Questão de Matemática — Função de Segundo Grau — CESPE / CEBRASPE 2026
- Código
- ce387600
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEED SE
- Ano
- 2026
- Cargo
- PEB ( )
- A
- B
- C
- D
- E
GabaritoA — y = -\tfrac{9}{16}x^{2} + \tfrac{9}{2}x + 1
Gabarito: letra A. A equação da trajetória é , pois a parábola tem concavidade para baixo (coeficiente ), passa pelo ponto (altura inicial da mangueira) e tem vértice em (altura máxima a 4 metros de distância). Essas três condições determinam unicamente os coeficientes , e da função quadrática .
A trajetória de um projétil lançado obliquamente, desprezando a resistência do ar, é uma parábola. Matematicamente, isso é modelado por uma função do segundo grau , onde é a altura e é a distância horizontal. O coeficiente determina a concavidade: como o jato sobe e depois desce, a parábola tem concavidade para baixo, logo . O ponto onde a mangueira é segurada, a 1 metro de altura, corresponde ao ponto em que , ou seja, . Já o vértice da parábola, ponto de altura máxima, ocorre em e . Para uma função quadrática, o vértice é dado por e , onde . Com essas informações, montamos um sistema para encontrar e .
Vamos resolver o sistema. Temos . A abscissa do vértice é , o que nos dá . A ordenada do vértice é . Usando a forma canônica da função quadrática, , podemos substituir diretamente os valores do vértice e o ponto inicial. Como a parábola passa por e tem vértice em , temos , ou seja, , o que resulta em e, portanto, . Com , obtemos . Assim, a equação é , que corresponde exatamente à alternativa A.
A pegadinha desta questão está em confundir o ponto de altura máxima com um ponto qualquer da trajetória ou em esquecer que a altura inicial é o termo independente . Muitos candidatos, ao verem o vértice , tentam montar a equação na forma e esquecem de usar o ponto para encontrar o coeficiente , ou então erram o sinal de , achando que a concavidade poderia ser para cima. A chave é lembrar que a parábola tem concavidade para baixo () e que o ponto inicial fornece o valor de .
Guarde o método: para encontrar a equação de uma parábola a partir do vértice e de um ponto, use a forma canônica e substitua o ponto conhecido para achar . É exatamente esse raciocínio que separa a alternativa correta das demais.
Esta é a equação que satisfaz todas as condições do enunciado. O coeficiente é negativo, indicando concavidade para baixo, como esperado para um jato que sobe e desce. O termo independente representa a altura inicial da mangueira. O vértice da parábola é calculado por e . Calculando . Então . Portanto, o vértice é , exatamente o ponto de altura máxima informado.
Esta alternativa tem coeficiente , que é negativo, mas muito pequeno em magnitude. Isso resultaria em uma parábola extremamente "aberta", com altura máxima muito menor do que 10 metros. Vamos verificar: o vértice seria em . A altura máxima seria . Calculando . Então . Ou seja, a altura máxima seria de apenas 4 metros, não 10. O erro está em usar coeficientes que não correspondem ao vértice dado.
Esta alternativa apresenta uma parábola com concavidade para cima (), o que significaria que o jato de água subiria indefinidamente, sem atingir um ponto de altura máxima. Isso contradiz a situação física descrita, em que o jato atinge uma altura máxima de 10 metros e depois desce. Além disso, o termo indica que a parábola passaria pelo ponto , mas sem o termo linear , o vértice estaria em , ou seja, a altura máxima ocorreria na origem, o que não condiz com o enunciado (a altura máxima é a 4 metros de distância).
Esta alternativa tem coeficiente , que é negativo, e termo independente . Isso significa que a altura inicial do jato seria de 2 metros, mas o enunciado afirma que a mangueira foi segurada a 1 metro de altura. Além disso, o vértice seria em , e a altura máxima seria . Calculando . Então . O vértice está correto, mas o ponto inicial está errado: em , , não 1. Portanto, a alternativa falha na condição da altura inicial.
Assim como a alternativa C, esta apresenta concavidade para cima (), o que é fisicamente impossível para um jato que atinge altura máxima. Além disso, o termo independente é , correto, mas sem o termo linear, o vértice estaria em , e a altura máxima seria em , o que não corresponde ao enunciado. A parábola deveria ter concavidade para baixo e vértice em .
A regra de ouro para questões de trajetória parabólica é: identifique o ponto inicial (fornece ), o vértice (fornece e ) e use a forma canônica para encontrar . Com e o vértice, expanda para a forma geral e confira se todos os pontos batem. Essa sequência elimina qualquer distrator.
Gabarito: letra A
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