Questão de Medicina — Pneumologia — CESPE / CEBRASPE 2026
Medicina›Pneumologia
Código
ce229112
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico
Assinale a opção correta a respeito da doença pulmonar obstrutiva crônica, de acordo com a GOLD 2025 (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease 2025).
AO diagnóstico da doença depende da espirometria, sendo o critério proposto pela GOLD 2025 a presença de relação VEF1/CVF < 0,7 no pré-broncodilatador.
BO uso de terapia tripla (beta-2 agonista de longa duração, antimuscarínico de longa duração e corticoide inalatório) em pacientes exacerbadores melhora os sintomas, mas não reduz a mortalidade.
COs pacientes com uma exacerbação moderada no último ano — escala mMRC 2 e CAT 15 — devem fazer uso de beta-2 agonista de longa duração e corticoide inalatório como terapia inicial.
DQuando utilizada para controle de exacerbações, a azitromicina deve ser administrada por pelo menos 6 meses, na dose de 500 mg, duas vezes por semana.
EO dupilumabe é indicado para pacientes com histórico de exacerbações frequentes, que já estejam em uso de tripla terapia (beta-2 agonista de longa duração, antimuscarínico de longa duração e corticoide inalatório) e que apresentem eosinófilos ≥ 300 células por microlitro.
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GabaritoE — O dupilumabe é indicado para pacientes com histórico de exacerbações frequentes, que já estejam em uso de tripla terapia (beta-2 agonista de longa duração, antimuscarínico de longa duração e corticoide inalatório) e que apresentem eosinófilos ≥ 300 células por microlitro.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
DPOC: diagnóstico e tratamento pela GOLD 2025
Gabarito: letra E. O dupilumabe, anticorpo monoclonal que bloqueia a via da IL-4/IL-13, foi incorporado à GOLD 2025 como opção para pacientes com DPOC exacerbador frequente, em uso de terapia tripla e com eosinofilia ≥ 300 células/µL — exatamente o que a alternativa descreve. As demais opções contêm erros sutis de critério diagnóstico, de indicação de terapia ou de posologia, que serão detalhados abaixo.
A DPOC é uma doença respiratória crônica caracterizada por obstrução fixa das vias aéreas, causada principalmente por enfisema e bronquite crônica, quase sempre associada ao tabagismo. O diagnóstico exige confirmação espirométrica: a relação VEF1/CVF < 0,7 após broncodilatador é o critério funcional clássico, e a GOLD 2025 mantém esse padrão. A classificação de gravidade (GOLD 1 a 4) usa o VEF1 pós-broncodilatador, enquanto a avaliação de sintomas e risco de exacerbação (grupos A, B, E) orienta o tratamento farmacológico inicial.
O tratamento é escalonado conforme o grupo e a resposta clínica. Para pacientes exacerbadores, a terapia tripla (LABA + LAMA + CI) é a base, e a GOLD 2025 trouxe novidades: o dupilumabe para o subgrupo com eosinófilos ≥ 300, e a confirmação de que a tripla reduz mortalidade (estudos ETHOS e IMPACT). A azitromicina profilática, quando indicada, é usada em dose e duração específicas, e a escolha entre LABA+CI ou LABA+LAMA depende do perfil de eosinófilos e do histórico de exacerbações.
A banca explora a confusão entre o critério diagnóstico (pré vs. pós-broncodilatador), a indicação de CI (eosinofilia vs. sintomas), e a posologia da azitromicina. A alternativa E é a única que espelha fielmente a recomendação da GOLD 2025 para o dupilumabe, enquanto as demais contêm inversões ou imprecisões que serão detalhadas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está no momento da espirometria: a GOLD 2025 mantém o critério de relação VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador, não pré. A alternativa inverte o momento, o que é uma pegadinha clássica. O diagnóstico funcional exige a espirometria após a administração de broncodilatador para confirmar a obstrução fixa, característica da DPOC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A terapia tripla (LABA + LAMA + CI) em pacientes exacerbadores reduz a mortalidade, conforme os estudos ETHOS e IMPACT, que são a base da recomendação da GOLD 2025. A alternativa afirma o contrário, o que a torna incorreta. A tripla também melhora sintomas e reduz exacerbações, mas o ponto decisivo aqui é a mortalidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Para um paciente com uma exacerbação moderada no último ano, mMRC 2 e CAT 15, a GOLD 2025 classifica como grupo E (exacerbador). A terapia inicial recomendada é LABA + LAMA, e não LABA + CI. O corticoide inalatório (CI) é adicionado em casos específicos, como eosinofilia ≥ 300 células/µL ou exacerbações persistentes apesar da dupla broncodilatação. A alternativa troca a indicação de CI.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A azitromicina profilática, quando indicada para reduzir exacerbações, é usada na dose de 250 mg/dia ou 500 mg três vezes por semana, por pelo menos 6 meses. A alternativa propõe 500 mg duas vezes por semana, o que não corresponde à posologia recomendada pela GOLD 2025. Além disso, a indicação é restrita a pacientes selecionados, como ex-fumantes e sem risco de prolongamento do QT.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A GOLD 2025 incorporou o dupilumabe como opção para pacientes com DPOC exacerbador frequente, em uso de terapia tripla (LABA + LAMA + CI) e com eosinófilos ≥ 300 células/µL. Essa é a recomendação exata, baseada no estudo BOREAS e NOTUS, que mostraram redução de exacerbações nesse subgrupo. A alternativa espelha fielmente o critério de indicação.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões de DPOC, decore os critérios-chave: diagnóstico (VEF1/CVF < 0,7 pós-BD), grupos (A, B, E), e as indicações de CI (eosinófilos ≥ 300 ou exacerbações persistentes) e de azitromicina (dose e duração específicas). A banca adora inverter o momento da espirometria e a posologia.