Questão de Biologia — Geral — CESPE / CEBRASPE 2026
Biologia›Geral
Código
ce388834
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AgSUS
Ano
2026
Cargo
Tec ( )
A RESPEITO DE MICROSCOPIA E PREPARO DE LÂMINAS, JULGUE O ITEM SEGUINTE.
Na bacterioscopia, a coloração de Gram é mais indicada para bactérias muito finas e em formato de saca-rolhas, como o Treponema pallidum (bactéria causadora da sífilis), enquanto a impregnação por prata é mais indicada para os bacilos e os espirilos.
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Coloração de Gram e impregnação por prata na bacterioscopia
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmativa inverte as indicações das técnicas: a coloração de Gram não é a mais indicada para o Treponema pallidum (espiroqueta fina, em saca-rolhas), pois essa bactéria não retém o cristal violeta e é mal visualizada por essa técnica; a impregnação pela prata (como a de Fontana-Tribondeau) é que é classicamente usada para evidenciar espiroquetas. Já os bacilos e espirilos são, em geral, bem corados pela coloração de Gram, que os classifica em Gram-positivos ou Gram-negativos. Portanto, a relação técnica–bactéria está exatamente invertida.
A coloração de Gram é a técnica mais fundamental e rotineira da bacteriologia. Ela diferencia as bactérias em dois grandes grupos com base na estrutura da parede celular: as Gram-positivas (parede espessa de peptideoglicano, retêm o cristal violeta e ficam roxas) e as Gram-negativas (parede fina, com membrana externa de lipopolissacarídeo, não retêm o cristal violeta e ficam rosadas pela fucsina). Essa técnica é indicada para a grande maioria das bactérias de importância clínica — bacilos (como Escherichia coli, Salmonella, Bacillus), cocos (estafilococos, estreptococos) e também espirilos (como Helicobacter pylori, que é um espirilo Gram-negativo).
O Treponema pallidum, por sua vez, é uma espiroqueta — bactéria helicoidal, extremamente fina (cerca de 0,1–0,2 µm de diâmetro) e que não se cora bem pelo método de Gram, pois sua parede celular é muito delgada e o corante não penetra adequadamente. Por isso, para sua visualização em microscopia óptica, utiliza-se a impregnação pela prata (método de Fontana-Tribondeau), que deposita partículas de prata metálica sobre a bactéria, tornando-a visível como um filamento escuro. Alternativamente, usa-se a microscopia de campo escuro, que permite observar espiroquetas vivas sem coloração.
A banca explora exatamente essa inversão: afirma que a Gram é indicada para o Treponema e que a prata é indicada para bacilos e espirilos — quando o correto é o oposto. O candidato que decora apenas que "Gram cora bactérias" e "prata cora espiroquetas" pode se confundir, mas a questão exige saber qual técnica se aplica a qual morfologia.
Coloração de Gram
1Indicada para
Bacilos
Cocos
Espirilos
2Classifica em
Gram-positivas (roxas)
Gram-negativas (rosadas)
3Impregnação pela prata
Indicada para
Espiroquetas finas
Treponema pallidum
Borrelia
Leptospira
Método de Fontana-Tribondeau
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NÃO CAIA NESSA!
A banca inverteu a relação técnica–bactéria. O Treponema pallidum é uma espiroqueta fina que não é bem corada pela Gram — a técnica clássica para ele é a impregnação pela prata. Já os bacilos e espirilos (como Helicobacter pylori) são perfeitamente corados pela Gram, que os separa em positivos e negativos. Guarde: Gram → maioria das bactérias (inclusive bacilos e espirilos); prata → espiroquetas (Treponema, Borrelia, Leptospira).