificante por veículo (III)); Custo indireto (Não rastreável, Ex.: combustível por frota (I)); Perda (Anormal e involuntário, Ex.: pneus roubados (II)); Investimento (Ativo permanente, Ex.: caminhões novos (IV))
Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está no evento II: a alternativa classifica como "custo variável", mas pneus roubados em depósito constituem perda anormal (consumo involuntário e não programado), e não custo. Além disso, custo variável refere-se a comportamento em relação ao volume, não se aplica aqui.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Confirma a classificação correta: I = custo indireto, II = perda, III = custo direto, IV = investimento. Cada um se encaixa perfeitamente na definição: no evento I, falta rastreabilidade (indireto); no II, roubo é perda anormal; no III, há perfect tracing (direto); no IV, aquisição de caminhões é ativo permanente (investimento).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta três erros: evento I é direto (na verdade é indireto), evento III é indireto (na verdade é direto), e evento IV é gasto (deveria ser investimento). Apenas o evento II está correto como perda.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Classifica evento I como custo fixo (erro: o critério relevante é direto/indireto, não fixo/variável); evento II como desembolso (erro: perda não é desembolso, pois não houve pagamento intencional); evento III como custo variável (erro: deveria ser direto); evento IV como custo finalístico (erro: é investimento).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Evento I como custo de suporte (termo não padronizado, mas indireto seria mais adequado; no entanto, o evento II é perda (correto), o evento III é custo fixo (erro: é direto), e o evento IV é custo direto (erro: é investimento). Portanto, inconsistente.
NÃO CAIA NESSA!
Decore a diferença entre perda anormal (roubo, incêndio, danos não programados) e custo ou despesa. A banca adora trocar perda por custo variável ou outra categoria. No evento II, lembre-se: se o gasto não contribuiu para o serviço e foi anormal, é perda, e não custo.