Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce232010
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- VALEC
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista - Especialidade: Biólogo
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A obrigatoriedade de marcar animais resgatados da fauna silvestre com anilhas, microchips ou brincos não se restringe às espécies ameaçadas de extinção — ela se aplica de forma geral aos animais resgatados, como medida de identificação e rastreabilidade no âmbito do licenciamento ambiental e das diretrizes técnicas de resgate de fauna. A afirmação do item, ao limitar a obrigação apenas às espécies ameaçadas, contraria o entendimento técnico e normativo que orienta o manejo de fauna silvestre.
A marcação individual dos animais é um procedimento padrão em ações de resgate, afugentamento e salvamento de fauna, independentemente do status de conservação da espécie. Ela permite o monitoramento pós-soltura, a rastreabilidade dos indivíduos e a avaliação do sucesso das medidas de manejo. Espécies ameaçadas recebem atenção especial, mas isso não significa que as demais estejam dispensadas da identificação — a marcação é regra geral, e não exceção restrita a um grupo específico.
A banca explora aqui uma confusão comum: o candidato pode associar a marcação a um cuidado exclusivo com espécies ameaçadas, quando na verdade a identificação individual é um requisito técnico aplicável a todo animal resgatado. A palavra "apenas" é o termo que torna a assertiva incorreta, pois exclui indevidamente a grande maioria das espécies que também devem ser marcadas.
A afirmação está incorreta porque a marcação de animais resgatados é obrigatória para todos os indivíduos da fauna silvestre manejados em operações de resgate, e não somente para espécies ameaçadas de extinção. As diretrizes técnicas de resgate de fauna estabelecem a identificação individual como procedimento padrão, visando ao monitoramento e à rastreabilidade de qualquer animal capturado, independentemente de seu grau de ameaça. Espécies ameaçadas podem receber protocolos ainda mais rigorosos, mas isso não exclui as demais da obrigação de marcação.
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a marcação é um privilégio ou cuidado exclusivo das espécies ameaçadas. Na prática, a identificação individual é um requisito técnico universal no manejo de fauna resgatada — a ameaça de extinção apenas intensifica o cuidado, não cria a obrigação. Fique atento a termos como "apenas", "somente" e "exclusivamente": eles costumam sinalizar uma generalização indevida.
Ao julgar itens sobre manejo de fauna, lembre-se: a lógica da conservação é proteger todas as espécies, não só as ameaçadas. A marcação individual serve para monitorar qualquer animal solto, permitindo avaliar se ele sobreviveu e se adaptou. Se a alternativa restringir uma medida de proteção a um grupo específico sem base legal explícita, desconfie — a regra geral é a aplicação ampla.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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