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Questão de Legislação de Trânsito — Engenharia de Tráfego, Operação, Fiscalização e Policiamento Ostensivo de Trânsito (arts. 91 a 95) — CESPE / CEBRASPE 2026

Legislação de TrânsitoEngenharia de Tráfego, Operação, Fiscalização e Policiamento Ostensivo de Trânsito (arts. 91 a 95)
Código
ce389845
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
ANSA
Ano
2026
Cargo
PNM ( )

Em relação ao tráfego urbano, julgue o item a seguir.


Em interseções não semaforizadas (controladas por stop ou yield), a capacidade independe do gap acceptance (aceitação de brechas) e dos volumes de tráfego conflitantes.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Capacidade de interseções não semaforizadas e o gap acceptance

ERRADO. A afirmativa está incorreta porque, em interseções não semaforizadas (controladas por parada obrigatória ou preferencial), a capacidade é diretamente influenciada pelo gap acceptance (aceitação de brechas) e pelos volumes de tráfego conflitantes — esses são justamente os fatores centrais que determinam quantos veículos conseguem entrar no fluxo principal. A capacidade não é independente desses elementos; pelo contrário, ela é calculada a partir deles.

O gap acceptance é um conceito fundamental da engenharia de tráfego, utilizado para modelar o comportamento de veículos que precisam cruzar ou entrar em um fluxo de tráfego prioritário. Em uma interseção não semaforizada, o condutor da via secundária (que tem a placa de parada ou de preferência) precisa encontrar uma brecha (gap) no fluxo da via principal que seja suficientemente grande para realizar a manobra com segurança. A capacidade da interseção, portanto, é função direta da distribuição dessas brechas e do tempo mínimo que cada motorista aceita para entrar ou cruzar.

A lógica por trás dessa relação é intuitiva: quanto maior o volume de tráfego na via principal, menores e menos frequentes são as brechas disponíveis, o que reduz a oportunidade de entrada dos veículos da via secundária. Por outro lado, se os motoristas da via secundária aceitam brechas menores (ou seja, têm um gap acceptance menor), mais veículos conseguem entrar em um mesmo período, aumentando a capacidade. Assim, a capacidade de uma interseção não semaforizada é calculada por modelos como o do HCM (Highway Capacity Manual), que utilizam explicitamente o gap acceptance e os volumes conflitantes como variáveis de entrada.

Na prática, imagine uma interseção onde a via principal tem um fluxo de 1.000 veículos por hora. Os veículos da via secundária precisam de uma brecha mínima de, digamos, 6 segundos para entrar com segurança. Se o fluxo principal for intenso, as brechas de 6 segundos serão raras, e poucos veículos conseguirão entrar — a capacidade da via secundária será baixa. Se o fluxo principal diminuir para 500 veículos por hora, as brechas serão mais frequentes, e mais veículos conseguirão entrar — a capacidade aumentará. Esse exemplo mostra como a capacidade é dependente, e não independente, dos volumes conflitantes e do comportamento de aceitação de brechas.

A distinção importante aqui é entre interseções semaforizadas e não semaforizadas. Nas semaforizadas, a capacidade é determinada principalmente pelo tempo de verde, ciclo e número de faixas — o gap acceptance tem papel secundário. Já nas não semaforizadas, o gap acceptance é o mecanismo central de controle, pois não há um sinal que imponha um ritmo; a decisão de entrar é individual e baseada na percepção das brechas. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que conhece a teoria das interseções semaforizadas pode erroneamente aplicar a mesma lógica às não semaforizadas.

A pegadinha desta questão está na palavra "independe". A afirmativa sugere que a capacidade é uma característica fixa da interseção, quando na verdade ela é uma variável dinâmica que responde diretamente ao comportamento dos motoristas e ao fluxo de tráfego. O erro é apresentar uma relação de dependência como se fosse de independência, invertendo o sentido do que a engenharia de tráfego estabelece.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a relação de causalidade: afirma que a capacidade "independe" do gap acceptance e dos volumes conflitantes, quando na verdade ela é calculada exatamente a partir desses fatores. O candidato que sabe que em interseções semaforizadas o gap acceptance é menos relevante pode ser levado a aplicar essa lógica às não semaforizadas, onde ele é o fator dominante. Fique atento: a palavra "independe" é o gatilho para desconfiar — em engenharia de tráfego, quase nada é independente dos fluxos e comportamentos.

  1. 1Fluxo principal (volume conflitante)
  2. 2Distribuição de brechas (gaps)
  3. 3Gap acceptance (brecha mínima aceita)
  4. 4Capacidade da via secundária
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Item — ❌ Errado

A afirmativa está incorreta. Em interseções não semaforizadas, a capacidade é diretamente influenciada pelo gap acceptance (aceitação de brechas) e pelos volumes de tráfego conflitantes. Esses são os fatores primários que determinam quantos veículos da via secundária conseguem entrar no fluxo principal. Modelos de capacidade, como os do HCM, utilizam explicitamente essas variáveis. A capacidade não é independente; ela é uma função direta da distribuição de brechas no fluxo principal e do tempo mínimo aceito pelos motoristas para realizar a manobra.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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