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Questão de Direito Constitucional — Organização Político-Administrativa do Estado — CESPE / CEBRASPE 2026

Direito ConstitucionalOrganização Político-Administrativa do Estado
Código
ce229851
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCU
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Federal de Controle Externo - Área de Controle Externo/ Orientação: Auditoria de Tecnologia da Informação
A respeito da organização do Estado brasileiro e da repartição de competências, julgue o item subsequente.Por competir privativamente à União legislar sobre direito penal, a criação de tipo penal por meio de lei estadual consubstancia inconstitucionalidade formal manifesta e incontornável.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Organização do Estado – Competência privativa da União para legislar sobre direito penal

Gabarito: ✅ CERTO. O enunciado está correto. A Constituição Federal, em seu art. 22, I, atribui à União competência privativa para legislar sobre direito penal. A criação de tipo penal é matéria tipicamente de direito penal, portanto, lei estadual que o faça invade a competência federal, configurando inconstitucionalidade formal. O parágrafo único do art. 22 permite que lei complementar autorize os Estados a legislar sobre "questões específicas" das matérias listadas, mas essa autorização não abrange a criação de tipos penais, que é reserva absoluta da União e indelegável. A jurisprudência do STF é pacífica nesse sentido.

Art. 22CF/88

Art. 22 — Compete privativamente à União legislar sobre I — direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho [...] Parágrafo único — Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

A banca testa o conhecimento da regra geral e de sua exceção. O candidato pode pensar que a mera possibilidade de autorização por lei complementar tornaria a lei estadual constitucional, mas isso é um equívoco: a criação de tipos penais não é "questão específica" delegável; é o núcleo do direito penal. Assim, a afirmação de que a lei estadual configura inconstitucionalidade formal manifesta e incontornável está correta.

CERTO

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