Nova gestão pública e reforma gerencial brasileira
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmativa de que o foco transformativo da reforma gerencial ficou restrito a privatização, descentralização e desregulamentação é falsa. Embora essas três medidas façam parte do receituário da Nova Gestão Pública (NGP), a reforma gerencial brasileira, implementada a partir de 1995 com o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, foi muito mais ampla, abrangendo também inovações como a publicização (transferência de serviços não exclusivos para o setor público não estatal), a implantação de contratos de gestão, a orientação para resultados, o foco no cidadão-cliente, a descentralização de atividades para agências executivas e organizações sociais, entre outras.
A banca testa o conhecimento sobre a amplitude da reforma gerencial. A palavra "restrito" é a chave do erro: ela reduz um conjunto vasto de transformações a apenas três frentes. A literatura sobre o tema (Bresser-Pereira, Paludo) destaca que a NGP no Brasil incorporou princípios de eficiência, eficácia, accountability, transparência e controle social, indo muito além do tripé privatização-descentralização-desregulamentação. Esses três mecanismos são instrumentos importantes, mas não esgotam o ideário da reforma.
Portanto, a afirmação está ERRADA.