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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
ce387442
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE RN
Ano
2026
Cargo
Med ( )

A consolidação de um Estado comprometido com a boa governança, a eficiência e a integridade exige o reconhecimento de que a incorporação de tecnologias digitais avançadas, entre elas, a inteligência artificial (IA), deixou de representar mera inovação administrativa para se firmar como exigência estrutural da administração pública contemporânea.


Assim como os direitos fundamentais sociais dependem de políticas públicas adequadamente formuladas, os instrumentos de fiscalização demandam novas capacidades analíticas capazes de lidar com a complexidade crescente da gestão estatal. A IA, nesse sentido, emerge como ferramenta auxiliar indispensável para ampliar a capacidade do Estado de identificar riscos, interpretar dados massivos e orientar decisões estratégicas.


No âmbito do controle externo, os tribunais de contas assumem protagonismo natural nesse processo de transformação. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), guardião da legalidade e da racionalidade das políticas públicas, encontra-se diante do desafio de produzir uma atuação que seja, simultaneamente, tecnicamente sofisticada e constitucionalmente orientada. Isso implica compreender que a adoção de IA não se limita à implementação de ferramentas, mas exige a formação de servidores capazes de interagir criticamente com esses sistemas, avaliando seus limites, seus vieses e seus impactos. Trata-se, em última análise, de reconhecer que o exercício contemporâneo da fiscalização depende de agentes públicos dotados de letramento digital específico, condição indispensável para assegurar uma atuação estatal responsável e alinhada aos valores constitucionais.


Leonardo Medeiros Junior. O TCE do futuro: IA que ajuda, humanos que decidem. In: Revista do TCE, Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, v. 27, n.º 1, dez./2025, p. 26 (com adaptações).

Texto CG6A1

 

Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos e discursivos do texto CG6A1, julgue o item a seguir.

 

No trecho "O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), guardião da legalidade e da racionalidade das políticas públicas, encontra-se diante do desafio" (terceiro parágrafo), o segmento isolado entre vírgulas é formado majoritariamente por adjetivos e exerce a função de vocativo, pois constitui uma interpelação.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática do segmento isolado por vírgulas

Gabarito: letra E (Errado). O segmento "guardião da legalidade e da racionalidade das políticas públicas" não é vocativo, mas sim aposto explicativo do termo anterior "O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN)". A função de um vocativo é interpelar (chamar) o interlocutor, o que não ocorre aqui; o segmento apenas explica ou especifica o sujeito, característica típica do aposto. A passagem que comprova isso está no terceiro parágrafo do texto.

"O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), guardião da legalidade e da racionalidade das políticas públicas, encontra-se diante do desafio"

O trecho entre vírgulas retoma e desenvolve o sentido do sujeito, atribuindo-lhe uma característica. Isso é a definição clássica de aposto explicativo: um termo que se junta a outro de valor substantivo para explicá-lo ou especificá-lo, vindo isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. O vocativo, por sua vez, é um chamamento ao ouvinte/leitor, como em "Felipe, seja mais gentil" — não há interpelação alguma no trecho analisado.

O comando da questão

A banca pede um julgamento certo/errado sobre a análise sintática do segmento. A afirmativa contém duas teses: (1) o segmento é formado majoritariamente por adjetivos; (2) exerce função de vocativo, pois constitui interpelação. Para marcar Errado, basta que uma delas seja falsa — e a segunda é claramente falsa. O comando exige conhecimento técnico de termos acessórios da oração, não apenas leitura interpretativa.

A técnica que decide

A distinção entre aposto e vocativo é puramente sintática e semântica:

  • Aposto: termo que se junta a outro de valor substantivo para explicá-lo, especificá-lo ou resumi-lo. Vem isolado por vírgulas, travessões ou dois-pontos. Ex.: "Ares, o deus da guerra, inspirava os troianos".

  • Vocativo: termo que chama o interlocutor, interpelando-o diretamente. Não faz parte da estrutura sintática da oração (não é sujeito, objeto etc.). Ex.: "Felipe, seja mais gentil".

No trecho, "guardião da legalidade..." explica o que é o TCE/RN — é um aposto explicativo. Não há nenhum chamamento, nenhuma interpelação. A vírgula que o isola é a mesma que isola qualquer aposto, não uma marca de vocativo.

Termos acessórios da oração
  • 1Aposto
    • Explica/especifica o termo anterior
    • Isolado por vírgulas, travessões ou dois-pontos
    • Ex.: "Ares, o deus da guerra, inspirava os troianos"
  • 2Vocativo
    • Interpela/chama o interlocutor
    • Não integra a estrutura sintática
    • Ex.: "Felipe, seja mais gentil"
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Análise da afirmativa

A afirmativa diz que o segmento é "formado majoritariamente por adjetivos". Isso é parcialmente verdadeiro: o núcleo é o substantivo "guardião", e os termos "da legalidade" e "da racionalidade" são locuções adjetivas (adjuntos adnominais). Mas a função sintática é de aposto, não de vocativo. A banca mistura uma observação morfológica correta com uma classificação sintática errada para induzir ao erro.

Conclusão

A afirmativa está errada porque classifica como vocativo um termo que, na verdade, é aposto explicativo. O vocativo exige interpelação, e o trecho apenas explica o sujeito. Portanto, gabarito: letra E (Errado).

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar aposto de vocativo, pergunte: o termo chama alguém? Se sim, é vocativo. Se ele explica ou especifica o termo anterior, é aposto. A vírgula é usada nos dois casos, mas a função é diferente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre aposto e vocativo, usando a presença das vírgulas como isca. Lembre-se: vírgula isola tanto aposto quanto vocativo; o que os distingue é a relação com o restante da oração.

Gabarito: letra E

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