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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
ce387372
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IPAAM
Ano
2026
Cargo
Ana Amb (Ipaam)

O estudo das mudanças climáticas é essencial para a compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas sobre o sistema climático global, que provocam alterações significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente, do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Tais emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas agrícolas ambientalmente insustentáveis.

 

A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima — destaca a necessidade de incorporação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos. Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza (ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento sustentável.

 

As mudanças climáticas são impulsionadas por uma combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.

 

Gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxidos de nitrogênio (NOx) são fundamentais para o crescimento do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados à agricultura ⸺ um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global.

 

O desmatamento, especialmente em florestas tropicais, contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de absorção de CO2 pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o problema.

 

A expansão urbana desordenada, frequentemente conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres, potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses impactos recaem de forma desproporcional sobre populações socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos contribuem para as emissões. A escassez de recursos para adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades sociais e econômicas, gerando consequências severas para a saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.

 

A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A produção científica e a disseminação do conhecimento técnico sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.

 

Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a tomada de decisões embasadas em critérios científicos e socioambientais. A ampliação da consciência quanto à conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.

 

Em síntese, trata-se de um desafio de elevada complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de desenvolvimento sustentável.

 

Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).

Texto CG1A1

 

A correção gramatical e os sentidos do texto CG1A1 seriam preservados caso a expressão “resulta em”, no trecho “um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global” (último período do quarto parágrafo), fosse substituída por

  1. Apromove-se a.
  2. Bmuda para.
  3. Cconverte ao.
  4. Dredunda em.
  5. Eacarreta em.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — redunda em.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de "resulta em" por "redunda em" — equivalência semântica e regência

Gabarito: letra D. A expressão "resulta em" pode ser substituída por "redunda em" sem prejuízo da correção gramatical nem dos sentidos do texto, pois ambas indicam consequência e exigem a mesma regência (verbo transitivo indireto com a preposição "em"). No trecho "um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global", o crescimento das concentrações de GEE produz desequilíbrio — e "redundar em" carrega exatamente esse valor de "ter como consequência", como se lê no quarto parágrafo.

O comando pede uma reescritura sem alteração de sentido: a banca quer um verbo que, no contexto, mantenha a relação de causa e consequência estabelecida por "resulta em" e que preserve a regência (preposição "em" regida pelo verbo). Não se trata de interpretar o texto, mas de testar equivalência semântica e sintática — o que exige atenção dupla: o sentido do verbo e a preposição que ele rege.

No texto, o trecho original é:

"as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas... um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global"

Aqui, "resulta em" expressa que o crescimento causa desequilíbrio. O verbo "redundar" é sinônimo perfeito nesse contexto: "redundar em" = "ter como resultado", "desembocar em", "acarretar". Além disso, "redundar" rege a preposição "em", exatamente como "resultar".

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido e de regência. "Promove-se a" introduz uma construção passiva sintética ("promove-se a desequilíbrio"?) e muda o sujeito: o crescimento deixaria de ser o agente que causa, passando a ser algo que se promove. Além disso, "promover" é transitivo direto (promover algo), não rege "a". A frase ficaria agramatical e com sentido alterado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido. "Muda para" indica transformação ou alteração de estado, não consequência. O crescimento não "muda para" desequilíbrio; ele gera desequilíbrio. A relação de causa e efeito se perde.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido e regência inadequada. "Converte ao" exigiria a preposição "em" (converter-se em), e mesmo assim o sentido seria de transformação, não de consequência. O crescimento não se converte em desequilíbrio; ele o produz. Além disso, "converter" pede objeto direto ou "converter-se em", não "converter ao".

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta porque preserva sentido e regência. "Redundar em" é sinônimo de "resultar em" no sentido de ter como consequência. A regência é idêntica: verbo transitivo indireto com a preposição "em". A frase "um crescimento que redunda em desequilíbrio" mantém exatamente a relação de causa e efeito do original.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: regência inadequada. "Acarretar" é verbo transitivo direto: acarreta algo, sem preposição. "Acarretar em" é construção agramatical na norma culta. O sentido até seria próximo (acarretar = causar), mas a regência invalida a substituição.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre verbos que indicam consequência e aqueles que exigem preposição diferente. "Acarretar" parece sinônimo, mas pede objeto direto; "converter" pede "em", mas muda o sentido para transformação.

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir uma expressão, teste dois critérios: (1) o sentido é o mesmo? (2) a regência é preservada? Se qualquer um falhar, a alternativa está errada.

Gabarito: letra D — a única que mantém sentido e regência.

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