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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce231887
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
UFAC
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Vestibular
No texto Sobre estar doente, Virginia Woolf discorre sobre a relação entre doença e literatura com o objetivo de argumentar que
  1. Aas doenças, diferentemente da mente, são sub-representadas na literatura, ainda que, na vida real, sejam comuns e transformadoras.
  2. Balguns gêneros textuais são mais adequados para a abordagem de determinadas doenças.
  3. Ca dicotomia entre corpo e mente é um tema frequentemente abordado na literatura.
  4. Das doenças são experiências humanas mais profundas que o amor, o ciúme e a batalha.
  5. Eos textos literários, com poucas exceções, são incapazes de captar o efeito das doenças sobre o corpo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — as doenças, diferentemente da mente, são sub-representadas na literatura, ainda que, na vida real, sejam comuns e transformadoras.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sobre estar doente — Virginia Woolf: sub-representação das doenças na literatura

Gabarito: letra A. Virginia Woolf argumenta que, apesar de as doenças serem experiências comuns e profundamente transformadoras, elas são sistematicamente ignoradas pela literatura, que dá preferência aos temas da mente. A passagem inicial do texto já expõe essa tese:

“parece realmente estranho que a doença não tenha encontrado o seu lugar, junto com o amor, o ciúme e a batalha, entre os principais temas da literatura.”

E, ao final, ela reforça que “de todo esse drama cotidiano do corpo não há registro algum” — ou seja, a sub-representação das doenças é central na crítica da autora.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa capta exatamente a tese do texto: as doenças são comuns e transformadoras (a autora lista gripe, febre tifoide, pneumonia, dor de dente) e, no entanto, a literatura as trata como “nulo, negligenciável e inexistente”. A comparação com a mente está explícita no trecho: “a literatura faz tudo o que pode para sustentar que sua preocupação é com a mente, que o corpo é uma placa de vidro liso [...] e que o corpo [...] é nulo”. Portanto, a alternativa é uma paráfrase fiel.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto menciona gêneros (romances, poemas épicos, odes) apenas como uma hipótese irônica (“Alguns romances, ocorreria a alguém pensar, seriam dedicados à gripe...”). Esse não é o argumento central; a autora não defende que tais gêneros são mais adequados — ela apenas usa a sugestão para evidenciar o contraste entre a relevância da doença e sua ausência na literatura. A banca extrapola ao transformar uma ironia em tese principal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto afirma justamente o oposto: a literatura “faz tudo o que pode” para ignorar o corpo e focalizar a mente. A dicotomia é apresentada como um problema, não como um tema frequente. A autora critica a literatura por negligenciar o corpo — logo, a alternativa contradiz o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto equipara a doença ao amor, ao ciúme e à batalha em termos de importância (“comum”, “enorme alteração espiritual”), mas não diz que ela é mais profunda. Dizer “mais profundas” é um acréscimo sem apoio no texto — extrapolação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A autora critica a literatura por não abordar as doenças, mas não afirma que os textos literários são incapazes de captar esse efeito. A palavra “incapazes” impõe uma limitação absoluta que o texto não sustenta. A própria autora reconhece “poucas exceções”, o que mostra que, para ela, a capacidade existe, mas não é aproveitada. A alternativa generaliza indevidamente o que é dito como desinteresse.

Gabarito: letra A

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