Estado Novo (1937-1945)
Gabarito: letra D. A censura à imprensa e a repressão política foram marcas centrais da ditadura do Estado Novo, conforme o próprio contexto histórico: o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) coordenava a propaganda e a censura, enquanto a Lei de Segurança Nacional reprimia o comunismo. As demais alternativas apresentam distorções históricas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que os integralistas participaram ativamente e com apoio integral de Vargas. Na realidade, embora muitos integralistas tenham inicialmente apoiado o golpe, no Levante Integralista de 1938 atacaram o Palácio Guanabara e foram duramente reprimidos. Vargas rompeu com eles, e o movimento foi tratado como tentativa de golpe apoiada pela Alemanha. Portanto, não houve “participação ativa” nem “apoio integral” durante todo o período.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O Plano Cohen não visava controlar a inflação; foi um documento forjado (supostamente integralista) que denunciava um plano comunista de tomada do poder. Serviu de pretexto para o golpe de 1937, levando o Congresso a declarar estado de guerra. Não há qualquer relação com estabilidade econômica — a inflação não era o foco.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O Estado Novo foi marcado por forte centralização político-administrativa, não descentralização. Vargas extinguiu os partidos, fechou o Congresso, nomeou interventores nos estados e queimou as bandeiras estaduais como símbolo do fim do regionalismo. Os poderes locais foram enfraquecidos, não fortalecidos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa espelha com precisão as características do regime: censura à imprensa coordenada pelo DIP e repressão política, especialmente ao comunismo, amparada pela Lei de Segurança Nacional. O próprio texto do Estado Novo, no preâmbulo da Constituição de 1937, justifica o regime como resposta à “infiltração comunista” e à “desordem”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O regime implantado foi uma ditadura presidencialista, não parlamentarista. Vargas tornou-se presidente com poderes absolutos, e o Congresso foi dissolvido. Ele detinha o controle do Executivo, não a Presidência da Câmara dos Deputados (que nem sequer funcionava). O parlamentarismo só seria adotado no Brasil em 1961, no governo de João Goulart.
Gabarito: letra D.