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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
ce387308
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEBRAE
Ano
2026
Cargo
Ana Tec I ( )

Onde não houver alimento, não haverá paz. Essa afirmação, simples e poderosa, carrega uma sabedoria ancestral: a agricultura sustenta vidas, estrutura territórios, garante estabilidade política, social e econômica e molda o destino das nações. Quando a produção agrícola prospera, comunidades florescem, mercados se fortalecem e sociedades avançam. Quando falha, a fome se instala, conflitos emergem e as estruturas sociais se fragilizam.

 

Em um mundo marcado por transformações aceleradas — crises climáticas, pressões energéticas e desigualdades persistentes —, a agricultura permanece no centro do debate global não apenas por alimentar bilhões de pessoas, mas por conectar, de forma indissociável, o que produzimos e consumimos, a energia que utilizamos e as condições climáticas que moldam nosso cotidiano.

 

Garantir segurança alimentar para uma população que ultrapassará 9,7 bilhões de pessoas até 2050 exige produzir mais e melhor, de forma sustentável, resiliente e inclusiva. Acelerar a transição energética tornou-se imperativo diante da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões. Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais. Reduzir desigualdades sociais implica democratizar o acesso a oportunidades, tecnologias e mercados — sobretudo no meio rural, onde milhões de agricultores familiares e comunidades tradicionais ainda enfrentam vulnerabilidades estruturais.


Esses desafios não podem ser tratados isoladamente. Segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social são agendas interdependentes: nenhuma avança sem as demais. Sistemas alimentares resilientes são essenciais para mitigar emissões; energia limpa é indispensável para sustentar a produção agrícola; inclusão social é condição para o progresso das pessoas e ampliação da adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Quando articuladas, essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos e fortalecem a resiliência global.


Nesse contexto de interdependências, os trópicos ocupam posição estratégica. O cinturão tropical, que abrange as Américas, a África e a Ásia, concentra cerca de 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, distribuídas em regiões de cerrados, savanas e florestas tropicais, uma heterogeneidade que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta.

 

A riqueza natural confere aos países tropicais um potencial produtivo extraordinário, capaz de alimentar populações locais e contribuir decisivamente para a segurança alimentar global. Ao mesmo tempo, essas mesmas regiões enfrentam elevada vulnerabilidade climática. Secas prolongadas, chuvas irregulares, ondas de calor, enchentes e a intensificação de pragas e doenças ameaçam safras, reduzem produtividade e ampliam a insegurança alimentar em escala regional. Transformar essa combinação de riqueza e vulnerabilidade em prosperidade duradoura exige ciência aplicada, cooperação internacional e políticas públicas consistentes. Exige, sobretudo, reconhecer que a agricultura tropical não é parte do problema, mas parte essencial da solução. Práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o uso de bioinsumos, a produção de bioenergia e o reaproveitamento de coprodutos e resíduos em processos de circularidade comprovam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e mitigação de emissões.


Internet: <agro.fgv.br> (com adaptações).

Texto CG1A1

 

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do último período do quarto parágrafo do texto CG1A1: “essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos”. Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção gramatical e os sentidos do texto.

  1. Aessas agendas mudam avanços setoriais em ganhos sistêmicos
  2. Bessas agendas convertem avanços setoriais a ganhos sistêmicos
  3. Cessas agendas otimizam avanços setoriais para ganhos sistêmicos
  4. Dessas agendas transformam avanços setoriais em ganhos sistêmicos
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — essas agendas transformam avanços setoriais em ganhos sistêmicos

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: "convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos"

Gabarito: letra D. A única reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original é "essas agendas transformam avanços setoriais em ganhos sistêmicos", pois o verbo "transformar" é sinônimo de "converter" e rege a mesma preposição "em" (transformar X em Y). As demais opções ou trocam o verbo por outro de sentido incompatível (A e C) ou alteram a regência, quebrando a correção gramatical (B).

O Comando

A questão pede uma reescrita — ou seja, uma nova redação do trecho que preserve dois requisitos simultaneamente: (1) a correção gramatical (regência, concordância, paralelismo) e (2) os sentidos originais (o significado que o autor quis transmitir). Não basta a frase "soar bem" ou ser parecida: é preciso que a troca de palavras não mude o que o texto afirma nem viole a norma culta. O verbo "converter" é transitivo direto e indireto, com a estrutura converter algo EM algo — a preposição "em" é obrigatória. Qualquer reescrita que mantenha essa estrutura e use um verbo de sentido equivalente estará correta.

O Texto e a Técnica

No trecho original, "essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos", o autor afirma que as agendas (segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social), quando articuladas, transformam os avanços de cada setor em ganhos para o sistema como um todo. A ideia central é de mudança de estado: algo (avanços setoriais) passa a ser outra coisa (ganhos sistêmicos). O verbo "transformar" carrega exatamente esse sentido de mudança e exige a mesma preposição "em". Já "mudar" (A) pede a preposição "para" ou "por" (mudar X para Y), e "otimizar" (C) significa "tornar ótimo", não "transformar em outra coisa". A opção B mantém o verbo, mas troca a preposição "em" por "a", o que é um erro de regência — "converter a" não existe nesse sentido.

Converter X em Y
  • 1Verbo sinônimo
    • Transformar (mesma regência "em")
    • Mudar (rege "para")
    • Otimizar (sentido diverso)
  • 2Regência
    • "em" (transformação)
    • "a" (quebra a regência)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"essas agendas mudam avanços setoriais em ganhos sistêmicos"

Erro: troca de vocábulo com quebra de regência e de sentido. O verbo "mudar" não é sinônimo de "converter" nesse contexto. "Mudar" significa "alterar, modificar" e rege a preposição "para" (mudar X para Y), não "em". A frase "mudam avanços setoriais em ganhos" é gramaticalmente estranha e semanticamente imprecisa: o texto não diz que os avanços são meramente "alterados", mas que são transformados em ganhos. A banca troca o verbo por um falso sinônimo, mantendo a preposição "em" para tentar enganar — mas a regência de "mudar" não aceita "em" nesse sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"essas agendas convertem avanços setoriais a ganhos sistêmicos"

Erro: troca de preposição, quebrando a regência. O verbo "converter" exige a preposição "em" quando indica transformação (converter X em Y). A preposição "a" é usada em outros contextos (converter-se a uma religião, converter a uma moeda), mas não para expressar a ideia de transformação de uma coisa em outra. A frase "convertem avanços setoriais a ganhos" é gramaticalmente incorreta e soa artificial. A banca mantém o verbo original, mas altera a preposição — uma armadilha clássica de regência.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"essas agendas otimizam avanços setoriais para ganhos sistêmicos"

Erro: troca de verbo com mudança de sentido. "Otimizar" significa "tornar ótimo, melhorar ao máximo", o que não equivale a "converter" ou "transformar". O texto não diz que os avanços são "melhorados" para virar ganhos; diz que eles se tornam ganhos. Além disso, a preposição "para" indica finalidade (otimizar X para Y), enquanto o original indica transformação (converter X em Y). A opção C muda o sentido e a estrutura lógica da frase.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"essas agendas transformam avanços setoriais em ganhos sistêmicos"

Correta: sinônimo perfeito com mesma regência. O verbo "transformar" é sinônimo de "converter" no sentido de "fazer passar de um estado a outro" e rege a mesma preposição "em" (transformar X em Y). A frase mantém exatamente a estrutura sintática do original: sujeito (essas agendas) + verbo (transformam) + objeto direto (avanços setoriais) + adjunto (em ganhos sistêmicos). Não há mudança de sentido nem erro gramatical. É a única opção que atende aos dois requisitos do enunciado.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, teste cada opção perguntando: (1) o verbo é sinônimo do original? (2) a regência (preposição) foi mantida? (3) o sentido de transformação foi preservado? Se qualquer resposta for "não", a opção está errada.

Gabarito: letra D — a única que mantém a correção gramatical e os sentidos do texto, pois "transformar" é sinônimo de "converter" e rege a mesma preposição "em".

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