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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
ce387511
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEMA AM
Ano
2026
Cargo
TNS ( )

A 30.ª Conferência do Clima da ONU (COP 30), realizada em Belém – PA, em novembro de 2025, teve como eixo central a implementação dos objetivos do Acordo de Paris. Sob a presidência brasileira, 195 países aprovaram por consenso o 'Pacote de Belém' — 29 decisões que renovaram compromissos em temas como transição justa, financiamento da adaptação, gênero e tecnologia.

 

O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, ressaltou, em seu discurso de encerramento, que o momento em Belém “não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”. Em meio a um clima político tenso — com intensos debates sobre o futuro dos combustíveis fósseis e pressões de nações produtoras — ficou evidente que o foco brasileiro foi integrar agendas ambientais, sociais e econômicas. Desde o início, representantes brasileiros destacaram que “a proteção de florestas, oceanos e territórios indígenas não é apenas conservação — é estratégia climática global”, que une justiça social, inclusão de comunidades tradicionais e combate às mudanças climáticas em uma mesma agenda.

 

Essa ênfase se refletiu em anúncios concretos: no Dia dos Povos Indígenas, o governo do Brasil demarcou dez novas terras indígenas, ampliando áreas protegidas e fortalecendo a mitigação de emissões.

 

Por outro lado, o impasse negociador levou o presidente da COP a assumir compromissos paralelos, como a promessa de elaborar, nos próximos 12 meses, “dois mapas do caminho”: um para frear e reverter o desmatamento e outro para afastar gradativamente os combustíveis fósseis. Esses temas, embora apoiados por muitos países, não foram incorporados ao texto final por falta de unanimidade. Em suma, a COP 30 selou avanços significativos em implementação — da cooperação internacional à justiça climática — ao mesmo tempo em que assumiu a tarefa de manter a pressão política sobre os pontos pendentes.

 

Internet: <www.gss.eco> (com adaptações).

Texto CB2A7

   

O segmento “por falta de unanimidade”, empregado no penúltimo período do texto CB2A7, classifica-se sintaticamente como

  1. Acomplemento nominal.
  2. Badjunto adverbial de causa.
  3. Cobjeto indireto.
  4. Dpredicativo do sujeito.
  5. Eadjunto adverbial de consequência.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — adjunto adverbial de causa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação sintática de “por falta de unanimidade”

Gabarito: letra B. O segmento “por falta de unanimidade” classifica-se como adjunto adverbial de causa, pois modifica o verbo “foram incorporados”, indicando o motivo pelo qual os temas não entraram no texto final. No texto: “Esses temas, embora apoiados por muitos países, não foram incorporados ao texto final por falta de unanimidade” — a locução responde à pergunta “por que não foram incorporados?”.

O comando

A questão pede a classificação sintática de um termo preposicionado. Isso é gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido global, mas de identificar a função que o termo exerce na oração. Para isso, é preciso localizar o trecho, ver a que palavra ele se liga (verbo ou nome) e que circunstância expressa.

O texto e o trecho

No penúltimo período, o autor explica que os compromissos paralelos (os “dois mapas do caminho”) não foram incorporados ao texto final e, em seguida, apresenta a razão: por falta de unanimidade. A locução “por falta de unanimidade” está ligada ao verbo “foram incorporados” (forma passiva de “incorporar”). Ela não completa o sentido de um nome, nem de um verbo transitivo; ela modifica o verbo, acrescentando uma circunstância de causa.

A técnica que decide

Para classificar um termo preposicionado, faça duas perguntas:

  1. A que palavra ele se liga? Se liga a verbo → pode ser adjunto adverbial ou objeto indireto. Se liga a nome (substantivo, adjetivo, advérbio) → pode ser adjunto adnominal ou complemento nominal.

  2. Ele é exigido pelo termo ou é acessório? Se é exigido (o verbo/nome pede preposição) → termo integrante (objeto indireto, complemento nominal). Se é facultativo, apenas acrescenta circunstância → termo acessório (adjunto adverbial).

No caso, “incorporar” é verbo transitivo direto (“incorporar algo a algo”): o que foi incorporado? “Esses temas”. O termo “por falta de unanimidade” não é exigido pelo verbo — pode ser retirado sem prejuízo gramatical, apenas perdendo a informação do motivo. Logo, é adjunto adverbial de causa.

PEGA ESSA DICA!

Teste a retirada do termo: se a oração continua gramaticalmente correta (apenas menos informativa), é termo acessório — adjunto adverbial ou adnominal. Se a retirada quebra a estrutura, é termo integrante.

Análise das alternativas

Termo preposicionado
  • 1Liga-se a verbo
    • Exigido → Objeto indireto
    • Facultativo → Adjunto adverbial
  • 2Liga-se a nome
    • Exigido → Complemento nominal
    • Facultativo → Adjunto adnominal
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio) e tem valor passivo. Aqui, “por falta de unanimidade” não completa “falta” (que é o núcleo da locução, mas não é o termo que ele modifica); ele modifica o verbo “foram incorporados”. Além disso, não há valor passivo: a “falta de unanimidade” é a causa, não o paciente de uma ação. A banca oferece essa opção para confundir quem vê apenas a preposição “por” e pensa em complemento.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Adjunto adverbial de causa é o termo que modifica o verbo, indicando o motivo, a razão do fato expresso. No trecho, “por falta de unanimidade” responde a “por que não foram incorporados?” — exatamente a circunstância de causa. A locução é facultativa (pode ser retirada sem quebrar a oração) e está ligada ao verbo, não a um nome. É a classificação correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, exigido pela regência. “Incorporar” é transitivo direto (incorpora-se algo), e “por falta de unanimidade” não é exigido pelo verbo — é uma informação adicional. Além disso, objeto indireto responde a “a quem?”, “de quê?”, não a “por quê?”. A presença da preposição “por” não torna o termo objeto indireto; o que define é a exigência verbal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Predicativo do sujeito atribui qualidade ou estado ao sujeito, sempre por meio de verbo de ligação (ser, estar, parecer...). No trecho, o verbo é “foram incorporados” (voz passiva de ação), não de ligação. “Por falta de unanimidade” não caracteriza o sujeito “esses temas”; indica o motivo da ação. Não há relação de predicativo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Adjunto adverbial de consequência expressa o efeito, o resultado de uma ação (ex.: “choveu tanto que a rua alagou”). No texto, “por falta de unanimidade” expressa a causa (o motivo que impediu a incorporação), não o efeito. A banca troca causa por consequência para testar se o candidato percebe a direção da relação: a falta de unanimidade causa a não incorporação, e não o contrário.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre termo preposicionado que modifica verbo (adjunto adverbial) e termo que completa nome (complemento nominal) ou verbo (objeto indireto). A chave é sempre perguntar: a que palavra o termo se liga e ele é exigido?

Conclusão: “por falta de unanimidade” é um termo acessório que modifica o verbo “foram incorporados”, indicando a causa do fato. Não é complemento de nome nem de verbo, e não expressa consequência. Portanto, adjunto adverbial de causaletra B.

Gabarito: letra B

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