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Questão de Português — Partícula "Se" — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsPartícula "Se"
Código
ce387554
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PM DF
Ano
2026
Cargo
Alun Of ( )

A inteligência artificial (IA) está transformando diferentes setores da sociedade, e a segurança desponta entre as áreas que mais têm se beneficiado da tecnologia. No Brasil, a tendência segue em expansão, refletindo um mercado em constante adaptação às novas demandas de empresas e consumidores. De acordo com pesquisa realizada pela IEEE Transmitter, 48% dos líderes de tecnologia entrevistados esperam que o principal uso da IA seja voltado à identificação de vulnerabilidades de segurança em tempo real e à prevenção de ataques cibernéticos.

 

Uma das inovações mais promissoras é o uso de reconhecimento facial em larga escala. Inicialmente desenvolvido para a segurança pública, o recurso agora é aplicado no mercado de varejo, com funções que vão além da prevenção de perdas. O reconhecimento facial auxilia a identificação de quadrilhas e o monitoramento de comportamentos suspeitos, mas também fornece dados sobre o perfil do público, como gênero e faixa etária.

 

“As informações ajudam lojistas a planejar promoções, a organizar a exposição de produtos de acordo com o fluxo de clientes e até mesmo a otimizar o trabalho da equipe em horários de maior movimento”, salienta Gustavo Maciel, gerente de varejo da empresa de equipamentos de vigilância Hikvision.

 

Outro dos principais cenários de aplicação da IA no Brasil são as cidades inteligentes. Em 2026, espera-se que iniciativas como monitoramento em tempo real, muralhas digitais e semáforos inteligentes se tornem cada vez mais comuns. O objetivo é melhorar a segurança pública e também otimizar a gestão urbana, oferecendo opções integradas que auxiliem a identificar infrações, responder rapidamente a emergências e monitorar fluxos de trânsito. O uso da IA em cidades inteligentes reforça a conexão entre tecnologia e qualidade de vida, criando espaços urbanos mais eficientes e resilientes.

 

As inovações impulsionadas pela IA estão remodelando o setor de segurança no Brasil, e abrangem desde soluções patrimoniais até a otimização do varejo. Tecnologias como o reconhecimento facial, as mídias digitais e os sistemas inteligentes demonstram o potencial da IA para criar ambientes mais seguros e eficientes. “Desse modo, o país avança na adoção de recursos que atendem às demandas do presente e se preparam para um futuro ainda mais conectado e protegido”, conclui Maciel.

 

Internet: <www.em.com.br> (com adaptações).

Texto CG1A1

   

No parágrafo do texto CG1A1, a partícula “se”, em sua primeira ocorrência no trecho “espera-se que iniciativas como monitoramento em tempo real, muralhas digitais e semáforos inteligentes se tornem cada vez mais comuns”, indica que

  1. Ao verbo da primeira oração desse trecho está empregado na voz passiva.
  2. Bo sujeito da primeira oração desse trecho se classifica gramaticalmente como indeterminado.
  3. Ca primeira oração desse trecho não tem sujeito gramatical.
  4. Do verbo da primeira oração desse trecho está empregado como reflexivo.
  5. Eo verbo da primeira oração desse trecho é pronominal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o verbo da primeira oração desse trecho está empregado na voz passiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A partícula “se” em “espera-se que iniciativas…” — voz passiva sintética

Gabarito: letra A. No trecho “espera-se que iniciativas como monitoramento em tempo real, muralhas digitais e semáforos inteligentes se tornem cada vez mais comuns”, a primeira ocorrência de “se” é partícula apassivadora, pois o verbo “esperar” é transitivo direto e a oração subordinada substantiva subjetiva (“que iniciativas… se tornem cada vez mais comuns”) exerce a função de sujeito paciente. A banca pede exatamente isso: reconhecer que o verbo da primeira oração está na voz passiva sintética.

“espera-se que iniciativas como monitoramento em tempo real, muralhas digitais e semáforos inteligentes se tornem cada vez mais comuns”

A passagem mostra a estrutura VTD + SE: “espera-se” equivale a “é esperado”. O sujeito não é indeterminado — ele existe e é a oração subordinada substantiva subjetiva. A alternativa A está correta porque descreve com precisão o fenômeno sintático: o “se” apassivador transforma o objeto direto da ativa em sujeito paciente da passiva.

O comando da questão

O enunciado pergunta o que a partícula “se” indica em sua primeira ocorrência. Isso é uma questão de análise sintática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido global, mas de classificar a função do “se” no trecho destacado. Para resolver, é preciso:

  1. Identificar a transitividade do verbo da primeira oração (“esperar” — quem espera, espera algo, logo é VTD).

  2. Verificar se há um termo que possa funcionar como sujeito paciente (a oração subordinada substantiva subjetiva).

  3. Concluir que o “se” é partícula apassivadora, marcando a voz passiva sintética.

A técnica que decide a questão

A distinção central é entre partícula apassivadora (PA) e índice de indeterminação do sujeito (IIS). A regra é objetiva:

  • PA: ocorre com VTD ou VTDI + “se”. O verbo concorda com o sujeito paciente. Ex.: “Vendem-se casas” (casas = sujeito paciente).

  • IIS: ocorre com VI, VL ou VTI + “se”. O verbo fica sempre no singular. Ex.: “Precisa-se de funcionários” (de funcionários = objeto indireto).

No trecho, “espera-se” é VTD + SE. A oração “que iniciativas… se tornem cada vez mais comuns” é o sujeito paciente — prova disso é que podemos reescrever na passiva analítica: “É esperado que iniciativas… se tornem cada vez mais comuns”. O “se” não indetermina o sujeito; ele apassiva o verbo.

PEGA ESSA DICA!

Para testar se o “se” é apassivador, tente converter a frase para a voz passiva analítica (ser + particípio). Se a conversão for possível, o “se” é partícula apassivadora. Ex.: “espera-se” → “é esperado”.

Análise das alternativas

"Se" apassivador (PA)
  • 1VTD ou VTDI + SE
  • 2Verbo concorda com sujeito paciente
  • 3Ex.: "Vendem-se casas"
  • 4Converte para passiva analítica
  • 5Índice de indeterminação (IIS)
    • VI, VL ou VTI + SE
    • Verbo fica no singular
    • Ex.: "Precisa-se de funcionários"
    • Não converte para passiva analítica
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que “o verbo da primeira oração desse trecho está empregado na voz passiva”. Isso é exatamente o que ocorre: “espera-se” é voz passiva sintética, formada por VTD + partícula apassivadora. A oração subordinada substantiva subjetiva funciona como sujeito paciente. A passagem do texto comprova:

“espera-se que iniciativas como monitoramento em tempo real, muralhas digitais e semáforos inteligentes se tornem cada vez mais comuns”

A reescritura na passiva analítica — “é esperado que iniciativas… se tornem cada vez mais comuns” — confirma a classificação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o sujeito da primeira oração é indeterminado. Isso é um erro clássico de confusão entre PA e IIS. O sujeito existe e é a oração subordinada substantiva subjetiva: “que iniciativas… se tornem cada vez mais comuns”. O “se” aqui é apassivador, não índice de indeterminação. Para ser IIS, o verbo precisaria ser VTI, VI ou VL — o que não é o caso de “esperar”, que é VTD.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a primeira oração não tem sujeito gramatical. Isso contradiz o texto: a oração tem sujeito, e ele é oracional (a subordinada substantiva subjetiva). O verbo “esperar” não é impessoal (como “haver” no sentido de existir). A oração “que iniciativas… se tornem cada vez mais comuns” é o sujeito paciente da passiva sintética.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o verbo está empregado como reflexivo. No reflexivo, o sujeito pratica e sofre a ação, e o “se” exerce função de objeto direto ou indireto (ex.: “Ele se feriu”). Em “espera-se”, o sujeito não pratica a ação de esperar sobre si mesmo — o “se” não é pronome reflexivo, é partícula apassivadora. A confusão aqui é entre as diferentes funções do “se” pronome.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o verbo é pronominal. Verbos pronominais são aqueles que só existem com o pronome (ex.: “queixar-se”, “arrepender-se”, “suicidar-se”). O verbo “esperar” não é pronominal — ele existe sem o “se” (“espero que…”). O “se” em “espera-se” é partícula apassivadora, não parte integrante do verbo.

Conclusão

A questão testa a capacidade de distinguir as funções do “se”. A alternativa A é a única correta porque identifica corretamente a voz passiva sintética. As demais confundem o “se” apassivador com outras funções: indeterminação do sujeito (B), ausência de sujeito (C), reflexividade (D) e verbo pronominal (E).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre partícula apassivadora e índice de indeterminação do sujeito. A presença de uma oração subordinada como sujeito paciente confunde quem não identifica a transitividade do verbo “esperar”.

Gabarito: letra A

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