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Questão de Física — Física Térmica - Termologia — CESPE / CEBRASPE 2026

FísicaFísica Térmica - Termologia
Código
ce231843
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UFAC
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Vestibular
Um mol de um gás ideal monoatômico está inicialmente em equilíbrio termodinâmico em um recipiente que é fechado e isolado termicamente. Acima do recipiente, há um êmbolo em repouso e em equilíbrio mecânico, mas que pode se mover livremente sem atrito, conforme a figura a seguir.Captura_de tela 2026-03-12 142631.png 264×325Um corpo de massa igual à do êmbolo é colocado em cima deste, fazendo-o se mover até outro ponto de equilíbrio termodinâmico e mecânico, de modo que o êmbolo fica novamente em repouso, de acordo com a figura subsequente.Captura_de tela 2026-03-12 142638.png 258×321A partir das informações apresentadas e considerando que a compressão do gás ideal ocorra em um processo quase estático e adiabático e que todo o sistema esteja no vácuo, assinale a opção que corresponde à razão entre a temperatura do gás comprimido em equilíbrio e a temperatura inicial do gás.
  1. A2¹/³
  2. B2³/⁵
  3. C2⁵/⁷
  4. D2²/³
  5. E2²/⁵
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — 2²/⁵

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra E — a conta chega a T_f/T_i = 2^{2/5} — alternativa E.

A ideia por trás

Uma transformação adiabática é aquela em que o gás não troca calor com o ambiente (Q = 0). Como o recipiente é isolado termicamente, todo o trabalho de compressão vira aumento de energia interna, elevando a temperatura. Para um gás ideal, a relação entre pressão e volume é P·V^γ = constante, onde γ é o coeficiente de Poisson, que depende do tipo de gás.

Para um gás ideal monoatômico, os calores específicos são C_v = 3R/2 e C_p = 5R/2, logo γ = C_p/C_v = 5/3. A relação adiabática P·V^γ = constante mostra que, se a pressão dobra, o volume se reduz a uma fração 2^(-1/γ). Combinando com a equação dos gases ideais P·V = n·R·T, obtém-se a relação entre temperaturas: T_f/T_i = (P_f/P_i)^(1 - 1/γ).

Esta questão cobra exatamente essa relação: primeiro descobrir como a pressão muda com o acréscimo do corpo sobre o êmbolo, depois aplicar a relação adiabática para achar a temperatura final.

O que a questão dá

  • gás ideal monoatômico

  • 1 mol de gás

  • êmbolo de massa m_e

  • corpo de massa igual à do êmbolo

  • processo adiabático quase estático

  • sistema no vácuo

O que queremos: a razão entre a temperatura final e a inicial do gás

Passo 1 — Descobrir a pressão inicial do gás

O êmbolo está em equilíbrio mecânico: a força que o gás faz para cima (pressão vezes área) equilibra o peso do êmbolo para baixo. Como o sistema está no vácuo, não há pressão atmosférica empurrando de fora. Essa igualdade é o que liga a pressão do gás à massa do êmbolo.

Por que esta fórmula: A pressão é força por área: P = F/A. No equilíbrio, a força do gás é P_i·A e o peso do êmbolo é m_e·g. Igualando os dois, temos P_i·A = m_e·g.

PiA=megP_i \cdot A = m_e \cdot g

De onde vem cada valor: PiP_i = definição: pressão inicial do gás · AA = constante: área do êmbolo · mem_e = enunciado: massa do êmbolo · gg = constante: aceleração da gravidade

Pi=meg/AP_i = \boxed{\text{m}_\text{e}\cdot \text{g} / \text{A}}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer que o sistema está no vácuo e incluir a pressão atmosférica na equação de equilíbrio

Passo 2 — Descobrir a pressão final do gás

Ao colocar o corpo de massa igual à do êmbolo, o peso total sobre o êmbolo dobra. No novo equilíbrio, a força do gás deve equilibrar esse peso dobrado, então a pressão final é o dobro da inicial.

Por que esta fórmula: A mesma condição de equilíbrio do passo 1, agora com o peso total 2·m_e·g: P_f·A = 2·m_e·g. Como P_i·A = m_e·g, temos P_f = 2·P_i.

Pf=2PiP_f = 2 \cdot P_i

De onde vem cada valor: PiP_i = passo 1 · 22 = enunciado: corpo de massa igual à do êmbolo, então o peso total dobra

Pf=2 PiP_f = \boxed{2\ \cdot \text{P}_\text{i}}
NÃO CAIA NESSA!

Achar que a pressão triplica ou que depende da área

Passo 3 — Aplicar a relação adiabática entre pressão e volume

A transformação é adiabática e quase estática, então vale P·V^γ = constante. Com a pressão dobrando, podemos achar o novo volume em função do inicial.

Por que esta fórmula: A relação adiabática P·V^γ = constante é a lei que governa esse tipo de transformação. Isolando V_f, obtemos V_f = V_i·(P_i/P_f)^(1/γ).

V_f = V_i · ((P_i)/(P_f))^1/γ

De onde vem cada valor: ViV_i = definição: volume inicial do gás · PiP_i = passo 1 · PfP_f = passo 2 · γ\gamma = definição: para gás monoatômico, γ = 5/3

V_f = V_i · ((1)/(2))^3/5
V_f = V_i / 2^3/5
NÃO CAIA NESSA!

Usar γ = 7/5 (gás diatômico) em vez de 5/3

Passo 4 — Relacionar as temperaturas com a equação dos gases

A temperatura não aparece diretamente na relação adiabática, mas a equação dos gases ideais P·V = n·R·T liga pressão, volume e temperatura. Como n e R são constantes, a razão das temperaturas é a razão dos produtos P·V.

Por que esta fórmula: Da equação dos gases, T = P·V/(n·R). Para o mesmo gás (n constante), T_f/T_i = (P_f·V_f)/(P_i·V_i).

TfTi=PfVfPiVi\frac{T_f}{T_i} = \frac{P_f \cdot V_f}{P_i \cdot V_i}

De onde vem cada valor: PfP_f = passo 2 · VfV_f = passo 3 · PiP_i = passo 1 · ViV_i = definição: volume inicial do gás

(T_f)/(T_i) = frac2 · P_i · (V_i)/(2^3/5)P_i · V_i
T_f/T_i = 2^2/5
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de elevar o volume à potência correta ou inverter a razão

Resposta: T_f/T_i = 2^{2/5} — alternativa E

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