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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — CESPE / CEBRASPE 2022

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
ce386463
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Rede SARAH
Ano
2022
Cargo
Tec ( )

A existência de médicas e o que esse fato significaria no contexto dos séculos V e IV a.C. na Grécia são temas extremamente controvertidos. A história da primeira obstetra, Hagnodice, citada pelo autor romano Higino em 150 d.C., é um mito etiológico óbvio. De acordo com Higino, não havia obstetras em Atenas, porque as mulheres e as escravas não podiam aprender a arte da medicina, até que Hagnodice, “uma aluna de Herófilo”, disfarçou-se de homem. Quando, mais tarde, foi julgada por seu crime, foi salva pelos protestos das mães atenienses a quem havia prestado ajuda. Os maridos apiedaram-se de sua sorte e a lei mudou. As dificuldades cronológicas, legais e sociais no relato de Higino impedem que seja considerado um fato histórico. Além disso, era irrelevante o fato de Hagnodice ter estudado com um professor famoso, em uma sociedade na qual ajudar nos partos não era uma ocupação de tempo integral e essas habilidades poderiam ser adquiridas pela presença, observação e experiência sem necessidade de estudos específicos. A diferenciação entre uma parteira e um “médico” era uma questão pessoal, porque não havia leis que definiam as duas profissões.

Vivian Nutton. A medicina antiga. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2017, p. 164 (com adaptações

Leia o texto CG1A1.   Segundo o texto CG1A1, a existência de médicas e o que esse fato significaria no contexto da Grécia antiga são temas controvertidos, entre outras razões, porque
  1. Aas profissões não eram regulamentadas.
  2. Bas mulheres eram proibidas de estudar medicina.
  3. CHagnodice é uma figura mitológica.
  4. Dos saberes das parteiras não eram valorizados
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — as profissões não eram regulamentadas.

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