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Questão de Medicina — Pneumologia — CESPE / CEBRASPE 2026

MedicinaPneumologia
Código
ce229148
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-MG
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico
Uma gestante com 20 anos de idade, em uma consulta na unidade básica de saúde, relata apresentar, desde 7 dias antes do diagnóstico de gravidez, quadro clínico diário constituído por tosse seca e dispneia. Ela nega a existência de doenças prévias e o exame físico não mostra dados relevantes. A espirometria revela capacidade vital forçada (CVF) e fluxos expiratórios normais, com ganho volumétrico significativo após emprego da prova farmacodinâmica.A partir dessa situação hipotética, assinale a opção que corresponde à medida terapêutica mais adequada para o tratamento inicial da paciente em questão.
  1. Acorticoide inalatório associado a beta-2 agonista de longa duração
  2. Bbeta-2 agonista de curta duração, se presentes sintomas
  3. Ccorticoide sistêmico, apenas, por 10 dias
  4. Dcorticoide inalatório associado a anticolinérgico de longa duração
  5. Ebeta-2 agonista de longa duração, apenas
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GabaritoA — corticoide inalatório associado a beta-2 agonista de longa duração

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Asma na gestação: tratamento inicial

Gabarito: letra A. A paciente apresenta quadro clínico diário de tosse seca e dispneia, com espirometria mostrando ganho volumétrico significativo após prova farmacodinâmica — o que confirma o diagnóstico de asma persistente. Na gestante, o tratamento de manutenção deve ser feito com corticoide inalatório associado a beta-2 agonista de longa duração, pois o controle adequado da asma é essencial para o bem-estar materno e fetal.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável ao fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico-funcional: sintomas como dispneia, tosse e sibilância, associados à demonstração de obstrução que melhora significativamente após broncodilatador. Na espirometria, o diagnóstico é confirmado quando há aumento do VEF1 de 7% em relação ao valor previsto e 200 ml em valor absoluto após inalação de beta-2 agonista de curta duração. No caso, a paciente apresenta sintomas diários (tosse seca e dispneia), o que a classifica como asma persistente, e a espirometria com ganho volumétrico significativo após prova farmacodinâmica confirma o diagnóstico.

O tratamento da asma é escalonado conforme a gravidade. Para asma persistente, o tratamento de manutenção inclui corticoide inalatório (CI), que é a principal medicação anti-inflamatória das vias aéreas, associado a broncodilatador de longa duração. O beta-2 agonista de curta duração (SABA) é usado apenas como medicação de alívio para crises, não como tratamento de manutenção. O corticoide sistêmico é reservado para exacerbações graves, não para tratamento inicial de manutenção. O anticolinérgico de longa duração (LAMA) é mais utilizado na DPOC, não sendo a primeira escolha na asma.

Na gestação, o manejo da asma é particularmente importante. O objetivo é manter a paciente estável, com ausência completa ou quase completa dos sintomas, preservando a função pulmonar normal e garantindo a oxigenação adequada para o feto. A asma não controlada aumenta o risco de complicações maternas (pré-eclâmpsia, hiperêmese gravídica, sangramento vaginal) e fetais (mortalidade perinatal, restrição do crescimento intrauterino, prematuridade, baixo peso ao nascer e hipoxia neonatal). Quando a asma é devidamente controlada, a gestação oferece pouco ou nenhum risco. Portanto, o tratamento de manutenção com CI associado a LABA é a medida mais adequada para o controle da asma persistente na gestante.

A distinção crucial nesta questão é entre o tratamento de manutenção (para controle da doença) e o tratamento de alívio (para crises agudas). O SABA é a medicação de alívio, usada "se presentes sintomas", mas não é o tratamento inicial de manutenção para asma persistente. O CI é a base do tratamento de manutenção, e sua associação com LABA é indicada quando o CI isolado não é suficiente ou como primeira escolha em casos de asma persistente moderada. A alternativa A reflete exatamente essa conduta.

A pegadinha da banca está em confundir o tratamento de alívio (SABA) com o tratamento de manutenção (CI + LABA). O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa B, pensando que o SABA é suficiente, mas a paciente tem sintomas diários, o que caracteriza asma persistente, que exige tratamento de manutenção com anti-inflamatório. A alternativa A é a única que oferece o tratamento de manutenção adequado para asma persistente na gestação.

1Diagnóstico
Sintomas diários (tosse, dispneia)
Espirometria: ganho após broncodilatador
2Classificação
Asma persistente
3Tratamento de manutenção
Corticoide inalatório (CI)
Beta-2 agonista de longa duração (LABA)
4Tratamento de alívio
Beta-2 agonista de curta duração (SABA)
5Riscos se não controlada
Complicações maternas
Complicações fetais
Asma na gestação
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Asma na gestação: Diagnóstico (Sintomas diários (tosse, dispneia), Espirometria: ganho após broncodilatador); Classificação (Asma persistente); Tratamento de manutenção (Corticoide inalatório (CI), Beta-2 agonista de longa duração (LABA)); Tratamento de alívio (Beta-2 agonista de curta duração (SABA)); Riscos se não controlada (Complicações maternas, Complicações fetais)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A associação de corticoide inalatório (CI) com beta-2 agonista de longa duração (LABA) é o tratamento de manutenção indicado para asma persistente. O CI é a principal medicação anti-inflamatória das vias aéreas, e o LABA proporciona broncodilatação prolongada. Na gestante, o controle adequado da asma é fundamental para evitar complicações maternas e fetais, e essa associação é segura e eficaz.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O beta-2 agonista de curta duração (SABA) é a medicação de alívio para crises agudas, não o tratamento de manutenção. A paciente apresenta sintomas diários, caracterizando asma persistente, que exige tratamento anti-inflamatório de manutenção. Usar apenas SABA "se presentes sintomas" não controla a inflamação subjacente e não é a conduta adequada para asma persistente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O corticoide sistêmico é reservado para exacerbações graves, não para o tratamento inicial de manutenção da asma. Seu uso prolongado está associado a efeitos colaterais sistêmicos, especialmente na gestação. O tratamento de manutenção da asma persistente é feito com corticoide inalatório, que tem ação local e menos efeitos sistêmicos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O anticolinérgico de longa duração (LAMA) é mais utilizado no tratamento da DPOC, não sendo a primeira escolha na asma. Na asma, o broncodilatador de longa duração de escolha é o beta-2 agonista (LABA). A associação de CI com LAMA não é a conduta padrão para o tratamento inicial da asma persistente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O beta-2 agonista de longa duração (LABA) isolado não é recomendado como monoterapia na asma, pois não trata a inflamação das vias aéreas. O LABA deve ser sempre associado ao corticoide inalatório (CI) para controle adequado da asma. O uso de LABA isolado aumenta o risco de exacerbações e mortalidade.

Gabarito: letra A

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