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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2026

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
ce232004
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
VALEC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista - Especialidade: Biólogo
Com base nos conceitos de ecotoxicologia, julgue o item a seguir.Os ensaios de toxicidade crônica diferenciam-se dos de toxicidade aguda por avaliarem efeitos que não levam necessariamente à morte dos organismos, mas que interferem em sua reprodução, seu crescimento ou seu desenvolvimento a longo prazo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Toxicidade crônica versus aguda em ecotoxicologia

Gabarito: Certo (C). A afirmativa está correta: os ensaios de toxicidade crônica avaliam efeitos subletais que se manifestam a longo prazo, como alterações na reprodução, crescimento e desenvolvimento, enquanto os ensaios agudos medem efeitos imediatos, tipicamente a mortalidade. Essa distinção é um conceito fundamental da ecotoxicologia, disciplina que estuda os efeitos adversos de agentes químicos e físicos sobre os organismos vivos e os ecossistemas.

A ecotoxicologia, como ramo da ecologia, preocupa-se com o impacto de poluentes e toxinas sobre as populações e comunidades. Os ensaios de toxicidade são ferramentas essenciais para avaliar esse impacto, e a diferença entre agudo e crônico reside na duração da exposição e na natureza do efeito observado.

  • Toxicidade aguda: exposição de curta duração (geralmente 24 a 96 horas) a uma concentração relativamente alta da substância. O efeito medido é a mortalidade (ou imobilidade, em alguns organismos), expressa pela CL50 (concentração letal para 50% dos organismos) ou CE50 (concentração efetiva para 50%). É um teste rápido e de menor custo, usado para triagem inicial.

  • Toxicidade crônica: exposição de longa duração (semanas, meses ou até gerações) a concentrações mais baixas. Os efeitos avaliados são subletais, como redução da taxa de crescimento, alterações na reprodução (número de ovos, fertilidade), malformações no desenvolvimento, alterações comportamentais e bioquímicas. Esses efeitos podem não matar o organismo imediatamente, mas comprometem sua aptidão e, em nível populacional, podem levar ao declínio da espécie.

A afirmativa da questão captura exatamente essa essência: os ensaios crônicos avaliam efeitos que "não levam necessariamente à morte", mas que "interferem em sua reprodução, seu crescimento ou seu desenvolvimento a longo prazo". Isso está em perfeita consonância com a definição clássica de toxicidade crônica.

Critério

Toxicidade Aguda

Toxicidade Crônica

Duração da exposição

Curta (geralmente 24–96 horas)

Longa (semanas, meses ou gerações)

Concentração da substância

Relativamente alta

Mais baixa

Efeito avaliado

Mortalidade (CL50/CE50)

Subletal: reprodução, crescimento, desenvolvimento

Indicador típico

CL50 ou CE50

Alterações em reprodução, crescimento, desenvolvimento

Toxicidade
  • 1Aguda
    • Curta duração (24-96h)
    • Alta concentração
    • Efeito: mortalidade (CL50/CE50)
  • 2Crônica
    • Longa duração (semanas/meses)
    • Baixa concentração
    • Efeitos subletais
      • Reprodução
      • Crescimento
      • Desenvolvimento
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PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar na prova, lembre-se do par: agudo = morte (curto prazo) e crônico = subletal (longo prazo). Se a alternativa mencionar CL50/CE50 ou período de 24-96h, é agudo; se mencionar reprodução, crescimento, desenvolvimento ou exposição prolongada, é crônico.

CERTO.

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