Questão de Auditoria Governamental — Governança e Análise de Risco — CESPE / CEBRASPE 2026
Auditoria Governamental›Governança e Análise de Risco
Código
ce228865
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista de Controle Externo - Especialidade: Ciências Contábeis
Considere que um auditor de certo tribunal de contas tenha optado por manter o risco de auditoria (RA) em um nível aceitavelmente baixo. Nesse caso, para que isso ocorra, o auditor deve
Aaumentar o risco de controle para alto, pois isso facilita a detecção de distorções materiais, por meio de testes de observância.
Baceitar um risco de detecção alto, pois a combinação de risco inerente alto e risco de controle médio compensa o risco de o auditor não detectar distorções.
Cestabelecer o risco de detecção como zero, o que exige que o auditor realize 100% de testes de detalhes em todas as transações, para garantir que não haja distorção material.
Dmanter o risco de detecção, obrigatoriamente, como médio, pois ele é o resultado da multiplicação de risco inerente (alto) e de risco de controle (médio).
Ebuscar um risco de detecção baixo, o que exige a aplicação de testes substantivos mais extensos e em maior número, aumentando-se o custo do trabalho.
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GabaritoE — buscar um risco de detecção baixo, o que exige a aplicação de testes substantivos mais extensos e em maior número, aumentando-se o custo do trabalho.
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Risco de Auditoria e a Relação com o Risco de Detecção
Gabarito: letra E. Para manter o risco de auditoria (RA) em nível aceitavelmente baixo, o auditor deve buscar um risco de detecção baixo, ampliando a extensão dos testes substantivos — o que eleva o custo do trabalho. É a relação inversa entre os riscos: quanto maiores os riscos inerente e de controle, menor deve ser o risco de detecção para que o RA se mantenha baixo.
A banca cobra o modelo conceitual: RA = f(Risco de distorção relevante, Risco de detecção). O auditor avalia os riscos inerente e de controle (que compõem o risco de distorção relevante) e, para atingir o RA desejado, ajusta o risco de detecção por meio da natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria.
Alternativa
Afirmação Central
Relação com Risco de Detecção (RD)
Consequência para o Risco de Auditoria (RA)
Correção
A
Aumentar o risco de controle facilita a detecção de distorções.
Não se aplica (foca no risco de controle)
Aumenta o RA (controles frágeis elevam o risco de distorção relevante)
❌ Incorreta
B
Com RI alto e RC médio, pode-se aceitar RD alto.
RD alto
RA se eleva a níveis inaceitáveis (combinação de riscos altos)
❌ Incorreta
C
Estabelecer RD como zero, com 100% de testes de detalhes.
RD zero (impossível na prática)
RA seria zero, mas é impraticável e desproporcional
❌ Incorreta
D
RD é o resultado da multiplicação de RI (alto) e RC (médio).
Não se aplica (confunde a fórmula: RA = RI × RC × RD)
RA seria o produto, não o RD
❌ Incorreta
E
Buscar RD baixo, com testes substantivos mais extensos.
RD baixo
RA se mantém baixo (relação inversa entre RD e RA)
✅ Correta
Risco inerente alto
Risco inerente baixo
Risco de controle baixo
RA alto → RD muito baixo
RA médio → RD baixo
Risco de controle alto
RA médio → RD baixo
RA baixo → RD pode ser alto
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que aumentar o risco de controle "facilita a detecção de distorções". Na verdade, risco de controle alto indica controles internos frágeis, o que aumenta a possibilidade de distorções não serem evitadas ou detectadas pelos controles. Isso eleva o risco de distorção relevante, exigindo maior esforço de detecção, não o contrário. Além disso, testes de observância avaliam a eficácia dos controles, não detectam distorções diretamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sustenta que, com risco inerente alto e risco de controle médio, o auditor pode aceitar risco de detecção alto. A combinação de riscos inerente e controle resulta em risco de distorção relevante elevado. Para manter o RA baixo, o risco de detecção deve ser baixo, e não alto. Aceitar risco de detecção alto nesse cenário elevaria o RA a níveis inaceitáveis.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe risco de detecção zero com 100% de testes de detalhes. O risco de detecção nunca é zero, pois sempre há limitações inerentes à auditoria (amostragem, julgamento, erros não amostrais). A meta é reduzi-lo a um nível aceitavelmente baixo, não eliminá-lo. Exigir 100% de testes é impraticável e desproporcional.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o risco de detecção "é o resultado da multiplicação de risco inerente (alto) e de risco de controle (médio)". Isso confunde a fórmula: o risco de auditoria é o produto dos riscos de distorção relevante (inerente × controle) pelo risco de detecção. O risco de detecção é uma variável que o auditor define com base nos riscos avaliados, não um resultado fixo. Não há obrigatoriedade de mantê-lo como médio.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Para manter o RA baixo diante de riscos inerente e de controle não desprezíveis, o auditor precisa reduzir o risco de detecção. Isso é obtido com a aplicação de procedimentos substantivos mais extensos (maior quantidade e profundidade de testes de detalhes e procedimentos analíticos), o que, naturalmente, aumenta o custo do trabalho. A relação é inversa e diretamente proporcional ao esforço de auditoria.
SE LIGUE NESSA!
O modelo de risco de auditoria é explicitado na NBC TA 200 (itens 8 e 9) e na NBC TA 330. O risco de auditoria é função dos riscos de distorção relevante (inerente e controle) e do risco de detecção. Cabe ao auditor, com base em seu julgamento profissional, planejar a natureza, época e extensão dos procedimentos para alcançar o nível aceitável de RA.
Conforme o material de apoio disponível, o risco de detecção é "o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante" (NBC TA 200). A redução do risco de detecção exige mais evidência, ou seja, testes mais extensos.