Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce232381
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TCE-RN
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Esta questão depende do texto CG1A1, não disponível aqui. A análise baseia-se no fragmento fornecido e no método de interpretação textual.
O item afirma que o emprego das formas verbais na 1ª pessoa do singular ("conheço", "tenho", "identifico") constitui estratégia narrativa para relatar experiências subjetivas vivenciadas especificamente pelo autor. Isso está errado.
No fragmento "enquanto só conheço uma relação num único caso particular, tenho dela somente um conhecimento individual, portanto apenas intuitivo. Porém, logo que identifico a mesma relação em pelo menos dois casos distintos, tenho um conceito de toda a sua espécie", o sujeito "eu" não representa uma pessoa real contando suas vivências pessoais. Trata-se de um "eu" genérico ou universal, recurso comum em textos filosóficos, científicos e argumentativos. O autor não está narrando sua própria experiência, mas exemplificando um raciocínio que qualquer leitor poderia aplicar. É como dizer "quando alguém conhece...".
Assim, a função da 1ª pessoa aqui é didática e ilustrativa, e não narrativo-autobiográfica. A banca tenta confundir o candidato, fazendo-o associar primeira pessoa automaticamente a relato pessoal.
No contexto, as ações "conheço", "tenho", "identifico" são apresentadas como etapas de um processo lógico de formação de conceitos. A passagem pertence a um parágrafo dissertativo-argumentativo, não a uma narrativa. O advérbio "enquanto" e a conjunção "porém" indicam comparação e oposição de ideias, típicos da argumentação.
Ao analisar o uso da 1ª pessoa, verifique se o texto é predominantemente narrativo (autobiografia, relato) ou dissertativo (ensaio, artigo de opinião). Em textos dissertativos, o "eu" costuma ser genérico ou apenas um recurso de aproximação com o leitor.
O item é ERRADO porque atribui à 1ª pessoa do singular uma função narrativa subjetiva que não se sustenta no fragmento — e, muito provavelmente, no texto completo —, já que o trecho revela um uso universal/argumentativo.
Gabarito: Errado (alternativa E).
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