Questão de Administração Geral — Gestão da Qualidade — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce229424
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TCE-RN
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Administrativo – Especialidade: Engenharia Civil
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmativa está incorreta porque a avaliação no planejamento estratégico não é uma atividade pontual, restrita ao final de cada exercício fiscal; ao contrário, ela é um processo contínuo e sistemático, que ocorre ao longo de toda a execução do plano, permitindo monitorar o desempenho e realizar ajustes de curso sempre que necessário. Essa compreensão decorre da própria lógica do ciclo de planejamento e do PDCA, em que a etapa de verificação (Check) alimenta a ação corretiva (Act) de forma permanente.
A avaliação, no contexto do planejamento, é definida como o processo de determinar se a realização dos objetivos está alcançando os efeitos pretendidos. Ela não se esgota em um momento único, mas acompanha a implementação das ações, utilizando indicadores e informações para verificar o progresso em direção às metas. Os meios de controle — dados, relatórios, pesquisas — são ferramentas que permitem aos gestores monitorar o desempenho ao longo do tempo e fazer os ajustes necessários para garantir o alcance dos resultados desejados.
A banca explora aqui uma visão distorcida e burocrática do planejamento, como se ele fosse um documento estático, avaliado apenas ao final do exercício. Na prática, o planejamento estratégico é dinâmico e flexível: o monitoramento contínuo é essencial para identificar desvios, corrigir rumos e otimizar o impacto das políticas, programas e projetos. Essa lógica é reforçada pelo ciclo PDCA, cuja etapa "Verificar" (Check) ocorre durante a execução, e não apenas no fim, realimentando o ciclo com informações para a melhoria contínua.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a avaliação é um ato isolado, realizado apenas ao final do exercício fiscal, como um "checkpoint" burocrático. Na verdade, a avaliação é contínua e integrada à execução, permitindo redirecionamentos durante o período de vigência do plano. Quem cai na pegadinha confunde avaliação com prestação de contas final, esquecendo que o controle e o monitoramento são permanentes.
A afirmativa está errada por dois motivos centrais:
A avaliação não é pontual: ela é um processo contínuo, que ocorre ao longo de toda a execução do planejamento, e não apenas ao final do exercício fiscal. Os meios de controle e a avaliação sistemática permitem acompanhar o progresso em direção aos objetivos de forma permanente.
Não dispensa ações de redirecionamento: ao contrário, a avaliação contínua é justamente o que possibilita identificar desvios e realizar ajustes de curso durante a execução. O ciclo PDCA, por exemplo, prevê a etapa "Verificar" (Check) durante o processo, seguida de "Agir" (Act) para corrigir rumos.
Portanto, a descrição apresentada contraria a natureza dinâmica e flexível do planejamento estratégico, que exige monitoramento e avaliação constantes para garantir a eficácia das ações.
Gabarito: E (Errado).
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