Questão de Artes — Linguagens, Códigos e suas Tecnologias — CESPE / CEBRASPE 2019
- Código
- ce372813
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- UNCISAL
- Ano
- 2019
- Cargo
- Vest ( )

J. Borges (1935). O Forró dos Bichos, xilogravura.
Ao se restringir à representação do fantástico, a xilogravura (nas gráficas do interior do Nordeste) sensibilizou a elite cultural, passando a ser tema de reportagens em revistas e em jornais e a ter projeção no mercado urbano. Retratando a fantasia sertaneja, a gravura popular ganhou personalidade própria, agigantou-se e desvinculou-se do folheto (literatura de cordel). Tornou-se o mais importante meio de expressão plástica da cultura rural nordestina.
FRANKLIN, J. A rica expressão da fantasia sertaneja. FERREIRA, C. (Org.). J. Borges por J. Borges: gravura e cordel no Brasil.
Brasília: Ed. da UnB, 2006, p. 104-5 (adaptado).
À luz da gravura do pernambucano José Francisco Borges e do trecho do texto de Jeová Franklin, concernente às transformações sofridas pela gravura realizada com matriz de madeira no Nordeste brasileiro, entre as décadas de 60 e 70 do século passado, compreende-se que o processo de autonomização da xilogravura nordestina como obra de arte promoveu
- Ao valor artístico dessa “expressão plástica”, desvinculando-o da cultura popular.
- Bo valor artístico dessa “expressão plástica”, restringindo-o à “elite cultural”.
- Co reconhecimento do valor artístico dessa “expressão plástica” por diferentes grupos sociais.
- Da modificação do valor artístico dessa “expressão plástica” pela “projeção no mercado urbano”.
- Eo reconhecimento do valor artístico dessa “expressão plástica” restrito ao seu grupo social de origem.