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Questão de Biologia — Geral — CESPE / CEBRASPE 2026

BiologiaGeral
Código
ce388859
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INFRA S.A.
Ano
2026
Cargo
Analista ( )
Julgue o item a seguir, relativos à biologia da conservação, cujo objeto de estudo é o estado da biodiversidade do planeta, com vistas à proteção das espécies, seus habitats e ecossistemas, bem como ao monitoramento de taxas de extinção e interações entre os seres vivos.   O estudo dos isótopos estáveis é uma ferramenta valiosa no combate ao tráfico de fauna silvestre, uma vez que permite que se tracem inferências sobre a origem geográfica das espécies; entretanto o estudo não permite estimar se os animais são provenientes de vida livre ou cativeiro.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Isótopos estáveis na biologia da conservação

Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmativa está incorreta porque o estudo de isótopos estáveis permite sim estimar se os animais são provenientes de vida livre ou de cativeiro, além de traçar inferências sobre a origem geográfica das espécies. A análise isotópica de tecidos como penas, pelos, unhas e ossos reflete a composição química da dieta e da água consumida pelo animal, que difere entre ambientes naturais e de cativeiro.

Os isótopos estáveis são variantes de um mesmo elemento químico que possuem o mesmo número de prótons, mas diferentes números de nêutrons, o que lhes confere massas atômicas distintas. Por não serem radioativos, eles não se desintegram ao longo do tempo, permanecendo estáveis nos tecidos dos organismos. Na natureza, a proporção entre isótopos pesados e leves de elementos como carbono (¹²C e ¹³C), nitrogênio (¹⁴N e ¹⁵N), hidrogênio (¹H e ²H) e oxigênio (¹⁶O e ¹⁸O) varia de forma previsível em diferentes regiões geográficas e níveis tróficos.

Quando um animal se alimenta, os isótopos presentes em sua dieta são incorporados aos seus tecidos, criando uma "assinatura isotópica" característica. Essa assinatura pode ser comparada com as assinaturas de referência de diferentes regiões ou de diferentes condições de criação. Por exemplo, animais de vida livre que se alimentam de presas naturais de uma determinada região apresentarão uma assinatura isotópica distinta daqueles criados em cativeiro, que geralmente recebem ração industrializada com composição isotópica própria. Da mesma forma, a água consumida influencia a assinatura de isótopos de hidrogênio e oxigênio nos tecidos, permitindo inferir a região de origem do animal.

Na prática, a análise de isótopos estáveis é uma ferramenta poderosa no combate ao tráfico de fauna silvestre. Ao analisar uma amostra de um animal apreendido, os cientistas podem determinar se ele foi capturado na natureza ou se foi criado em cativeiro, bem como identificar a região geográfica de onde ele provém. Essa informação é crucial para direcionar ações de fiscalização, para a devolução de animais ao seu habitat natural e para desmantelar redes de tráfico. A técnica é complementar a outras abordagens, como a análise de DNA, e tem a vantagem de poder ser aplicada a amostras não invasivas, como penas e pelos.

A pegadinha desta questão está em afirmar que o estudo de isótopos estáveis não permite estimar se os animais são de vida livre ou cativeiro. Na verdade, essa é uma das aplicações mais importantes da técnica, pois a dieta e o ambiente de criação deixam marcas isotópicas distintas nos tecidos dos animais. A banca inverteu uma informação correta para criar um distrator, testando se o candidato conhece as aplicações reais da análise isotópica na conservação.

Guarde a fronteira entre o que a técnica permite e o que ela não permite: a análise de isótopos estáveis é capaz de fornecer informações sobre a origem geográfica e o tipo de criação (vida livre ou cativeiro), mas não é capaz de identificar a espécie do animal, o que é feito por meio de análise genética ou morfológica. É exatamente nessa distinção que a questão se apoia.

1O que são
Mesmo nº de prótons
Diferente nº de nêutrons
Não radioativos
2Aplicações
Origem geográfica
Vida livre ou cativeiro
Identificar espécie (não permite)
3Como funciona
Dieta e água deixam assinatura
Tecidos: penas, pelos, unhas, ossos
Isótopos estáveis
LEVELsoulevel.com.br
Isótopos estáveis: O que são (Mesmo nº de prótons, Diferente nº de nêutrons, Não radioativos); Aplicações (Origem geográfica, Vida livre ou cativeiro, Identificar espécie (não permite)); Como funciona (Dieta e água deixam assinatura, Tecidos: penas, pelos, unhas, ossos)

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o estudo de isótopos estáveis não permite estimar se os animais são provenientes de vida livre ou cativeiro. Isso está errado, pois a análise isotópica é uma ferramenta valiosa exatamente para essa finalidade. Animais de vida livre e animais de cativeiro apresentam dietas e condições ambientais distintas, o que se reflete em diferentes assinaturas isotópicas em seus tecidos. Por exemplo, aves criadas em cativeiro geralmente recebem ração com composição isotópica diferente da dieta natural de aves de vida livre, permitindo distinguir a origem do animal.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque o estudo de isótopos estáveis permite sim estimar se os animais são provenientes de vida livre ou cativeiro. A assinatura isotópica dos tecidos de um animal reflete a composição isotópica de sua dieta e da água que consumiu ao longo de sua vida. Animais de vida livre e de cativeiro têm dietas e ambientes diferentes, o que gera assinaturas isotópicas distintas. Portanto, a análise isotópica é uma ferramenta útil para distinguir a origem do animal, além de permitir inferências sobre sua origem geográfica.

Gabarito: letra E

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